Médicos do Estado fazem paralisação por isonomia

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Médicos do Estado fazem paralisação por isonomia
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Publicada em 11/09/2018 às 07:01:00

 

Milton Alves Júnior
Durante todo o dia 
de ontem profissi
onais da medicina que atuam no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) e da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Aracaju, suspenderam as atividades como forma de pressionar o Governo do Estado de Sergipe a implantar a isonomia salarial da classe trabalhadora. A perspectiva dos manifestantes - com o apoio do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), é que independente da especialidade, recebam o mesmo salário. De acordo com os servidores, desde o último mês de maio a categoria segue aguardando um pronunciamento por parte do governador Belivaldo Chagas sobre o pleito coletivo. O sindicato ressaltou ao Jornal do Dia que até a manhã de ontem nenhuma resposta foi apresentada.
Em contraponto às lamentações dos médicos que optaram por aderir à paralisação, o Governo do Estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde e da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), informou que o diálogo com o Sindimed sempre esteve aberto e realizou nos últimos meses oito reuniões com a categoria. Na concepção dos gestores, injustificadamente o Sindimed precipitou uma paralisação. O Governo se coloca à disposição da categoria para a continuidade das discussões e já tem agendada nova reunião com o Sindimed nesta quarta-feira, 12, para mais uma vez buscar uma saída que não prejudique o atendimento da população que necessita da Saúde do Estado.
 "Não adianta nos reunirmos e nenhuma medida concretamente física seja finalmente repassada ao cidadão trabalhador que luta nada mais nada menos que o direito de receber os mesmos bônus funcionais. Não poderemos mais permanecer calados aceitando pacificamente por um pedido que o governador prometer apresentar parecer em maio, mas até o momento, nada. É possível que as manifestações permaneçam em Aracaju e nas demais unidades administradas pelo Estado", informou João Augusto, membro da diretoria sindical.
Durante a paralisação de 24 horas apenas os serviços de urgência e emergência não foram prejudicados pela paralisação. De acordo com Elton Monteiro, vice-presidente do Sindimed, existem médicos com mais de 30 anos de Estado que ganham menos que aqueles que possuem cinco anos de atividade. "Estamos novamente falando sobre um problema de total conhecimento do governador, mas que até o momento nenhuma medida que solucione essa diferença foi apresentada. A categoria segue unida na luta por esse desejo e direito dos profissionais", disse. O Sindimed não informou quando voltará a promover novos atos públicos.
Greve legal - Ontem, o desembargador Diógenes Barreto negou pedido da Prefeitura de Aracaju para decretar a ilegalidade da greve dos médicos, que já dura 40 dias. A PMA promete recorrer.

Durante todo o dia  de ontem profissi onais da medicina que atuam no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) e da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Aracaju, suspenderam as atividades como forma de pressionar o Governo do Estado de Sergipe a implantar a isonomia salarial da classe trabalhadora. A perspectiva dos manifestantes - com o apoio do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), é que independente da especialidade, recebam o mesmo salário. De acordo com os servidores, desde o último mês de maio a categoria segue aguardando um pronunciamento por parte do governador Belivaldo Chagas sobre o pleito coletivo. O sindicato ressaltou ao Jornal do Dia que até a manhã de ontem nenhuma resposta foi apresentada.
Em contraponto às lamentações dos médicos que optaram por aderir à paralisação, o Governo do Estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde e da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), informou que o diálogo com o Sindimed sempre esteve aberto e realizou nos últimos meses oito reuniões com a categoria. Na concepção dos gestores, injustificadamente o Sindimed precipitou uma paralisação. O Governo se coloca à disposição da categoria para a continuidade das discussões e já tem agendada nova reunião com o Sindimed nesta quarta-feira, 12, para mais uma vez buscar uma saída que não prejudique o atendimento da população que necessita da Saúde do Estado.
 "Não adianta nos reunirmos e nenhuma medida concretamente física seja finalmente repassada ao cidadão trabalhador que luta nada mais nada menos que o direito de receber os mesmos bônus funcionais. Não poderemos mais permanecer calados aceitando pacificamente por um pedido que o governador prometer apresentar parecer em maio, mas até o momento, nada. É possível que as manifestações permaneçam em Aracaju e nas demais unidades administradas pelo Estado", informou João Augusto, membro da diretoria sindical.
Durante a paralisação de 24 horas apenas os serviços de urgência e emergência não foram prejudicados pela paralisação. De acordo com Elton Monteiro, vice-presidente do Sindimed, existem médicos com mais de 30 anos de Estado que ganham menos que aqueles que possuem cinco anos de atividade. "Estamos novamente falando sobre um problema de total conhecimento do governador, mas que até o momento nenhuma medida que solucione essa diferença foi apresentada. A categoria segue unida na luta por esse desejo e direito dos profissionais", disse. O Sindimed não informou quando voltará a promover novos atos públicos.

Greve legal - Ontem, o desembargador Diógenes Barreto negou pedido da Prefeitura de Aracaju para decretar a ilegalidade da greve dos médicos, que já dura 40 dias. A PMA promete recorrer.