Sem remédio

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Publicada em 12/09/2018 às 07:17:00

 

Os primeiros casos de sarampo 
registrados em Sergipe, após 
um intervalo de 20 anos, deveria ser um episódio capaz de deixar qualquer um de cabelo em pé. E, no entanto, o fato vem sendo tratado com muito razoável tranquilidade. Há pelo menos duas razões concorrendo para a calma aparente dos sergipanos. Em primeiro lugar, o surto enfrentado em outras regiões do País ainda não chegou a mostrar os dentes de verdade por essas bandas. Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde tomou todas as providências para que estes sejam casos isolados.
Embora três casos tenham sido confirmados pela SMS, é preciso reportar com a devida ênfase que se tratam de episódios relacionados, com vínculo epidemológico entre as vítimas. De todo modo, todo cuidado é pouco. É sabido que esta é uma infecção viral extremamente perigosa, pois de fácil propagação. Pega-se sarampo no ar, em ambientes fechados. O único meio de garantir a desejável segurança ante uma eventual exposição ao vírus é mesmo a imunização por meio de vacina. Não tem outro remédio.
Infelizmente, os gestores de saúde pública dormiram no ponto e jogaram o certificado emitido pela Organização Mundial de Saúde, em 2016, na lata do lixo. O Brasil tinha escorraçado o vírus do território nacional, após sucessivas campanhas de vacinação, um esforço continuado, que não poderia ter sofrido solução de continuidade. Agora, é preciso correr atrás do prejuízo, como faz a SMS, não adianta chorar o leite derramado.
O revés é sintomático. A ausência de cobertura vacinal traduz perfeitamente o desemparo das políticas públicas de saúde. Nesse particular, a maior parte do trabalho já tinha sido realizado em governos passados, responsável pela erradicação do vírus do sarampo e da poliomielite, por exemplo. Mas o ministério da saúde dormiu no ponto e, agora, a população quer ver o Zé Gotinha das campanhas bem sucedidas pelas costas. Pior para as vítimas derrubadas pelo sarampo, até agora.

Os primeiros casos de sarampo  registrados em Sergipe, após  um intervalo de 20 anos, deveria ser um episódio capaz de deixar qualquer um de cabelo em pé. E, no entanto, o fato vem sendo tratado com muito razoável tranquilidade. Há pelo menos duas razões concorrendo para a calma aparente dos sergipanos. Em primeiro lugar, o surto enfrentado em outras regiões do País ainda não chegou a mostrar os dentes de verdade por essas bandas. Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde tomou todas as providências para que estes sejam casos isolados.
Embora três casos tenham sido confirmados pela SMS, é preciso reportar com a devida ênfase que se tratam de episódios relacionados, com vínculo epidemológico entre as vítimas. De todo modo, todo cuidado é pouco. É sabido que esta é uma infecção viral extremamente perigosa, pois de fácil propagação. Pega-se sarampo no ar, em ambientes fechados. O único meio de garantir a desejável segurança ante uma eventual exposição ao vírus é mesmo a imunização por meio de vacina. Não tem outro remédio.
Infelizmente, os gestores de saúde pública dormiram no ponto e jogaram o certificado emitido pela Organização Mundial de Saúde, em 2016, na lata do lixo. O Brasil tinha escorraçado o vírus do território nacional, após sucessivas campanhas de vacinação, um esforço continuado, que não poderia ter sofrido solução de continuidade. Agora, é preciso correr atrás do prejuízo, como faz a SMS, não adianta chorar o leite derramado.
O revés é sintomático. A ausência de cobertura vacinal traduz perfeitamente o desemparo das políticas públicas de saúde. Nesse particular, a maior parte do trabalho já tinha sido realizado em governos passados, responsável pela erradicação do vírus do sarampo e da poliomielite, por exemplo. Mas o ministério da saúde dormiu no ponto e, agora, a população quer ver o Zé Gotinha das campanhas bem sucedidas pelas costas. Pior para as vítimas derrubadas pelo sarampo, até agora.