Acusado por estupro e corrupção, George Magalhães é preso

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Publicada em 14/09/2018 às 06:52:00

 

Gabriel Damásio
O radialista George 
Magalhães, apre-
sentador da rádio Fan FM, foi preso ao final da madrugada de ontem em seu apartamento no Condomínio Infinity, na Atalaia (zona sul de Aracaju). Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, a pedido do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) da Polícia Civil. A prisão foi desdobramento do inquérito policial sobre a denúncia de que o radialista teria estuprado uma servente de 42 anos que é funcionária do condomínio. Além de ser indiciado pelo estupro, George é acusado ainda de ter oferecido dinheiro para que um funcionário do prédio, apontado como principal testemunha do crime, mudasse a versão do primeiro depoimento que deu à polícia. 
As informações foram confirmadas na manhã de ontem pela delegada Renata de Abreu Aboim, titular da Delegacia da Mulher e responsável pelo inquérito. Em entrevista coletiva, ela disse que a tentativa de mudança de depoimento foi decisiva para que a prisão do acusado fosse decretada. "Essa testemunha foi quem deu força à vítima para que ela tomasse as providências cabíveis. A primeira declaração da testemunha foi nesse sentido. Depois, a pedido da defesa, ela foi reinquirida e informou que a vítima tinha oferecido o dinheiro para caso ela ganhasse a causa. Então, decidi fazer uma acareação entre essa testemunha e a vítima. A mulher manteve sua versão e a testemunha recuou, dizendo que em nenhum momento ela fez isso. Ficou claro que o acusado trabalhou no sentido de mudar a versão da testemunha", explicou Renata. 
O estupro da servente teria acontecido em 21 de agosto, no momento em que ela recolhia o lixo dos apartamentos do condomínio. Em seu relato, ela afirmou que foi atacada pelo radialista na área de serviço do apartamento e agredida fisicamente enquanto era abusada. Em depoimento, o radialista negou ter cometido o estupro, mas alegou que a relação sexual com a servente foi mantida de forma "consensual", ou seja, sem nenhum tipo de abuso. No entanto, a delegada, há fortes indícios da prática do crime. "Não é uma convicção pessoal. A gente trabalha com provas técnicas e, fazendo uma análise destas provas, existem fortes indícios de que a vítima está falando a verdade", frisou.
A vítima prestou um boletim de ocorrência e passou pelos exames e tratamentos protocolares na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) e no Instituto Médico-Legal (IML). Um destes exames, de acordo com Renata, constatou vestígios de espermatozoides e de PSA, uma substância produzida pela próstata, presentes nas roupas da vítima. "A gente tem imagens do circuito interno de câmeras, tem o laudo pericial, o laudo psicológico [da vítima] e as provas testemunhais", disse Aboim, referindo-se às provas levantadas na investigação. O inquérito está prestes a ser concluído, restando apenas a conclusão do laudo pericial de um telefone celular que foi apreendido durante as investigações.
George Magalhães será indiciado pelos crimes de estupro e corrupção de testemunhas, podendo ser condenado a até 16 anos de prisão. Ele está detido em uma delegacia que não foi revelada pela polícia, por questões de segurança. O radialista foi detido pelos agentes do DAGV na garagem do condomínio, no momento em que saía para trabalhar na rádio Fan FM. O programa jornalístico que ele apresenta na emissora não foi ao ar ontem. Em nota, a emissora afirmou que "confia na Justiça sergipana e que aguarda a apreciação do mérito da demanda para julgar o caso conforme o ordenamento jurídico". Até uma decisão definitiva, Magalhães será substituído pelo repórter Jota Pereira. A defesa do acusado não se manifestou sobre o caso até o fechamento desta edição. 

O radialista George  Magalhães, apre- sentador da rádio Fan FM, foi preso ao final da madrugada de ontem em seu apartamento no Condomínio Infinity, na Atalaia (zona sul de Aracaju). Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, a pedido do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) da Polícia Civil. A prisão foi desdobramento do inquérito policial sobre a denúncia de que o radialista teria estuprado uma servente de 42 anos que é funcionária do condomínio. Além de ser indiciado pelo estupro, George é acusado ainda de ter oferecido dinheiro para que um funcionário do prédio, apontado como principal testemunha do crime, mudasse a versão do primeiro depoimento que deu à polícia. 
As informações foram confirmadas na manhã de ontem pela delegada Renata de Abreu Aboim, titular da Delegacia da Mulher e responsável pelo inquérito. Em entrevista coletiva, ela disse que a tentativa de mudança de depoimento foi decisiva para que a prisão do acusado fosse decretada. "Essa testemunha foi quem deu força à vítima para que ela tomasse as providências cabíveis. A primeira declaração da testemunha foi nesse sentido. Depois, a pedido da defesa, ela foi reinquirida e informou que a vítima tinha oferecido o dinheiro para caso ela ganhasse a causa. Então, decidi fazer uma acareação entre essa testemunha e a vítima. A mulher manteve sua versão e a testemunha recuou, dizendo que em nenhum momento ela fez isso. Ficou claro que o acusado trabalhou no sentido de mudar a versão da testemunha", explicou Renata. 
O estupro da servente teria acontecido em 21 de agosto, no momento em que ela recolhia o lixo dos apartamentos do condomínio. Em seu relato, ela afirmou que foi atacada pelo radialista na área de serviço do apartamento e agredida fisicamente enquanto era abusada. Em depoimento, o radialista negou ter cometido o estupro, mas alegou que a relação sexual com a servente foi mantida de forma "consensual", ou seja, sem nenhum tipo de abuso. No entanto, a delegada, há fortes indícios da prática do crime. "Não é uma convicção pessoal. A gente trabalha com provas técnicas e, fazendo uma análise destas provas, existem fortes indícios de que a vítima está falando a verdade", frisou.
A vítima prestou um boletim de ocorrência e passou pelos exames e tratamentos protocolares na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) e no Instituto Médico-Legal (IML). Um destes exames, de acordo com Renata, constatou vestígios de espermatozoides e de PSA, uma substância produzida pela próstata, presentes nas roupas da vítima. "A gente tem imagens do circuito interno de câmeras, tem o laudo pericial, o laudo psicológico [da vítima] e as provas testemunhais", disse Aboim, referindo-se às provas levantadas na investigação. O inquérito está prestes a ser concluído, restando apenas a conclusão do laudo pericial de um telefone celular que foi apreendido durante as investigações.
George Magalhães será indiciado pelos crimes de estupro e corrupção de testemunhas, podendo ser condenado a até 16 anos de prisão. Ele está detido em uma delegacia que não foi revelada pela polícia, por questões de segurança. O radialista foi detido pelos agentes do DAGV na garagem do condomínio, no momento em que saía para trabalhar na rádio Fan FM. O programa jornalístico que ele apresenta na emissora não foi ao ar ontem. Em nota, a emissora afirmou que "confia na Justiça sergipana e que aguarda a apreciação do mérito da demanda para julgar o caso conforme o ordenamento jurídico". Até uma decisão definitiva, Magalhães será substituído pelo repórter Jota Pereira. A defesa do acusado não se manifestou sobre o caso até o fechamento desta edição.