O senhor das armas

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Publicada em 07/09/2018 às 07:44:00

 

Quem com o ferro fere, com o 
ferro pode acabar ferido. O dis
curso beligerante do deputado Jair Bolsonaro, candidato à presidência da República, voltou-se contra o sujeito em forma de furtivo golpe de faca. Apesar da pose de herói canastrão, o "mito" que pretende acabar com a violência na bala é um homem de carne e osso, não está imune aos efeitos das barbaridades pronunciadas em cima do palanque. Suposto atentado lembra ao senhor das armas que em todos os cemitérios repousam muitos valentes.
O fato e as circunstâncias ainda são alvo de investigação da Polícia Federal. Se confirmados, no entanto, não deixarão de conter um dado de amarga ironia. Fosse vítima de um disparo criminoso, por exemplo, Bolsonaro talvez não estivesse mais entre os vivos para defender o porte indiscriminado de armas. Olho por olho, dente por dente.
Bolsonaro é candidato capaz de flertar perigosamente com a mais franca irresponsabilidade, dado a pronunciar verdadeiras sandices sem esboçar a mais breve careta. Para ele, bandido bom é bandido morto. Policiais metidos em chacinas, com dezenas de vítimas nas costas, devem ser condecorados.
Infelizmente, este editorial não pecar por alarmista. O chamado 'excludente de ilicitude' é defendido com todas as letras por Bolsonaro, bem à frente dos demais candidatos na corrida eleitoral. O nome pomposo, entretanto, não preservaria ninguém das consequências de mecanismo tão perigoso. Em um país como o Brasil, com o maior número absoluto de mortos por arma de fogo do planeta, a última coisa que a população precisa é que os policiais tenham licença para matar.

Quem com o ferro fere, com o  ferro pode acabar ferido. O dis curso beligerante do deputado Jair Bolsonaro, candidato à presidência da República, voltou-se contra o sujeito em forma de furtivo golpe de faca. Apesar da pose de herói canastrão, o "mito" que pretende acabar com a violência na bala é um homem de carne e osso, não está imune aos efeitos das barbaridades pronunciadas em cima do palanque. Suposto atentado lembra ao senhor das armas que em todos os cemitérios repousam muitos valentes.
O fato e as circunstâncias ainda são alvo de investigação da Polícia Federal. Se confirmados, no entanto, não deixarão de conter um dado de amarga ironia. Fosse vítima de um disparo criminoso, por exemplo, Bolsonaro talvez não estivesse mais entre os vivos para defender o porte indiscriminado de armas. Olho por olho, dente por dente.
Bolsonaro é candidato capaz de flertar perigosamente com a mais franca irresponsabilidade, dado a pronunciar verdadeiras sandices sem esboçar a mais breve careta. Para ele, bandido bom é bandido morto. Policiais metidos em chacinas, com dezenas de vítimas nas costas, devem ser condecorados.
Infelizmente, este editorial não pecar por alarmista. O chamado 'excludente de ilicitude' é defendido com todas as letras por Bolsonaro, bem à frente dos demais candidatos na corrida eleitoral. O nome pomposo, entretanto, não preservaria ninguém das consequências de mecanismo tão perigoso. Em um país como o Brasil, com o maior número absoluto de mortos por arma de fogo do planeta, a última coisa que a população precisa é que os policiais tenham licença para matar.