De portas abertas

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Diane Veloso é o Caixa Cênica em carne e osso
Diane Veloso é o Caixa Cênica em carne e osso

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Publicada em 07/09/2018 às 06:54:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
A sede do grupo de te
atro Caixa Cênica, 
no conjunto Inácio Barbosa, está de portas escancaradas para a sensibilidade Serigy. A esperança é ter a casa sempre cheia, aberta às pessoas, projetos, ideias. Segundo a atriz Diane Veloso, o investimento realizado no sonho de quatro paredes só estará plenamente justificado se o espaço assumir a sua vocação de abrigo. A expectativa de mudar o prédio em plataforma é hoje a principal tarefa abraçada pelo grupo.
A inauguração oficial está marcada para o dia 08, com a leitura dramática de um texto fundamental na trajetória do Caixa Cênica: 'Respire e conte até dez...', de Marcelino Freire (mais live painting, bazar e show de Alex Sant'Anna). Desde já, no entanto, o fluxo ali é constante. De frente para uma praça repleta de árvores frondosas, a sede do Caixa Cênica emana uma energia boa, guarda um pote cheio de doces em oferta aos Erês, foi abençoada com bons ventos.
Essa história já conta quase duas décadas, tem tudo a ver com o diretor Sidnei Cruz, presença confirmada na inauguração da sede. Profissional experiente, criador do projeto Palco Giratório, o mineiro radicado no Rio de Janeiro aceitou a incumbência de dirigir três atores muito jovens, dispostos a encarar o exercício teatral como pesquisa, apesar de todos os riscos próprios da atividade artística no fim do mundo. Foi no início dos anos 2000, pós 11/09. Daquele primeiro impulso realizador, restaram o pendor para o experimento e o talento indomável de Diane Veloso.
A atriz é o Caixa Cênica em carne e osso. Foi ela quem deu a cara a tapa ao encarnar uma proposta de teatro cada vez mais física e sensorial, uma montagem depois da outra, alheia às convenções da dramaturgia clássica. As reações ao trabalho do grupo variam muito, desde sempre. 'Respire...', por exemplo, "foi um babado". Certo é que, confrontado por um espetáculo do grupo, ninguém permanece indiferente.
Para continuar provocando espanto e maravilha, contudo, o Caixa Cênica precisava de um teto para chamar de seu. Diane explica: "Não dá para fazer laboratório com tempo contado, ensaiar em horário comercial, sem um espaço. Para fazer teatro como a gente se propõe a fazer, a sede era uma necessidade". A urgência se tornou tamanha, a ponto de todos os integrantes do grupo (Diane, os atores Jonathan Rodrigues e Audevan Caiçara, mais a produtora Nah Donato) optarem por tirar dinheiro do próprio bolso para financiar a manutenção do espaço. Sem nenhuma espécie de subvenção, eles decidiram bancar essa loucura na marra.
Segundo as cartas ciganas, a sede do Caixa Cênica tem tudo para se transformar em farol. Uma amiga da turma, íntima dos mistérios do céu e da terra, afastou as cortinas do devir, admirada de tanta luz. Ali, quando tudo der certo, brilhará um ponto de referência na aldeia, orientando todos os náufragos. A sorte é uma questão de coragem, indicam todos os sinais.
Banquete de Caixa Nova:
08 de setembro, 17 horas, na Rua Ângela Maria Santana Ribeiro (Bairro Inácio Barbosa).

A sede do grupo de te atro Caixa Cênica,  no conjunto Inácio Barbosa, está de portas escancaradas para a sensibilidade Serigy. A esperança é ter a casa sempre cheia, aberta às pessoas, projetos, ideias. Segundo a atriz Diane Veloso, o investimento realizado no sonho de quatro paredes só estará plenamente justificado se o espaço assumir a sua vocação de abrigo. A expectativa de mudar o prédio em plataforma é hoje a principal tarefa abraçada pelo grupo.
A inauguração oficial está marcada para o dia 08, com a leitura dramática de um texto fundamental na trajetória do Caixa Cênica: 'Respire e conte até dez...', de Marcelino Freire (mais live painting, bazar e show de Alex Sant'Anna). Desde já, no entanto, o fluxo ali é constante. De frente para uma praça repleta de árvores frondosas, a sede do Caixa Cênica emana uma energia boa, guarda um pote cheio de doces em oferta aos Erês, foi abençoada com bons ventos.
Essa história já conta quase duas décadas, tem tudo a ver com o diretor Sidnei Cruz, presença confirmada na inauguração da sede. Profissional experiente, criador do projeto Palco Giratório, o mineiro radicado no Rio de Janeiro aceitou a incumbência de dirigir três atores muito jovens, dispostos a encarar o exercício teatral como pesquisa, apesar de todos os riscos próprios da atividade artística no fim do mundo. Foi no início dos anos 2000, pós 11/09. Daquele primeiro impulso realizador, restaram o pendor para o experimento e o talento indomável de Diane Veloso.
A atriz é o Caixa Cênica em carne e osso. Foi ela quem deu a cara a tapa ao encarnar uma proposta de teatro cada vez mais física e sensorial, uma montagem depois da outra, alheia às convenções da dramaturgia clássica. As reações ao trabalho do grupo variam muito, desde sempre. 'Respire...', por exemplo, "foi um babado". Certo é que, confrontado por um espetáculo do grupo, ninguém permanece indiferente.
Para continuar provocando espanto e maravilha, contudo, o Caixa Cênica precisava de um teto para chamar de seu. Diane explica: "Não dá para fazer laboratório com tempo contado, ensaiar em horário comercial, sem um espaço. Para fazer teatro como a gente se propõe a fazer, a sede era uma necessidade". A urgência se tornou tamanha, a ponto de todos os integrantes do grupo (Diane, os atores Jonathan Rodrigues e Audevan Caiçara, mais a produtora Nah Donato) optarem por tirar dinheiro do próprio bolso para financiar a manutenção do espaço. Sem nenhuma espécie de subvenção, eles decidiram bancar essa loucura na marra.
Segundo as cartas ciganas, a sede do Caixa Cênica tem tudo para se transformar em farol. Uma amiga da turma, íntima dos mistérios do céu e da terra, afastou as cortinas do devir, admirada de tanta luz. Ali, quando tudo der certo, brilhará um ponto de referência na aldeia, orientando todos os náufragos. A sorte é uma questão de coragem, indicam todos os sinais.
Banquete de Caixa Nova:08 de setembro, 17 horas, na Rua Ângela Maria Santana Ribeiro (Bairro Inácio Barbosa).