Fundos patrimoniais ampliam perspectivas para museus do País

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Publicada em 13/09/2018 às 06:33:00

 

Um grupo multissetorial composto por mais de 40 membros, entre organizações, empresas e pessoas físicas, manifestou apoio à publicação da Medida Provisória (MP) que regulamenta os fundos patrimoniais, chamados endowments, no Brasil. 
De acordo com a MP publicada última terça-feira pela Presidência da República, os endowments poderão ser usados para sustentar, em longo prazo, as atividades dos museus brasileiros e de outras instituições culturais e das áreas de educação, ciência, tecnologia, pesquisa e inovação, saúde, meio ambiente, assistência social e esportes. 
Muito utilizados por instituições norte-americanas e europeias, os fundos patrimoniais permitem a criação de um patrimônio perpétuo que gera recursos contínuos para a conservação, expansão e promoção de instituições culturais, por meio da utilização dos rendimentos financeiros desse patrimônio (o montante do fundo propriamente dito não pode ser utilizado, apenas os rendimentos). Possibilitam a construção de uma base financeira sólida para as instituições e alinham-se a tendências internacionais de excelência em gestão. Os recursos dos fundos são compostos de doações de pessoas físicas e jurídicas. 
Pesquisa do Idis estima que a regulamentação dos fundos patrimoniais possa gerar cerca de R$ 1 bilhão de reais em doações para estes fundos no primeiro ano. Esses recursos viriam de grandes fortunas e de pessoas com alto poder aquisitivo, a exemplo do que já ocorre em outros países, e seriam destinados a várias áreas, como cultura, educação e saúde.
"Se as 43 maiores fortunas do Brasil doassem 0,5%, já teríamos R$ 850 milhões para os fundos patrimoniais filantrópicos. Considerando os indivíduos que ganham acima de R$ 100 mil por ano destinando 25% do que já costumam doar, chegaríamos a R$ 1 bilhão", estima Paula Fabiani. Esses percentuais vieram a partir de um estudo da Mckinsey e da Pesquisa Doação Brasil realizada pelo Idis.

Um grupo multissetorial composto por mais de 40 membros, entre organizações, empresas e pessoas físicas, manifestou apoio à publicação da Medida Provisória (MP) que regulamenta os fundos patrimoniais, chamados endowments, no Brasil. 
De acordo com a MP publicada última terça-feira pela Presidência da República, os endowments poderão ser usados para sustentar, em longo prazo, as atividades dos museus brasileiros e de outras instituições culturais e das áreas de educação, ciência, tecnologia, pesquisa e inovação, saúde, meio ambiente, assistência social e esportes. 
Muito utilizados por instituições norte-americanas e europeias, os fundos patrimoniais permitem a criação de um patrimônio perpétuo que gera recursos contínuos para a conservação, expansão e promoção de instituições culturais, por meio da utilização dos rendimentos financeiros desse patrimônio (o montante do fundo propriamente dito não pode ser utilizado, apenas os rendimentos). Possibilitam a construção de uma base financeira sólida para as instituições e alinham-se a tendências internacionais de excelência em gestão. Os recursos dos fundos são compostos de doações de pessoas físicas e jurídicas. 
Pesquisa do Idis estima que a regulamentação dos fundos patrimoniais possa gerar cerca de R$ 1 bilhão de reais em doações para estes fundos no primeiro ano. Esses recursos viriam de grandes fortunas e de pessoas com alto poder aquisitivo, a exemplo do que já ocorre em outros países, e seriam destinados a várias áreas, como cultura, educação e saúde.
"Se as 43 maiores fortunas do Brasil doassem 0,5%, já teríamos R$ 850 milhões para os fundos patrimoniais filantrópicos. Considerando os indivíduos que ganham acima de R$ 100 mil por ano destinando 25% do que já costumam doar, chegaríamos a R$ 1 bilhão", estima Paula Fabiani. Esses percentuais vieram a partir de um estudo da Mckinsey e da Pesquisa Doação Brasil realizada pelo Idis.