Sinal vermelho

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Publicada em 05/09/2018 às 07:08:00

 

A Agência Nacional de Energia 
Elétrica acaba de anunciar novo 
aumento nas contas de luz, sob o nobre pretexto de subsidiar a energia das famílias de baixa renda, como aliás é muito justo. Para tanto, os consumidores vão ter de suportar um impacto de quase R$ 2 bilhão. Moral da história: a Aneel pretende fazer bonito com o chapéu dos outros.
Não custa lembrar que os consumidores de norte a sul do País já estão obrigados a arcar com o custo da dependência hidrelétrica, arbitrado pelas bandeiras tarifárias. O governo federal se recusa a investir em fontes alternativas de energia e o consumidor é quem paga o pato.
O sistema de bandeiras tarifárias entrou em vigor ainda em 2015, uma cobrança adicional embutida na conta de luz toda vez que as distribuidoras precisam recorrer às termelétricas. Não agradou ao consumidor, por razões óbvias. Mas a exceção virou regra. Considerada a dependência em relação a produtos eletrônicos, além do consumo estimulado durante anos a fio, tudo levava a crer, como de fato ocorreu, que o vermelho seria a cor do ano.
Certo é que, em matéria de produção de energia, o País está ruim das pernas, com as baterias descarregadas. Sem investimento em fontes alternativas e mais baratas de energia ao longo dos últimos anos, restou administrar os óbices. As desculpas da Aneel são sempre as mesmas: a falta de chuvas; a exposição das distribuidoras ao mercado livre; a ampliação das cotas sociais. De um modo ou de outro, no entanto, a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.

A Agência Nacional de Energia  Elétrica acaba de anunciar novo  aumento nas contas de luz, sob o nobre pretexto de subsidiar a energia das famílias de baixa renda, como aliás é muito justo. Para tanto, os consumidores vão ter de suportar um impacto de quase R$ 2 bilhão. Moral da história: a Aneel pretende fazer bonito com o chapéu dos outros.
Não custa lembrar que os consumidores de norte a sul do País já estão obrigados a arcar com o custo da dependência hidrelétrica, arbitrado pelas bandeiras tarifárias. O governo federal se recusa a investir em fontes alternativas de energia e o consumidor é quem paga o pato.
O sistema de bandeiras tarifárias entrou em vigor ainda em 2015, uma cobrança adicional embutida na conta de luz toda vez que as distribuidoras precisam recorrer às termelétricas. Não agradou ao consumidor, por razões óbvias. Mas a exceção virou regra. Considerada a dependência em relação a produtos eletrônicos, além do consumo estimulado durante anos a fio, tudo levava a crer, como de fato ocorreu, que o vermelho seria a cor do ano.
Certo é que, em matéria de produção de energia, o País está ruim das pernas, com as baterias descarregadas. Sem investimento em fontes alternativas e mais baratas de energia ao longo dos últimos anos, restou administrar os óbices. As desculpas da Aneel são sempre as mesmas: a falta de chuvas; a exposição das distribuidoras ao mercado livre; a ampliação das cotas sociais. De um modo ou de outro, no entanto, a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.