Empresário preso na 'Operação Placebo' é liberado

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Publicada em 13/09/2018 às 06:46:00

 

O empresário sergipano Antônio Monteiro dos Santos, preso em 17 de julho deste ano durante a 'Operação Placebo', do Ministério Público de Alagoas (MPAL), foi solto ontem e ganhou o direito de responder ao processo criminal em liberdade. Ele estava detido em Maceió desde o dia em que a operação foi deflagrada. Monteiro é o principal investigado da 'Placebo', que apura um esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e criação de empresas de fachada.
Segundo a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), ligado ao MPAL, esse esquema envolvia a venda de medicamentos sem emissão de nota fiscal e sem recolhimento de impostos. A fraude teria rendido um prejuízo de R$ 197 milhões, referentes a impostos sonegados, multas, juros e correção monetária. Segundo informações extra-oficiais, Monteiro foi solto após pagar uma fiança de cerca de R$ 40 milhões, a título de parte de ressarcimento dos danos causados ao Erário. O MPAL não deu mais detalhes acerca da soltura do empresário.
Ao todo, 12 pessoas tiveram as prisões decretadas pela Justiça alagoana por envolvimento com o esquema investigado, incluindo três pessoas ligadas à família do empresário sergipano e um auditor fiscal de Alagoas, que também foi preso. Estas e outras 15 pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, fraudes societárias, falsificação de documentos públicos e privados, lavagem de bens e corrupção de agente público. De acordo com a denúncia, o grupo atuava em Alagoas, Sergipe e Bahia, sendo formada por um auditor-fiscal, empresários, testas-de-ferro, laranjas, um ex-técnico em contabilidade, além de contadores. O esquema foi descoberto após a delação premiada de um ex-contador de duas empresas alagoanas do ramo de distribuição de medicamentos. 
Segundo o MPAL, firmas eram criadas sucessivamente para evitar o recolhimento de impostos e o esquema era facilitado através do pagamento de propinas ao auditor fiscal alagoano Carlos Antônio Nobre e Silva, que também foi preso e denunciado. Antônio Monteiro e Vanessa Veras são citados pelos promotores como dois dos empresários que repassavam o dinheiro ao auditor. Ainda durante a operação, 25 carretas de medicamentos vendidos sem nota também foram apreendidos, sendo parte da mercadoria recolhida em galpões pertencentes às empresas de Monteiro, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). 

O empresário sergipano Antônio Monteiro dos Santos, preso em 17 de julho deste ano durante a 'Operação Placebo', do Ministério Público de Alagoas (MPAL), foi solto ontem e ganhou o direito de responder ao processo criminal em liberdade. Ele estava detido em Maceió desde o dia em que a operação foi deflagrada. Monteiro é o principal investigado da 'Placebo', que apura um esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e criação de empresas de fachada.
Segundo a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), ligado ao MPAL, esse esquema envolvia a venda de medicamentos sem emissão de nota fiscal e sem recolhimento de impostos. A fraude teria rendido um prejuízo de R$ 197 milhões, referentes a impostos sonegados, multas, juros e correção monetária. Segundo informações extra-oficiais, Monteiro foi solto após pagar uma fiança de cerca de R$ 40 milhões, a título de parte de ressarcimento dos danos causados ao Erário. O MPAL não deu mais detalhes acerca da soltura do empresário.
Ao todo, 12 pessoas tiveram as prisões decretadas pela Justiça alagoana por envolvimento com o esquema investigado, incluindo três pessoas ligadas à família do empresário sergipano e um auditor fiscal de Alagoas, que também foi preso. Estas e outras 15 pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, fraudes societárias, falsificação de documentos públicos e privados, lavagem de bens e corrupção de agente público. De acordo com a denúncia, o grupo atuava em Alagoas, Sergipe e Bahia, sendo formada por um auditor-fiscal, empresários, testas-de-ferro, laranjas, um ex-técnico em contabilidade, além de contadores. O esquema foi descoberto após a delação premiada de um ex-contador de duas empresas alagoanas do ramo de distribuição de medicamentos. 
Segundo o MPAL, firmas eram criadas sucessivamente para evitar o recolhimento de impostos e o esquema era facilitado através do pagamento de propinas ao auditor fiscal alagoano Carlos Antônio Nobre e Silva, que também foi preso e denunciado. Antônio Monteiro e Vanessa Veras são citados pelos promotores como dois dos empresários que repassavam o dinheiro ao auditor. Ainda durante a operação, 25 carretas de medicamentos vendidos sem nota também foram apreendidos, sendo parte da mercadoria recolhida em galpões pertencentes às empresas de Monteiro, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju).