Com discurso e drama, Sukita se entrega para cumprir pena

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
SUKITA É AMPARADO POR AMIGOS E CORRELIGIONÁRIOS EM CAPELA, APÓS SER INFORMADO DA EXPEDIÇÃO DA ORDEM DE PRISÃO. SUKITA PASSA O FINAL DE SEMANA NA CARCERAGEM DA 8ª DELEGACIA, NO BAIRRO CAPUCHO
SUKITA É AMPARADO POR AMIGOS E CORRELIGIONÁRIOS EM CAPELA, APÓS SER INFORMADO DA EXPEDIÇÃO DA ORDEM DE PRISÃO. SUKITA PASSA O FINAL DE SEMANA NA CARCERAGEM DA 8ª DELEGACIA, NO BAIRRO CAPUCHO

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 15/09/2018 às 06:45:00

 

Gabriel Damásio
O ex-prefeito de Cape
la (Vale do Cotingui
ba), Manuel Messias Sukita dos Santos, se entregou ao início da noite de ontem na sede da Superintendência da Polícia Federal em Sergipe, no bairro Siqueira Campos (zona oeste de Aracaju). Ele teve a prisão decretada pela juíza Andrea Caldas de Souza Lisa, da 5ª Zona Eleitoral, em cumprimento à sentença que condenou o ex-gestor à pena de 13 anos e nove meses de prisão, pelos crimes de corrupção eleitoral, desvio de verbas públicas e autorização de despesas não previstas em lei. 
A decisão que puniu Sukita foi confirmada em definitivo nesta quinta-feira pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ao negar o pedido de acolhimento dos embargos declaratórios à decisão do mérito em segunda instância, último recurso apresentado pelos advogados de defesa. Os magistrados decidiram ainda autorizar a execução imediata da pena, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que determina a prisão de condenados em segunda instância. 
Ainda na noite de quinta, Sukita anunciou em redes sociais e entrevistas a emissoras de rádio que estava em viagem quando soube da decisão e foi para sua casa, em Capela, para aguardar a chegada do mandado de prisão. Na manhã de ontem, o ex-prefeito, que tinha se lançado como candidato a deputado federal pelo PTC e teve o registro impugnado, começou a fazer uma série de discursos em carros de som e anunciou que estava indo a pé para a sede da PF, na capital, a fim de se entregar para cumprir a sentença. No entanto, ele acabou seguindo em carreata, acompanhado de familiares e advogados. 
Ele também postou fotos nas redes sociais, ajoelhado em frente a uma imagem de Nossa Senhora da Purificação, padroeira da cidade. Em suas falas, o ex-candidato alegava ser "vítima" de um plano dos adversários para retirá-lo do processo eleitoral. "Meus irmãos, neste momento estou indo para a prisão, mas eu volto, até breve. Mais uma vez, no período eleitoral, me colocam na prisão. Essa é a prova de que nossos adversários não aceitam disputar no voto e usam da judicialização para tentar nos destruir. Mas Deus é pai e protege os inocentes. Viva a democracia. Viva a Sergipe. Viva a liberdade!", escreveu.
A chegada à PF aconteceu por volta das 18h, quando Sukita fez um discurso rápido e afirmou que vai continuar com sua campanha eleitoral para deputado. Em seguida, entrou para assinar o mandado de prisão e foi enviado para a carceragem da 8ª Delegacia Metropolitana (8ª DM). O JORNAL DO DIA pautou que ele ficará detido na unidade durante todo o final de semana e, na segunda-feira, após passar por exame de corpo delito, será recambiado ao Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria (zona sul), onde deverá cumprir parte da pena. O advogado de defesa de Sukita, Emanoel Cacho, deve ingressar nesta semana com um pedido de habeas-corpus acompanhado de um efeito suspensivo, a fim de seu cliente aguarde em liberdade o andamento do processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília (DF). 
Outros três integrantes da então equipe de Sukita foram igualmente condenados. A ex-secretária municipal de Assistência Social, Ana Carla Santana Santos, foi condenada a seis anos, três meses e 15 dias de reclusão em regime inicial semi-aberto. A ex-secretária substituta Maria Aparecida Nunes e o ex-diretor financeiro do Fundo de Assistência Social do município, Arnaldo Santos Neto foram condenados a três anos, nove meses e 15 dias de reclusão em regime inicial aberto. Todos também terão que cumprir imediatamente suas sentenças, mas ainda podem recorrer da decisão.

O ex-prefeito de Cape la (Vale do Cotingui ba), Manuel Messias Sukita dos Santos, se entregou ao início da noite de ontem na sede da Superintendência da Polícia Federal em Sergipe, no bairro Siqueira Campos (zona oeste de Aracaju). Ele teve a prisão decretada pela juíza Andrea Caldas de Souza Lisa, da 5ª Zona Eleitoral, em cumprimento à sentença que condenou o ex-gestor à pena de 13 anos e nove meses de prisão, pelos crimes de corrupção eleitoral, desvio de verbas públicas e autorização de despesas não previstas em lei. 
A decisão que puniu Sukita foi confirmada em definitivo nesta quinta-feira pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ao negar o pedido de acolhimento dos embargos declaratórios à decisão do mérito em segunda instância, último recurso apresentado pelos advogados de defesa. Os magistrados decidiram ainda autorizar a execução imediata da pena, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que determina a prisão de condenados em segunda instância. 
Ainda na noite de quinta, Sukita anunciou em redes sociais e entrevistas a emissoras de rádio que estava em viagem quando soube da decisão e foi para sua casa, em Capela, para aguardar a chegada do mandado de prisão. Na manhã de ontem, o ex-prefeito, que tinha se lançado como candidato a deputado federal pelo PTC e teve o registro impugnado, começou a fazer uma série de discursos em carros de som e anunciou que estava indo a pé para a sede da PF, na capital, a fim de se entregar para cumprir a sentença. No entanto, ele acabou seguindo em carreata, acompanhado de familiares e advogados. 
Ele também postou fotos nas redes sociais, ajoelhado em frente a uma imagem de Nossa Senhora da Purificação, padroeira da cidade. Em suas falas, o ex-candidato alegava ser "vítima" de um plano dos adversários para retirá-lo do processo eleitoral. "Meus irmãos, neste momento estou indo para a prisão, mas eu volto, até breve. Mais uma vez, no período eleitoral, me colocam na prisão. Essa é a prova de que nossos adversários não aceitam disputar no voto e usam da judicialização para tentar nos destruir. Mas Deus é pai e protege os inocentes. Viva a democracia. Viva a Sergipe. Viva a liberdade!", escreveu.
A chegada à PF aconteceu por volta das 18h, quando Sukita fez um discurso rápido e afirmou que vai continuar com sua campanha eleitoral para deputado. Em seguida, entrou para assinar o mandado de prisão e foi enviado para a carceragem da 8ª Delegacia Metropolitana (8ª DM). O JORNAL DO DIA pautou que ele ficará detido na unidade durante todo o final de semana e, na segunda-feira, após passar por exame de corpo delito, será recambiado ao Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria (zona sul), onde deverá cumprir parte da pena. O advogado de defesa de Sukita, Emanoel Cacho, deve ingressar nesta semana com um pedido de habeas-corpus acompanhado de um efeito suspensivo, a fim de seu cliente aguarde em liberdade o andamento do processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília (DF). 
Outros três integrantes da então equipe de Sukita foram igualmente condenados. A ex-secretária municipal de Assistência Social, Ana Carla Santana Santos, foi condenada a seis anos, três meses e 15 dias de reclusão em regime inicial semi-aberto. A ex-secretária substituta Maria Aparecida Nunes e o ex-diretor financeiro do Fundo de Assistência Social do município, Arnaldo Santos Neto foram condenados a três anos, nove meses e 15 dias de reclusão em regime inicial aberto. Todos também terão que cumprir imediatamente suas sentenças, mas ainda podem recorrer da decisão.