Greve dos médicos

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 11/09/2018 às 07:22:00

 

A Prefeitura Municipal de Aracaju 
vai ter de engolir a greve dos 
médicos. Ao menos, até segunda ordem. Lá se vão 50 dias de braços cruzados. Mas, como os profissionais a serviço do município tomaram todos os cuidados para garantir a assistência devida à população, o ente público não tem outra alternativa, além de renovar o apelo à Justiça ou sentar à mesa de negociação mais uma vez.
Segundo o desembargador Diógenes Barreto, a paralisação promovida pelos profissionais médicos demonstra absoluto respeito à ordem pública. E de acordo com dados fornecidos pela própria Prefeitura, o atendimento nas redes de assistência básica e especializada realmente não foi prejudicado pelo movimento grevista. Sem recursos para atender ao pleito perfeitamente justo dos insurgentes, no entanto, a Secretaria Municipal de Saúde já declarou que vai recorrer da decisão.
Os médicos a serviço do município exigem um reajuste salarial capaz de suprir as perdas acumuladas ao longo dos últimos dois anos. A Prefeitura, por sua vez, apela para as dificuldades orçamentárias conhecidas por todo mundo. Sem saber se falta sensibilidade ou dinheiro no cofre, a população levanta as mãos para o céu, surpresa por ter sido poupada pelo confronto, um feito talvez inédito em briga de cachorro grande.
Melhor assim. As partes envolvidas na peleja podem muito bem chegar a um acordo sem usar a dor dos mais pobres como moeda de troca. Acostumado a pagar todos os patos, primeiro e único a arcar com a austeridade derivada das crises, o povo está farto de ser usado como bucha de canhão.

A Prefeitura Municipal de Aracaju  vai ter de engolir a greve dos  médicos. Ao menos, até segunda ordem. Lá se vão 50 dias de braços cruzados. Mas, como os profissionais a serviço do município tomaram todos os cuidados para garantir a assistência devida à população, o ente público não tem outra alternativa, além de renovar o apelo à Justiça ou sentar à mesa de negociação mais uma vez.
Segundo o desembargador Diógenes Barreto, a paralisação promovida pelos profissionais médicos demonstra absoluto respeito à ordem pública. E de acordo com dados fornecidos pela própria Prefeitura, o atendimento nas redes de assistência básica e especializada realmente não foi prejudicado pelo movimento grevista. Sem recursos para atender ao pleito perfeitamente justo dos insurgentes, no entanto, a Secretaria Municipal de Saúde já declarou que vai recorrer da decisão.
Os médicos a serviço do município exigem um reajuste salarial capaz de suprir as perdas acumuladas ao longo dos últimos dois anos. A Prefeitura, por sua vez, apela para as dificuldades orçamentárias conhecidas por todo mundo. Sem saber se falta sensibilidade ou dinheiro no cofre, a população levanta as mãos para o céu, surpresa por ter sido poupada pelo confronto, um feito talvez inédito em briga de cachorro grande.
Melhor assim. As partes envolvidas na peleja podem muito bem chegar a um acordo sem usar a dor dos mais pobres como moeda de troca. Acostumado a pagar todos os patos, primeiro e único a arcar com a austeridade derivada das crises, o povo está farto de ser usado como bucha de canhão.