Sukita é mandado ao Compajaf e protesta alegando "tortura"

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Publicada em 18/09/2018 às 06:52:00

 

Gabriel Damásio
O ex-prefeito de Ca
pela, Manoel Messi
as Sukita dos Santos, foi transferido ontem de manhã para o Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no bairro Santa Maria (zona sul de Aracaju). Ele deve ficar na unidade para cumprir a pena de 13 anos e nove meses de prisão, imposta pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), dentro do processo que o condenou pelos crimes de corrupção eleitoral (compra de votos), desvio de verbas públicas e autorização de despesas não previstas em lei. Sukita se entregou na noite de sexta-feira à Polícia Federal e tinha passado o final de semana na carceragem da 8ª Delegacia Metropolitana (8ª DM), no Capucho (zona oeste).
O ex-gestor, que também se lançou candidato a deputado federal, chegou ao Instituto Médico Legal (IML) por volta das 10h, onde fez um exame de corpo delito. Ele permaneceu no local por cerca de dez minutos e na saída, protestou contra a sua transferência para o Compajaf. Ele alegou que teria sofrido torturas nos dias que ficou na mesma unidade em 2014, quando foi preso pela 'Operação Pop', das policias Civil e Federal. "Da outra vez, eu quase me mato dentro duma caixa de concreto lá. Eu não fiz nada pra merecer isso. O juiz mandou me prender, não me torturar. Eu passei fome, sede, todo tipo de privação lá dentro. Eu denunciei isso na época. E aí querem me botar lá de novo? Parece brincadeira. Não posso ser mandado de volta, peço que tomem uma providência. Que me ponham em outro presídio!", reclamou.
Na primeira vez em que esteve no Compajaf, Sukita foi preso por investigações relacionadas a desvios de recursos públicos e saques irregulares ocorridos durante a gestão dele como prefeito, entre 2005 e 2013. Na ocasião, ele teve a cabeça raspada e chegou a usar o uniforme reservado aos detentos. Os advogados de defesa conseguiram um habeas-corpus depois de uma semana e alegaram ter havido tortura no presídio, mas nada foi comprovado oficialmente. 
A condenação de Sukita foi pedida pelo Ministério Público Eleitoral, com base em provas de que o então prefeito teria distribuído dinheiro a beneficiários de programas sociais do município, na tentativa de beneficiar a candidata apoiada por ele nas eleições municipais de 2012. Agora, a defesa do ex-gestor tenta um novo recurso com efeito suspensivo para tentar evitar o cumprimento da pena e manter a candidatura dele a deputado federal, cujo registro foi indeferido pelo TRE, com base na Lei da Ficha Limpa. "Estamos tentando de tudo, para que o TSE corrija essa injustiça, porque acredito na minha inocência", afirmou. Um recurso para derrubar a sentença já foi impetrado no TSE, em Brasília. 

O ex-prefeito de Ca pela, Manoel Messi as Sukita dos Santos, foi transferido ontem de manhã para o Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no bairro Santa Maria (zona sul de Aracaju). Ele deve ficar na unidade para cumprir a pena de 13 anos e nove meses de prisão, imposta pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), dentro do processo que o condenou pelos crimes de corrupção eleitoral (compra de votos), desvio de verbas públicas e autorização de despesas não previstas em lei. Sukita se entregou na noite de sexta-feira à Polícia Federal e tinha passado o final de semana na carceragem da 8ª Delegacia Metropolitana (8ª DM), no Capucho (zona oeste).
O ex-gestor, que também se lançou candidato a deputado federal, chegou ao Instituto Médico Legal (IML) por volta das 10h, onde fez um exame de corpo delito. Ele permaneceu no local por cerca de dez minutos e na saída, protestou contra a sua transferência para o Compajaf. Ele alegou que teria sofrido torturas nos dias que ficou na mesma unidade em 2014, quando foi preso pela 'Operação Pop', das policias Civil e Federal. "Da outra vez, eu quase me mato dentro duma caixa de concreto lá. Eu não fiz nada pra merecer isso. O juiz mandou me prender, não me torturar. Eu passei fome, sede, todo tipo de privação lá dentro. Eu denunciei isso na época. E aí querem me botar lá de novo? Parece brincadeira. Não posso ser mandado de volta, peço que tomem uma providência. Que me ponham em outro presídio!", reclamou.
Na primeira vez em que esteve no Compajaf, Sukita foi preso por investigações relacionadas a desvios de recursos públicos e saques irregulares ocorridos durante a gestão dele como prefeito, entre 2005 e 2013. Na ocasião, ele teve a cabeça raspada e chegou a usar o uniforme reservado aos detentos. Os advogados de defesa conseguiram um habeas-corpus depois de uma semana e alegaram ter havido tortura no presídio, mas nada foi comprovado oficialmente. 
A condenação de Sukita foi pedida pelo Ministério Público Eleitoral, com base em provas de que o então prefeito teria distribuído dinheiro a beneficiários de programas sociais do município, na tentativa de beneficiar a candidata apoiada por ele nas eleições municipais de 2012. Agora, a defesa do ex-gestor tenta um novo recurso com efeito suspensivo para tentar evitar o cumprimento da pena e manter a candidatura dele a deputado federal, cujo registro foi indeferido pelo TRE, com base na Lei da Ficha Limpa. "Estamos tentando de tudo, para que o TSE corrija essa injustiça, porque acredito na minha inocência", afirmou. Um recurso para derrubar a sentença já foi impetrado no TSE, em Brasília.