O idioma português brasileiro e a gíria no Brasil

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Publicada em 05/09/2018 às 07:04:00

 

* José Wilson Brito Couto 
 A íngua portuguesa, oriunda do Latim, veio para o nosso território, em 1500,  com o navegante português, Pedro Álvares Cabral, que segundo a nossa história, navegava em busca de um caminho para as Índias. Ao chegar em nossa terra, tomou posse oficialmente em nome de D. Manuel, rei de Portugal. Acompanhava Cabral,  nas caravelas, o que tinha de pior representando o povo português. Nos galés vieram a escória de Portugal, assassinos, ladrões, malfeitores de todas as espécies, que “aceitaram” vir para aquela terra de além-mar desconhecida, com o único objetivo de se verem livres das masmorras. Imediatamente instalaram-se, junto aos índios inocentes de todo o tipo de malandragens, inclusive a famosa corrupção (micróbio infelizmente herdado por nós até hoje). Ao pisarem em solo pátrio, aqueles “animais”  vindos das prisões, “atrasados”, com fome de Sexo, ao verem  as índias todas nuas,  interessadas por qualquer pedaço de espelho ou outro qualquer objeto por elas desconhecidos, entregavam-se , facilmente, em horas de prazer e luxuria.  Nascia ai o primeiro “Bordel New Brasilian”.  E as coisas se complicaram, quando tempos depois,  juntaram-se  além do “povinho “ recém chegados ( de péssima representação), os índios (preguiçosos, por não terem o que fazer),  os negros africanos escravos , e por essa razão, recalcados , injustiçados e humilhados. Só nessa primeira etapa, vimos a mistura de três culturas completamente diferentes. Tempos depois, vieram os franceses, os holandeses, os espanhóis, os japoneses, os italianos, em suma, a Europa e parte da Asia em peso, tudo de olho nas riquezas tão propagadas e tão invejadas pelos outros povos  moradores do outro lado do Oceano Atlântico. E essa mistura heterogenia, de línguas e culturas, depois de uma balançadinha de arrumação, somos nós! E o pior é que o descarrilhamento  linguístico cultural evoluiu de tal forma , que hoje, o brasileiro tem no sangue , um pouco de cada ser humano habitante do mundo. E com isso, nossa língua tem gradativamente sofrido alterações que a torna uma das mais difíceis da terra, principalmente para o estrangeiro. E a causa disso  é a influência externa e o acréscimo das gírias tão comum entre nós, oriundas das favelas e da bandidagem que trocam informações entre eles sigilosas. Por exemplo, palavras como: “Por favor”, “Obrigado”, “dê licença”, “pessoal”, vão aos poucos dando lugar para “oi”, “valeu”, “galera”, “manera”, tornando nosso veiculo de comunicação cada vez mais difícil para o turista que nos visita. Mas, o jeitinho  brasileiro logo resolve essa questão! Deixe chegar o Carnaval!
* José Wilson Brito Couto é professor emérito da UFS (aposentado)

* José Wilson Brito Couto 

 A íngua portuguesa, oriunda do Latim, veio para o nosso território, em 1500,  com o navegante português, Pedro Álvares Cabral, que segundo a nossa história, navegava em busca de um caminho para as Índias. Ao chegar em nossa terra, tomou posse oficialmente em nome de D. Manuel, rei de Portugal. Acompanhava Cabral,  nas caravelas, o que tinha de pior representando o povo português. Nos galés vieram a escória de Portugal, assassinos, ladrões, malfeitores de todas as espécies, que “aceitaram” vir para aquela terra de além-mar desconhecida, com o único objetivo de se verem livres das masmorras. Imediatamente instalaram-se, junto aos índios inocentes de todo o tipo de malandragens, inclusive a famosa corrupção (micróbio infelizmente herdado por nós até hoje). Ao pisarem em solo pátrio, aqueles “animais”  vindos das prisões, “atrasados”, com fome de Sexo, ao verem  as índias todas nuas,  interessadas por qualquer pedaço de espelho ou outro qualquer objeto por elas desconhecidos, entregavam-se , facilmente, em horas de prazer e luxuria.  Nascia ai o primeiro “Bordel New Brasilian”.  E as coisas se complicaram, quando tempos depois,  juntaram-se  além do “povinho “ recém chegados ( de péssima representação), os índios (preguiçosos, por não terem o que fazer),  os negros africanos escravos , e por essa razão, recalcados , injustiçados e humilhados. Só nessa primeira etapa, vimos a mistura de três culturas completamente diferentes. Tempos depois, vieram os franceses, os holandeses, os espanhóis, os japoneses, os italianos, em suma, a Europa e parte da Asia em peso, tudo de olho nas riquezas tão propagadas e tão invejadas pelos outros povos  moradores do outro lado do Oceano Atlântico. E essa mistura heterogenia, de línguas e culturas, depois de uma balançadinha de arrumação, somos nós! E o pior é que o descarrilhamento  linguístico cultural evoluiu de tal forma , que hoje, o brasileiro tem no sangue , um pouco de cada ser humano habitante do mundo. E com isso, nossa língua tem gradativamente sofrido alterações que a torna uma das mais difíceis da terra, principalmente para o estrangeiro. E a causa disso  é a influência externa e o acréscimo das gírias tão comum entre nós, oriundas das favelas e da bandidagem que trocam informações entre eles sigilosas. Por exemplo, palavras como: “Por favor”, “Obrigado”, “dê licença”, “pessoal”, vão aos poucos dando lugar para “oi”, “valeu”, “galera”, “manera”, tornando nosso veiculo de comunicação cada vez mais difícil para o turista que nos visita. Mas, o jeitinho  brasileiro logo resolve essa questão! Deixe chegar o Carnaval!


* José Wilson Brito Couto é professor emérito da UFS (aposentado)