Médicos decidem pela manutenção da greve na capital

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Publicada em 12/09/2018 às 06:59:00

 

Em votação unânime, profissionais da medicina que prestam serviços ao Sistema Único de Saúde através da Prefeitura de Aracaju, decidiram na tarde de ontem permanecer com o movimento grevista que se arrasta desde o dia 20 de junho em virtude da falta de diálogo progressista junto ao prefeito Edvaldo Nogueira. De acordo com o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), o chefe do executivo municipal desrespeita orientações judiciais e segue indisponível para receber a classe trabalhadora.
Conforme o Jornal do Dia vem apresentando, o impasse entre classe trabalhadora e gestão municipal se arrasta desde o início deste ano quando os médicos apresentaram reivindicações de reajuste salarial e melhores condições de trabalho. No início do mês de julho a Prefeitura de Aracaju oficializou que, em virtude das dificuldades financeiras, este ano o reajuste será 'zero', e o sistema de Pejotização (PJ) como forma contratual será mantido. Com a continuidade da greve a perspectiva é que hoje o numero de pacientes com assistência prejudicada passe dos 165 mil aracajuanos.
"Se o prefeito não atende a orientação do Tribunal de Justiça, se não nos recepciona para discutir esses assuntos, e se segue se mostrando inflexível ao apelo dos servidores, a resposta não poderia ser outra a não ser aprovação unanime da continuidade da greve por tempo indeterminado", disse Luiz Carlos Spina, diretor sindical. Uma nova assembleia está prevista para ocorrer na próxima terça-feira, 18, novamente na sede do Sindimed, em Aracaju. Ainda de acordo com Spina, todos os serviços de urgência e emergência seguem disponíveis aos aracajuanos sem nenhuma alteração.
"Infelizmente sofrem os trabalhadores e os pacientes em uma das 43 unidades básicas de saúde. Felizmente essa semana o próprio Tribunal de Justiça reconheceu a legalidade da greve e rejeitou o pedido de ilegalidade protocolado pela prefeitura. Infelizmente Edvaldo não atende aos nossos pedidos e segue precarizando o sistema", afirmou.
Nota - Por meio da Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde a administração pública informou que, assim que for notificada oficialmente sobre a decisão do desembargador Diógenes Barreto, tomará as providências legais necessárias. A decisão judicial do desembargador relator, de não decretar a ilegalidade da greve, foi tomada com base na baixa adesão dos profissionais, uma vez que, de acordo com o que foi evidenciado na decisão, somente 28% dos médicos da Rede de Atenção Primária e 39% da Rede de Atenção Especializada aderiram ao movimento. Já na Rede de Urgência e Emergência, 100% dos profissionais estão trabalhando normalmente.
"Porém entendemos que essa é uma atitude dos profissionais que não deveria estar sendo levada tanto tempo à frente, em virtude de que a Prefeitura já demonstrou de todas as formas de que não há condição financeira de dar reajustes à nenhuma categoria. Tudo que é possível está sendo feito, do ponto de vista da prefeitura, para que possamos dar uma condição de saúde melhor para a população. Além disso, se concedêssemos o reajuste apenas aos médicos, iríamos de encontro à isonomia, o que não seria justo com as demais categorias. Não somos irresponsáveis de prometermos um reajuste que não podemos cumprir. Se fizéssemos isso, seríamos cobrados não só pelos médicos, mas pela própria população no futuro", esclareceu a secretária. (Milton Alves Júnior)

Em votação unânime, profissionais da medicina que prestam serviços ao Sistema Único de Saúde através da Prefeitura de Aracaju, decidiram na tarde de ontem permanecer com o movimento grevista que se arrasta desde o dia 20 de junho em virtude da falta de diálogo progressista junto ao prefeito Edvaldo Nogueira. De acordo com o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), o chefe do executivo municipal desrespeita orientações judiciais e segue indisponível para receber a classe trabalhadora.
Conforme o Jornal do Dia vem apresentando, o impasse entre classe trabalhadora e gestão municipal se arrasta desde o início deste ano quando os médicos apresentaram reivindicações de reajuste salarial e melhores condições de trabalho. No início do mês de julho a Prefeitura de Aracaju oficializou que, em virtude das dificuldades financeiras, este ano o reajuste será 'zero', e o sistema de Pejotização (PJ) como forma contratual será mantido. Com a continuidade da greve a perspectiva é que hoje o numero de pacientes com assistência prejudicada passe dos 165 mil aracajuanos.
"Se o prefeito não atende a orientação do Tribunal de Justiça, se não nos recepciona para discutir esses assuntos, e se segue se mostrando inflexível ao apelo dos servidores, a resposta não poderia ser outra a não ser aprovação unanime da continuidade da greve por tempo indeterminado", disse Luiz Carlos Spina, diretor sindical. Uma nova assembleia está prevista para ocorrer na próxima terça-feira, 18, novamente na sede do Sindimed, em Aracaju. Ainda de acordo com Spina, todos os serviços de urgência e emergência seguem disponíveis aos aracajuanos sem nenhuma alteração.
"Infelizmente sofrem os trabalhadores e os pacientes em uma das 43 unidades básicas de saúde. Felizmente essa semana o próprio Tribunal de Justiça reconheceu a legalidade da greve e rejeitou o pedido de ilegalidade protocolado pela prefeitura. Infelizmente Edvaldo não atende aos nossos pedidos e segue precarizando o sistema", afirmou.

Nota - Por meio da Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde a administração pública informou que, assim que for notificada oficialmente sobre a decisão do desembargador Diógenes Barreto, tomará as providências legais necessárias. A decisão judicial do desembargador relator, de não decretar a ilegalidade da greve, foi tomada com base na baixa adesão dos profissionais, uma vez que, de acordo com o que foi evidenciado na decisão, somente 28% dos médicos da Rede de Atenção Primária e 39% da Rede de Atenção Especializada aderiram ao movimento. Já na Rede de Urgência e Emergência, 100% dos profissionais estão trabalhando normalmente.
"Porém entendemos que essa é uma atitude dos profissionais que não deveria estar sendo levada tanto tempo à frente, em virtude de que a Prefeitura já demonstrou de todas as formas de que não há condição financeira de dar reajustes à nenhuma categoria. Tudo que é possível está sendo feito, do ponto de vista da prefeitura, para que possamos dar uma condição de saúde melhor para a população. Além disso, se concedêssemos o reajuste apenas aos médicos, iríamos de encontro à isonomia, o que não seria justo com as demais categorias. Não somos irresponsáveis de prometermos um reajuste que não podemos cumprir. Se fizéssemos isso, seríamos cobrados não só pelos médicos, mas pela própria população no futuro", esclareceu a secretária. (Milton Alves Júnior)