Prefeitura nega reajuste para médicos em greve

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 06/09/2018 às 11:33:00

 

Milton Alves Júnior
 
Novamente alegan
do falta de condi
ções financeiras para conceder o reajuste salarial dos médicos atuantes em uma das 43 unidades básicas de saúde, a Prefeitura de Aracaju voltou a apresentar reajuste 'zero' para este ano. Com a afirmativa, os profissionais da medicina seguem de braços cruzados por tempo indeterminado e aproveitam a mobilização democrática para reivindicar apoio judicial contra o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), e a administração da capital sergipana. Nesta sexta-feira, 07, a manifestação completará 50 dias de greve. O desembargador Diógenes Barreto é o responsável por estudar e mediar os conflitos.
 Conforme destacado ao longo dos últimos meses junto ao Jornal do Dia, de acordo com o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed/SE), o prefeito Edvaldo Nogueira possui postura: 'anti-sindicais', 'anti-democráticas' e 'anti-trabalhadores'. Em virtude das dificuldades financeiras, a permanência do sistema de Pejotização (PJ) como forma contratual, descartando, assim, a criação de novo concurso público, também contribuiu para reforça o desejo da classe trabalhadora pela deflagração da greve. Para o presidente sindical João Augusto, o não atendimento dos pleitos resultam em ampliação da crise.
 Em virtude do impasse, os sindicalistas solicitaram que o Tribunal de Justiçado Estado de Sergipe (TJ/SE) emitisse à Procuradoria Geral do Município uma proposta de participar, ou não, de uma audiência de conciliação. Para a surpresa dos grevistas, paralelo a demora em receber a resposta da administração municipal, na tarde da última segunda-feira, 03, a prefeitura se manifestou dizendo que não quer negociar nos termos da audiência que seria de conciliação e não apresentou nenhuma contraproposta. Diante da permanência do impasse, o sindicato alega que 170 profissionais seguem paralisados.
 "No final da tarde de segunda a prefeitura se manifestou dizendo que não quer negociar nos termos da audiência que seria de conciliação e não deu contraproposta. Ou seja, nem mesmo diante da Justiça eles querem negociar. Essa foi, inclusive, a melhor forma de mostrar ao cidadão sergipano a forma que a prefeitura vem tratando o servidor, e, consequentemente, o usuário do Sistema Único de Saúde já que não existe qualificação do sistema", disse João Augusto. Os serviços de urgência nas unidades de saúde estão mantidos, há apenas interrupções parciais. Uma nova assembleia está agendada para ocorrer na próxima terça-feira, 11.
 Amanhã, durante o 24º Grito dos Excluídos, os médicos municipais participarão da marcha que tem como tema: "Vida em primeiro lugar!", e como lema: "Desigualdade gera violência: basta de privilégios". Intensificando a luta, a proposta do Sindimed é explicar aos contribuintes as dificuldades deparadas administrativamente com a atual gestão. "Como foi prometido estamos reforçando os atos públicos desde o final de semana. É preciso que a população possua o conhecimento de como a prefeitura está destratando todos os funcionários, em especial os da saúde", destacou.

Milton Alves Júnior Novamente alegan do falta de condi ções financeiras para conceder o reajuste salarial dos médicos atuantes em uma das 43 unidades básicas de saúde, a Prefeitura de Aracaju voltou a apresentar reajuste 'zero' para este ano. Com a afirmativa, os profissionais da medicina seguem de braços cruzados por tempo indeterminado e aproveitam a mobilização democrática para reivindicar apoio judicial contra o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), e a administração da capital sergipana. Nesta sexta-feira, 07, a manifestação completará 50 dias de greve. O desembargador Diógenes Barreto é o responsável por estudar e mediar os conflitos.
 Conforme destacado ao longo dos últimos meses junto ao Jornal do Dia, de acordo com o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed/SE), o prefeito Edvaldo Nogueira possui postura: 'anti-sindicais', 'anti-democráticas' e 'anti-trabalhadores'. Em virtude das dificuldades financeiras, a permanência do sistema de Pejotização (PJ) como forma contratual, descartando, assim, a criação de novo concurso público, também contribuiu para reforça o desejo da classe trabalhadora pela deflagração da greve. Para o presidente sindical João Augusto, o não atendimento dos pleitos resultam em ampliação da crise.
 Em virtude do impasse, os sindicalistas solicitaram que o Tribunal de Justiçado Estado de Sergipe (TJ/SE) emitisse à Procuradoria Geral do Município uma proposta de participar, ou não, de uma audiência de conciliação. Para a surpresa dos grevistas, paralelo a demora em receber a resposta da administração municipal, na tarde da última segunda-feira, 03, a prefeitura se manifestou dizendo que não quer negociar nos termos da audiência que seria de conciliação e não apresentou nenhuma contraproposta. Diante da permanência do impasse, o sindicato alega que 170 profissionais seguem paralisados.
 "No final da tarde de segunda a prefeitura se manifestou dizendo que não quer negociar nos termos da audiência que seria de conciliação e não deu contraproposta. Ou seja, nem mesmo diante da Justiça eles querem negociar. Essa foi, inclusive, a melhor forma de mostrar ao cidadão sergipano a forma que a prefeitura vem tratando o servidor, e, consequentemente, o usuário do Sistema Único de Saúde já que não existe qualificação do sistema", disse João Augusto. Os serviços de urgência nas unidades de saúde estão mantidos, há apenas interrupções parciais. Uma nova assembleia está agendada para ocorrer na próxima terça-feira, 11.
 Amanhã, durante o 24º Grito dos Excluídos, os médicos municipais participarão da marcha que tem como tema: "Vida em primeiro lugar!", e como lema: "Desigualdade gera violência: basta de privilégios". Intensificando a luta, a proposta do Sindimed é explicar aos contribuintes as dificuldades deparadas administrativamente com a atual gestão. "Como foi prometido estamos reforçando os atos públicos desde o final de semana. É preciso que a população possua o conhecimento de como a prefeitura está destratando todos os funcionários, em especial os da saúde", destacou.