Morre Tia Ruth, fundadora da Avosos

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ELA É FUNDADORA DA ENTIDADE QUE PRESTA ASSISTÊNCIA A CRIANÇAS COM CÂNCER
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O corpo de Tia Ruth foi velado na sede da Avosos
O corpo de Tia Ruth foi velado na sede da Avosos

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Publicada em 14/09/2018 às 06:59:00

 

O dia de ontem foi marcado por despedidas e homenagens. Aos 89 anos de idade, morreu Maria Ruth Wynne Cardoso, carinhosamente conhecida como Tia Ruth, fundadora da Associação dos Voluntários a Serviço da Oncologia em Sergipe (Avosos). Diagnosticada com câncer no estômago desde o início do ano, o corpo foi velado na sede da associação, em Aracaju, e no início da noite encaminhado para a cidade de Salvador (BA), onde foi cremado. Maria Ruth Wynne Cardoso começou a se dedicar à crianças e adolescentes com câncer em 1982, quando visitava pessoas internadas no Hospital de Cirurgia. Logo após, abriu as portas de sua casa para acolher pacientes oncológicos e seus familiares.
Com o crescimento da necessidade de acolhimento, fundou-se, em 4 de julho de 1987 a Avosos, ainda na casa de Tia Ruth. Em 1988, a instituição conquistou a primeira sede oficial. Mas foi em 2004 que fundadores, voluntários e assistidos puderam presenciar a inauguração da sede própria. Sob o slogan "O Amor Cura", a Avosos reúne, atualmente, 140 colaboradores, inspirados pelas orientações de Maria Ruth Wynne Cardoso. De acordo com a Assessoria de Comunicação da associação, Ruth morreu em casa, onde estava instalada uma estrutura hospitalar. Maria Ruth era natural de Aracaju, tinha três filhos, sete netos, uma bisneta.
Por meio de nota oficial o Governador do Estado de Sergipe, Belivaldo Chagas emitiu condolências aos familiares, amigos, funcionários e admiradores do trabalho social desenvolvido por Ruth. "O olhar caridoso de Tia Ruth é um exemplo para todos. Um trabalho lindo de solidariedade e voluntariado que impactou diretamente a vida de inúmeras pessoas. Ao longo de sua jornada, Tia Ruth descobriu um remédio infalível para atenuar as dores e estancar as cicatrizes que o câncer deixa: o amor", disse. Também por meio de nota a Prefeitura de Aracaju disse: "reconhece a sua importância para a sociedade aracajuana e se solidariza à perda dos familiares, assistidos, voluntários e parceiros da instituição".
De acordo com a Assessoria de Comunicação da Avosos, na época em que a associação foi fundada muitas crianças e adolescentes abandonavam o tratamento devido às dificuldades financeiras e sociais para locomoção, alimentação, hospedagem e até mesmo pela falta de estrutura do hospital. Hoje, com o auxílio da Avosos, a taxa de abandono foi reduzida a zero. Em 1988, a Avosos conquistou sua primeira sede oficial em virtude da generosidade de uma voluntária. Em 1992 a instituição recebeu a generosa doação de uma casa, feita por um casal amigo por intermédio da voluntária Telma Andrade. Mais amplo e confortável, o local proporcionava mais comodidade aos pacientes e seus acompanhantes.
A entidade começava a se desenvolver e oferecer melhores condições aos seus assistidos. A partir daí a Avosos passou a atender apenas crianças e adolescentes com câncer, dando origem à Casa de Apoio à Criança com Câncer Tia Ruth/Avosos. Uma prova do reconhecimento do trabalho da instituição veio no ano de 1996 com o convite da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e da direção do Hospital Governador João Alves Filho (HGJAF), atual Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), para implantar e administrar um serviço médico ambulatorial na área de oncologia do hospital. Além disso, a entidade assumiu o internamento sem receber nada da SES pelo atendimento hospitalar.
No ano seguinte a Avosos inaugurou a Unidade Dr. Jorge Marsillac, hoje Centro de Oncologia Dr. José Geraldo Dantas Bezerra, que realizava tratamento do câncer em nível ambulatorial por meio de convênios. A renda ajudava a suprir as necessidades do setor oncológico do HGJAF e os trabalhos assistenciais da Casa de Apoio. A Avosos administrou o setor de oncologia do HGJAF por quatro anos. Durante esse período o Centro de Oncologia da Unidade de Saúde consolidou-se como referência regional no tratamento oncológico. No ano de 2000 a coordenação do HGJAF foi passada para Secretaria Estadual de Saúde.
Mesmo não estando mais à frente da administração do hospital, a Avosos continuou presente, levando lanches, palavras amigas aos pacientes oncológicos e dando o suporte necessário na falta de medicamentos e de exames para as crianças e adolescentes tratados no setor. Para a funcionária pública Elisângela Costa, é preciso que os órgãos públicos busquem ações que imortalizem o legado de Tia Ruth. "Estamos falando verdadeiramente de uma pessoa que viveu por quase nove décadas pensando em servir ao próximo. Espero que o Estado, principalmente, encontre uma maneira de imortalizar a importância dessa nobre cidadã para milhares de famílias sergipanas", disse. (Milton Alves Júnior)

O dia de ontem foi marcado por despedidas e homenagens. Aos 89 anos de idade, morreu Maria Ruth Wynne Cardoso, carinhosamente conhecida como Tia Ruth, fundadora da Associação dos Voluntários a Serviço da Oncologia em Sergipe (Avosos). Diagnosticada com câncer no estômago desde o início do ano, o corpo foi velado na sede da associação, em Aracaju, e no início da noite encaminhado para a cidade de Salvador (BA), onde foi cremado. Maria Ruth Wynne Cardoso começou a se dedicar à crianças e adolescentes com câncer em 1982, quando visitava pessoas internadas no Hospital de Cirurgia. Logo após, abriu as portas de sua casa para acolher pacientes oncológicos e seus familiares.
Com o crescimento da necessidade de acolhimento, fundou-se, em 4 de julho de 1987 a Avosos, ainda na casa de Tia Ruth. Em 1988, a instituição conquistou a primeira sede oficial. Mas foi em 2004 que fundadores, voluntários e assistidos puderam presenciar a inauguração da sede própria. Sob o slogan "O Amor Cura", a Avosos reúne, atualmente, 140 colaboradores, inspirados pelas orientações de Maria Ruth Wynne Cardoso. De acordo com a Assessoria de Comunicação da associação, Ruth morreu em casa, onde estava instalada uma estrutura hospitalar. Maria Ruth era natural de Aracaju, tinha três filhos, sete netos, uma bisneta.
Por meio de nota oficial o Governador do Estado de Sergipe, Belivaldo Chagas emitiu condolências aos familiares, amigos, funcionários e admiradores do trabalho social desenvolvido por Ruth. "O olhar caridoso de Tia Ruth é um exemplo para todos. Um trabalho lindo de solidariedade e voluntariado que impactou diretamente a vida de inúmeras pessoas. Ao longo de sua jornada, Tia Ruth descobriu um remédio infalível para atenuar as dores e estancar as cicatrizes que o câncer deixa: o amor", disse. Também por meio de nota a Prefeitura de Aracaju disse: "reconhece a sua importância para a sociedade aracajuana e se solidariza à perda dos familiares, assistidos, voluntários e parceiros da instituição".
De acordo com a Assessoria de Comunicação da Avosos, na época em que a associação foi fundada muitas crianças e adolescentes abandonavam o tratamento devido às dificuldades financeiras e sociais para locomoção, alimentação, hospedagem e até mesmo pela falta de estrutura do hospital. Hoje, com o auxílio da Avosos, a taxa de abandono foi reduzida a zero. Em 1988, a Avosos conquistou sua primeira sede oficial em virtude da generosidade de uma voluntária. Em 1992 a instituição recebeu a generosa doação de uma casa, feita por um casal amigo por intermédio da voluntária Telma Andrade. Mais amplo e confortável, o local proporcionava mais comodidade aos pacientes e seus acompanhantes.
A entidade começava a se desenvolver e oferecer melhores condições aos seus assistidos. A partir daí a Avosos passou a atender apenas crianças e adolescentes com câncer, dando origem à Casa de Apoio à Criança com Câncer Tia Ruth/Avosos. Uma prova do reconhecimento do trabalho da instituição veio no ano de 1996 com o convite da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e da direção do Hospital Governador João Alves Filho (HGJAF), atual Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), para implantar e administrar um serviço médico ambulatorial na área de oncologia do hospital. Além disso, a entidade assumiu o internamento sem receber nada da SES pelo atendimento hospitalar.
No ano seguinte a Avosos inaugurou a Unidade Dr. Jorge Marsillac, hoje Centro de Oncologia Dr. José Geraldo Dantas Bezerra, que realizava tratamento do câncer em nível ambulatorial por meio de convênios. A renda ajudava a suprir as necessidades do setor oncológico do HGJAF e os trabalhos assistenciais da Casa de Apoio. A Avosos administrou o setor de oncologia do HGJAF por quatro anos. Durante esse período o Centro de Oncologia da Unidade de Saúde consolidou-se como referência regional no tratamento oncológico. No ano de 2000 a coordenação do HGJAF foi passada para Secretaria Estadual de Saúde.
Mesmo não estando mais à frente da administração do hospital, a Avosos continuou presente, levando lanches, palavras amigas aos pacientes oncológicos e dando o suporte necessário na falta de medicamentos e de exames para as crianças e adolescentes tratados no setor. Para a funcionária pública Elisângela Costa, é preciso que os órgãos públicos busquem ações que imortalizem o legado de Tia Ruth. "Estamos falando verdadeiramente de uma pessoa que viveu por quase nove décadas pensando em servir ao próximo. Espero que o Estado, principalmente, encontre uma maneira de imortalizar a importância dessa nobre cidadã para milhares de famílias sergipanas", disse. (Milton Alves Júnior)