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Publicada em 18/09/2018 às 07:14:00

 

Em termos burocráticos, o Siste-
ma Único de Segurança Pública 
(Susp) está em pleno vigor. A cerimônia de inauguração do Conselho Nacional, realizada ontem, encerra a última etapa necessária à formalização de uma Política Nacional para o setor. Resta saber se a iniciativa terá de fato algum efeito prático no dia a dia da população.
A dúvida tem diversas razões de ser. Em primeiro lugar, é preciso atentar para o fato de o Susp ter sido criado durante o ocaso de um governo indesejado, desprovido da legitimidade indispensável para lançar um pacto de abrangência nacional, como o proposto. Em segundo lugar, convém mencionar a responsabilidade a cargo de estados e municípios com cofres depauperados no plano de Temer. De todo modo, esta pode ser a primeira vez que o combate ao crime é pensado de maneira integrada.
O conselho está previsto na Lei 13.675, sancionada em junho, que instituiu o Susp e criou a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS). Trata-se aqui de iniciativas destinadas à integração das forças policiais nos quatro cantos do País, com o desenvolvimento de uma nova cultura de combate ao crime, na qual os problemas de segurança sejam enfrentados com inteligência, e não exclusivamente com bala.
O desafio não é pequeno. E exige um aporte de recursos da maior monta. Sem muito dinheiro em caixa, será impossível aparelhar e modernizar os órgãos de segurança, promover a qualificação profissional, coordenar atividades de inteligência e desenvolver uma doutrina de inteligência policial, as principais diretrizes assumidas pelo Susp. Certo é que o pacto aponta na direção certa, bem no alvo. Ao contrário da polícia brasileira, o crime foi nacionalizado há muito tempo.

Em termos burocráticos, o Siste- ma Único de Segurança Pública  (Susp) está em pleno vigor. A cerimônia de inauguração do Conselho Nacional, realizada ontem, encerra a última etapa necessária à formalização de uma Política Nacional para o setor. Resta saber se a iniciativa terá de fato algum efeito prático no dia a dia da população.
A dúvida tem diversas razões de ser. Em primeiro lugar, é preciso atentar para o fato de o Susp ter sido criado durante o ocaso de um governo indesejado, desprovido da legitimidade indispensável para lançar um pacto de abrangência nacional, como o proposto. Em segundo lugar, convém mencionar a responsabilidade a cargo de estados e municípios com cofres depauperados no plano de Temer. De todo modo, esta pode ser a primeira vez que o combate ao crime é pensado de maneira integrada.
O conselho está previsto na Lei 13.675, sancionada em junho, que instituiu o Susp e criou a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS). Trata-se aqui de iniciativas destinadas à integração das forças policiais nos quatro cantos do País, com o desenvolvimento de uma nova cultura de combate ao crime, na qual os problemas de segurança sejam enfrentados com inteligência, e não exclusivamente com bala.
O desafio não é pequeno. E exige um aporte de recursos da maior monta. Sem muito dinheiro em caixa, será impossível aparelhar e modernizar os órgãos de segurança, promover a qualificação profissional, coordenar atividades de inteligência e desenvolver uma doutrina de inteligência policial, as principais diretrizes assumidas pelo Susp. Certo é que o pacto aponta na direção certa, bem no alvo. Ao contrário da polícia brasileira, o crime foi nacionalizado há muito tempo.