Hospital e SSP não esclarecem erro médico

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Publicada em 17/09/2018 às 06:56:00

 

Milton Alves Júnior
Nesta segunda-feira completam 15 dias do início do sofrimento enfrentado pela cozinheira Marilene Rodrigues, de 62 anos. No dia 04 deste mês a usuária do Sistema Único de Saúde SUS deu entrada no Hospital São José, em Aracaju, para realizar a retirada de hérnia e do útero, mas teve a tireoide foi removida. Constatado o problema, os familiares acionaram a direção da unidade hospitalar e protocolaram denúncia junto à Secretaria de Estado da Segurança Pública, através da Polícia Civil. Desde a confirmação da suspeita envolvendo negligência profissional por parte de todos os componentes da equipe, o setor de inteligência da SSP segue intensificando os estudos.
Revoltado com a situação, Luiz Carlos dos Santos, esposo da paciente, conta que a médica responsável pela cirurgia chegou a afirmar que houve uma confusão quanto aos nomes, e, por este motivo, o procedimento teria ocorrido de forma irregular. Ainda de acordo com o denunciante horas após ter entrado na sala de cirurgia se deparou com a esposa novamente pronta para passar por outro procedimento. Devido a vulnerabilidade, ele optou por não permitir. Diante da representatividade do caso, já no dia seguinte a direção do hospital abriu processo de sindicância interna para apurar as circunstâncias e afastou a equipe. O HSJ informou que segue colaborando com os peritos civis.
"Estamos acompanhando as investigações e esperamos que a justiça seja feita. É inadmissível uma equipe que se diz profissional simplesmente dizer que houve uma 'confusão' entre os pacientes. Pedimos que, no mínimo, os irresponsáveis sejam punidos com a mais rigorosidade possível. Acreditamos que somente assim será possível fazer com que essa irresponsabilidade sirva de exemplo é tantas outras pessoas não sejam prejudicadas", disse. Enquanto essas análises internas se desenrolam, todos os procedimentos programados para os profissionais presentes no caso envolvendo Marilene Rodrigues continuam suspensos.
Por meio de nota oficial, a SSP informou que: "o fato está sendo apurado pela 3ª Delegacia Metropolitana, tendo à frente das investigações o delegado Carlos Frederico Muricy. Segundo boletim de ocorrência registrado na 3ª DM, a vítima deveria passar por dois procedimentos cirúrgicos, um para hérnia e outro para retirada de pólipos no útero, mas acabou passando por uma cirurgia equivocada de retirada de tireoide". Ainda de acordo com a pasta: "estão sendo realizadas as oitivas dos envolvidos e estão sendo realizados os levantamentos necessários por parte do Inquérito Policial que foi instaurado para apurar as responsabilizações que o caso requer".
A perspectiva por parte da administração estadual é que um relatório detalhando a operação seja apresentado logo após a conclusão dos estudos. "Acreditamos na qualidade funcional e profissional da Polícia Civil, e, também, no poder judiciário do nosso Estado. Não podemos permitir que essa ação seja esquecida, tampouco sem a devida punição. Temos absoluta certeza que, se qualquer pessoa estivesse enfrentando os problemas enfrentados por nós, certamente também estariam lutando por justiça contra todos os envolvidos diretamente nesse crime", afirmou Luiz Carlos.

Nesta segunda-feira completam 15 dias do início do sofrimento enfrentado pela cozinheira Marilene Rodrigues, de 62 anos. No dia 04 deste mês a usuária do Sistema Único de Saúde SUS deu entrada no Hospital São José, em Aracaju, para realizar a retirada de hérnia e do útero, mas teve a tireoide foi removida. Constatado o problema, os familiares acionaram a direção da unidade hospitalar e protocolaram denúncia junto à Secretaria de Estado da Segurança Pública, através da Polícia Civil. Desde a confirmação da suspeita envolvendo negligência profissional por parte de todos os componentes da equipe, o setor de inteligência da SSP segue intensificando os estudos.
Revoltado com a situação, Luiz Carlos dos Santos, esposo da paciente, conta que a médica responsável pela cirurgia chegou a afirmar que houve uma confusão quanto aos nomes, e, por este motivo, o procedimento teria ocorrido de forma irregular. Ainda de acordo com o denunciante horas após ter entrado na sala de cirurgia se deparou com a esposa novamente pronta para passar por outro procedimento. Devido a vulnerabilidade, ele optou por não permitir. Diante da representatividade do caso, já no dia seguinte a direção do hospital abriu processo de sindicância interna para apurar as circunstâncias e afastou a equipe. O HSJ informou que segue colaborando com os peritos civis.
"Estamos acompanhando as investigações e esperamos que a justiça seja feita. É inadmissível uma equipe que se diz profissional simplesmente dizer que houve uma 'confusão' entre os pacientes. Pedimos que, no mínimo, os irresponsáveis sejam punidos com a mais rigorosidade possível. Acreditamos que somente assim será possível fazer com que essa irresponsabilidade sirva de exemplo é tantas outras pessoas não sejam prejudicadas", disse. Enquanto essas análises internas se desenrolam, todos os procedimentos programados para os profissionais presentes no caso envolvendo Marilene Rodrigues continuam suspensos.
Por meio de nota oficial, a SSP informou que: "o fato está sendo apurado pela 3ª Delegacia Metropolitana, tendo à frente das investigações o delegado Carlos Frederico Muricy. Segundo boletim de ocorrência registrado na 3ª DM, a vítima deveria passar por dois procedimentos cirúrgicos, um para hérnia e outro para retirada de pólipos no útero, mas acabou passando por uma cirurgia equivocada de retirada de tireoide". Ainda de acordo com a pasta: "estão sendo realizadas as oitivas dos envolvidos e estão sendo realizados os levantamentos necessários por parte do Inquérito Policial que foi instaurado para apurar as responsabilizações que o caso requer".
A perspectiva por parte da administração estadual é que um relatório detalhando a operação seja apresentado logo após a conclusão dos estudos. "Acreditamos na qualidade funcional e profissional da Polícia Civil, e, também, no poder judiciário do nosso Estado. Não podemos permitir que essa ação seja esquecida, tampouco sem a devida punição. Temos absoluta certeza que, se qualquer pessoa estivesse enfrentando os problemas enfrentados por nós, certamente também estariam lutando por justiça contra todos os envolvidos diretamente nesse crime", afirmou Luiz Carlos.