Catastrofismo volta à cena

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Publicada em 19/09/2018 às 07:12:00

 

* Paulo Kliass 
Ainda na fase inicial das pré-campanhas, 
no mês de abril, Guilherme Boulos usou 
uma imagem bastante adequada para encarar a enorme pressão que as forças do financismo já vinham realizando contra o processo "semi-democrático" que vivemos atualmente. Questionado a respeito das tensões observadas no mercado financeiro, o candidato saiu-se com a frase lapidar: "o mercado que busque tomar rivotril". Perfeito!
Essa me parece a forma mais correta de se comportar frente a um movimento sobre o qual as forças progressistas têm pouca ou quase nenhuma capacidade de influência direta. A experiência dos governos que vieram após a vitória de Lula em 2002 demonstra que de nada adianta a ingênua intenção de vestir a fantasia do "bom moço". É ilusória e equivocada essa estratégia de tentar enganar as forças do capital a respeito de eventuais boas intenções de um governo que carregue em si o DNA do desenvolvimento, da igualdade e da mudança estrutural. Afinal, ninguém é bobo nessa selva dos oligopólios mastodônticos.
Estamos a menos de um mês do primeiro turno das eleições e o quadro segue ainda bastante indefinido. Porém, após o atentado contra Bolsonaro e o aguardado anúncio público de que o candidato de Lula será mesmo Fernando Haddad, reafirma-se uma tendência de que esses dois talvez sejam mesmo os candidatos que deverão se enfrentar no segundo turno em 28 de outubro.
Como se sabe, os representantes do sistema financeiro já tentaram de tudo. Desde o questionamento na Justiça do resultado do pleito por parte dos derrotados em outubro de 2014 até a deflagração da farsa do golpeachment, a intenção sempre foi impedir a continuidade do ciclo dos governos progressistas. E para tanto nem mesmo a desastrada decisão de Dilma, ao nomear Joaquim Levy para promover o início do austericídio, deu resultado esperado. A flagrante ilegalidade no processo de condenação de Lula, sua prisão e o impedimento de sua candidatura seguiram a mesma toada. O desespero cresce e toma conta dos ambientes refinados da "crème de la crème" da aristocracia das finanças. Os balões de ensaio de Joaquim Barbosa e Luciano Huck não funcionaram. E agora? O que fazer?
Derrota eleitoral do financismo.
A indigesta sopa de letrinhas que se formou para assegurar 5 minutos de televisão ao candidato do PSDB tampouco parece colaborar. Alckmin não consegue decolar nas intenções de voto e o estigma do picolé de chuchu torna sua campanha pesada e arrastada. As imagens dos processos contra Aécio Neves e a prisão de Beto Richa dificultam ainda mais essa difícil empreitada. Haja criatividade para os marqueteiros tucanos! Em geral, quando o problema é de natureza política, não há "brain storming" que dê conta do recado.
Mas o verdadeiro dilema para os líderes da elite empresarial não é tanto com o nome do eleito. O essencial para esse povo é promover as mudanças que ainda não foram realizadas desde que Temer assumiu o Palácio do Planalto e Meirelles abandonou a Presidência do Conselho da JBS e foi nomeado para o comando da economia. Em especial, com a retomada da agenda de privatização das empresas estatais e a aprovação da Reforma da Previdência. A eles interessa também evitar a revisão do teto de gastos. Essas são as principais medidas para tornar mais difícil a retomada de um processo de desenvolvimento econômico e social de natureza sustentável e igualitário.
De qualquer forma, parece que começam a serem consolidadas algumas opiniões entre os candidatos do campo progressista com relação à questão econômica. Refiro-me à quase unanimidade que se criou quanto à revogação da EC 95, que congelou os gastos não-financeiros do governo por 20 longos anos. E também paira uma avaliação crítica das políticas de vendas das empresas estatais, tal como foi implementada por Temer e sobre a qual insistem os candidatos da direita, como Bolsonaro, Alckmin, Meirelles, Amoedo e Álvaro Dias. O mesmo pode ser dito a respeito da famigerada proposta da reforma previdenciária apresentada pelo governo mais impopular de nossa História.
Por isso lançam mão agora de uma nova cartada. A cada 4 anos existe um período que tende a ficar obscurecido na dinâmica interna do Congresso Nacional. Entre o final de outubro e o início da legislatura seguinte, os parlamentares eleitos já são conhecidos, mas os atuais ainda estão no exercício de seu mandato. Os holofotes todos se voltam para as articulações visando a composição do novo governo.
Pois aqui o catastrofismo volta a colocar a sua cunha no debate. O ocupante temporário do Ministério da Fazenda resolveu sair a campo para alardear a iminência do apocalipse inescapável. Junte-se a tais declarações, a entrevista do Comandante do Exército sugerindo que poderá faltar legitimidade ao próximo Presidente eleito, principalmente se ele não estiver alinhado com a política atual do desmonte.
O terrorismo do Ministro de plantão.
Eduardo Guardia substituiu o responsável pela economia e fica encarregado de dar continuidade ao desastre da política econômica. Mas Meirelles se apresenta como candidato do atual governo e não consegue superar a marca de 3% das intenções de voto. Ao que tudo indica, ele está definitivamente enterrado e abandonado pelos candidatos do PMDB pelo Brasil afora. Pois esse indivíduo, do alto de toda essa carga de "legitimidade" lança a proposta de que esse parlamento, em autêntico clima de fim de feira, promova as reformas que não foram realizadas até agora. Sua sugestão é que seja utilizado esse período de vácuo político-eleitoral para votar, por exemplo, a Reforma da Previdência. Uma loucura!
Enquanto todos se preocupavam com as repercussões do atentado contra Bolsonaro e as pesquisas do final de semana, o jornal que mais bem representa os interesses do financismo estampa a manchete da matéria com Guardia em letras garrafais na sua capa de segunda-feira: "Previdência precisa mudar ainda em 2018!".
Empunhando a desculpa fajuta de que pretende colaborar com o próximo governo e fazer uma "transição civilizada", o economista umbilicalmente ligado aos tucanos paulistas destila um sem número de ameaças veladas sobre o conjunto da sociedade a respeito de nosso futuro. Revelando-se porta-voz de um suposto acordo selado com Michel Temer e Rodrigo Maia, o substituto da Fazenda alerta:
 "A mensagem fundamental foi de que, na nossa visão, não há solução sem a Reforma da Previdência."
Ele tenta desfazer o fato inequívoco de que a votação de uma emenda Proposta de Emenda Constitucional exige ampla negociação, extenso debate e expressiva maioria. Assim, Guardia imagina que a população brasileira tenha se esquecido do enorme esforço realizado por Temer e Meirelles para tratorar os parlamentares com a proposta desde a consumação do impedimento de Dilma. Para ele, deve ser bem fácil.
Mas todos se lembram das pressões realizadas por Temer desde o início para aprovar o monstrengo da maldade. Ele extinguiu o Ministério da Previdência Social, ao fundi-lo com o Ministro do Trabalho e Emprego. Além disso, transferiu a Secretaria da Previdência Social para o Ministério da Fazenda, para ter a certeza de que os tecnocratas não iriam alterar as suas propostas arrasadoras. Por fim, iniciou o movimento de propaganda milionária nos meios de comunicação para tentar desfazer a péssima imagem provocada pela realidade da PEC redutora de direitos.
Entidades vinculadas aos aposentados, as centrais sindicais e pesquisadores do tema descontruíram as mentiras que o governo lançava mão na tentativa de convencer parlamentares a esse respeito. De outro lado, a impopularidade crescente da equipe de Temer também colaborou para que a derrota fosse inevitável. A saída encontrada pelos gênios do Planalto foi a intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro. Com isso, Temer achou a desculpa de que tanto precisava para um recuo tão vergonhoso no assunto que sempre foi vendido como a pedra de toque de seu governo. Assim, o governo não teria desistido da previdência. Não! Apenas não poderia mais dar sequência à tramitação da PEC em razão da intervenção. Me engana que eu gosto!
E agora, Guardia retoma o discurso catastrofista:
 "Sem a reforma, o teto do gasto não vai funcionar, o ajuste gradual não será possível, o fiscal não vai ser sustentável, a dívida não vai parar de crescer e nós vamos para uma situação de risco".
Novamente, trata-se de uma grande mentira. A aprovação da Reforma não vai alterar em nada o quadro de despesas em 2019 ou 2020. Independentemente do grau de maldade da proposta, os direitos dos aposentados não seriam alterados. A lógica terrorista "ou a reforma ou o caos" não se sustenta. A recuperação do equilíbrio fiscal só se tornará realidade a partir da retomada do crescimento econômico, para que as receitas tributárias também voltem a crescer.
Rivotril ou maracugina?
Eduardo Guardia apenas tenta fazer a lição de casa que lhe foi solicitada pelos dirigentes do sistema financeiro. A intenção é não perder tempo ou se arriscar com um resultado eleitoral que lhes parece incontornável e prejudicial. Afinal, para esse tipo de gente, depois de tantos golpes desferidos contra a maioria da população, não vai ser um mais que poderia comprometer uma imagem já tão arranhada.
No entanto, ao contrário da sugestão de Boulos, talvez fosse mais recomendado ao mercado que passasse a tomar um pouco de maracugina e de camomila. São prescrições indicadas para tratamento da ansiedade leve, estados de irritabilidade, agitação nervosa, tratamento de insônia e estresse. Tudo isso sem provocar efeitos colaterais indesejados.
* Paulo Kliass é doutor em Economia pela Universidade de Paris 10 e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal

* Paulo Kliass 

Ainda na fase inicial das pré-campanhas,  no mês de abril, Guilherme Boulos usou  uma imagem bastante adequada para encarar a enorme pressão que as forças do financismo já vinham realizando contra o processo "semi-democrático" que vivemos atualmente. Questionado a respeito das tensões observadas no mercado financeiro, o candidato saiu-se com a frase lapidar: "o mercado que busque tomar rivotril". Perfeito!
Essa me parece a forma mais correta de se comportar frente a um movimento sobre o qual as forças progressistas têm pouca ou quase nenhuma capacidade de influência direta. A experiência dos governos que vieram após a vitória de Lula em 2002 demonstra que de nada adianta a ingênua intenção de vestir a fantasia do "bom moço". É ilusória e equivocada essa estratégia de tentar enganar as forças do capital a respeito de eventuais boas intenções de um governo que carregue em si o DNA do desenvolvimento, da igualdade e da mudança estrutural. Afinal, ninguém é bobo nessa selva dos oligopólios mastodônticos.
Estamos a menos de um mês do primeiro turno das eleições e o quadro segue ainda bastante indefinido. Porém, após o atentado contra Bolsonaro e o aguardado anúncio público de que o candidato de Lula será mesmo Fernando Haddad, reafirma-se uma tendência de que esses dois talvez sejam mesmo os candidatos que deverão se enfrentar no segundo turno em 28 de outubro.
Como se sabe, os representantes do sistema financeiro já tentaram de tudo. Desde o questionamento na Justiça do resultado do pleito por parte dos derrotados em outubro de 2014 até a deflagração da farsa do golpeachment, a intenção sempre foi impedir a continuidade do ciclo dos governos progressistas. E para tanto nem mesmo a desastrada decisão de Dilma, ao nomear Joaquim Levy para promover o início do austericídio, deu resultado esperado. A flagrante ilegalidade no processo de condenação de Lula, sua prisão e o impedimento de sua candidatura seguiram a mesma toada. O desespero cresce e toma conta dos ambientes refinados da "crème de la crème" da aristocracia das finanças. Os balões de ensaio de Joaquim Barbosa e Luciano Huck não funcionaram. E agora? O que fazer?

Derrota eleitoral do financismo.
A indigesta sopa de letrinhas que se formou para assegurar 5 minutos de televisão ao candidato do PSDB tampouco parece colaborar. Alckmin não consegue decolar nas intenções de voto e o estigma do picolé de chuchu torna sua campanha pesada e arrastada. As imagens dos processos contra Aécio Neves e a prisão de Beto Richa dificultam ainda mais essa difícil empreitada. Haja criatividade para os marqueteiros tucanos! Em geral, quando o problema é de natureza política, não há "brain storming" que dê conta do recado.
Mas o verdadeiro dilema para os líderes da elite empresarial não é tanto com o nome do eleito. O essencial para esse povo é promover as mudanças que ainda não foram realizadas desde que Temer assumiu o Palácio do Planalto e Meirelles abandonou a Presidência do Conselho da JBS e foi nomeado para o comando da economia. Em especial, com a retomada da agenda de privatização das empresas estatais e a aprovação da Reforma da Previdência. A eles interessa também evitar a revisão do teto de gastos. Essas são as principais medidas para tornar mais difícil a retomada de um processo de desenvolvimento econômico e social de natureza sustentável e igualitário.
De qualquer forma, parece que começam a serem consolidadas algumas opiniões entre os candidatos do campo progressista com relação à questão econômica. Refiro-me à quase unanimidade que se criou quanto à revogação da EC 95, que congelou os gastos não-financeiros do governo por 20 longos anos. E também paira uma avaliação crítica das políticas de vendas das empresas estatais, tal como foi implementada por Temer e sobre a qual insistem os candidatos da direita, como Bolsonaro, Alckmin, Meirelles, Amoedo e Álvaro Dias. O mesmo pode ser dito a respeito da famigerada proposta da reforma previdenciária apresentada pelo governo mais impopular de nossa História.
Por isso lançam mão agora de uma nova cartada. A cada 4 anos existe um período que tende a ficar obscurecido na dinâmica interna do Congresso Nacional. Entre o final de outubro e o início da legislatura seguinte, os parlamentares eleitos já são conhecidos, mas os atuais ainda estão no exercício de seu mandato. Os holofotes todos se voltam para as articulações visando a composição do novo governo.
Pois aqui o catastrofismo volta a colocar a sua cunha no debate. O ocupante temporário do Ministério da Fazenda resolveu sair a campo para alardear a iminência do apocalipse inescapável. Junte-se a tais declarações, a entrevista do Comandante do Exército sugerindo que poderá faltar legitimidade ao próximo Presidente eleito, principalmente se ele não estiver alinhado com a política atual do desmonte.

O terrorismo do Ministro de plantão.
Eduardo Guardia substituiu o responsável pela economia e fica encarregado de dar continuidade ao desastre da política econômica. Mas Meirelles se apresenta como candidato do atual governo e não consegue superar a marca de 3% das intenções de voto. Ao que tudo indica, ele está definitivamente enterrado e abandonado pelos candidatos do PMDB pelo Brasil afora. Pois esse indivíduo, do alto de toda essa carga de "legitimidade" lança a proposta de que esse parlamento, em autêntico clima de fim de feira, promova as reformas que não foram realizadas até agora. Sua sugestão é que seja utilizado esse período de vácuo político-eleitoral para votar, por exemplo, a Reforma da Previdência. Uma loucura!
Enquanto todos se preocupavam com as repercussões do atentado contra Bolsonaro e as pesquisas do final de semana, o jornal que mais bem representa os interesses do financismo estampa a manchete da matéria com Guardia em letras garrafais na sua capa de segunda-feira: "Previdência precisa mudar ainda em 2018!".
Empunhando a desculpa fajuta de que pretende colaborar com o próximo governo e fazer uma "transição civilizada", o economista umbilicalmente ligado aos tucanos paulistas destila um sem número de ameaças veladas sobre o conjunto da sociedade a respeito de nosso futuro. Revelando-se porta-voz de um suposto acordo selado com Michel Temer e Rodrigo Maia, o substituto da Fazenda alerta:
 "A mensagem fundamental foi de que, na nossa visão, não há solução sem a Reforma da Previdência."
Ele tenta desfazer o fato inequívoco de que a votação de uma emenda Proposta de Emenda Constitucional exige ampla negociação, extenso debate e expressiva maioria. Assim, Guardia imagina que a população brasileira tenha se esquecido do enorme esforço realizado por Temer e Meirelles para tratorar os parlamentares com a proposta desde a consumação do impedimento de Dilma. Para ele, deve ser bem fácil.
Mas todos se lembram das pressões realizadas por Temer desde o início para aprovar o monstrengo da maldade. Ele extinguiu o Ministério da Previdência Social, ao fundi-lo com o Ministro do Trabalho e Emprego. Além disso, transferiu a Secretaria da Previdência Social para o Ministério da Fazenda, para ter a certeza de que os tecnocratas não iriam alterar as suas propostas arrasadoras. Por fim, iniciou o movimento de propaganda milionária nos meios de comunicação para tentar desfazer a péssima imagem provocada pela realidade da PEC redutora de direitos.
Entidades vinculadas aos aposentados, as centrais sindicais e pesquisadores do tema descontruíram as mentiras que o governo lançava mão na tentativa de convencer parlamentares a esse respeito. De outro lado, a impopularidade crescente da equipe de Temer também colaborou para que a derrota fosse inevitável. A saída encontrada pelos gênios do Planalto foi a intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro. Com isso, Temer achou a desculpa de que tanto precisava para um recuo tão vergonhoso no assunto que sempre foi vendido como a pedra de toque de seu governo. Assim, o governo não teria desistido da previdência. Não! Apenas não poderia mais dar sequência à tramitação da PEC em razão da intervenção. Me engana que eu gosto!
E agora, Guardia retoma o discurso catastrofista:
 "Sem a reforma, o teto do gasto não vai funcionar, o ajuste gradual não será possível, o fiscal não vai ser sustentável, a dívida não vai parar de crescer e nós vamos para uma situação de risco".
Novamente, trata-se de uma grande mentira. A aprovação da Reforma não vai alterar em nada o quadro de despesas em 2019 ou 2020. Independentemente do grau de maldade da proposta, os direitos dos aposentados não seriam alterados. A lógica terrorista "ou a reforma ou o caos" não se sustenta. A recuperação do equilíbrio fiscal só se tornará realidade a partir da retomada do crescimento econômico, para que as receitas tributárias também voltem a crescer.

Rivotril ou maracugina?

Eduardo Guardia apenas tenta fazer a lição de casa que lhe foi solicitada pelos dirigentes do sistema financeiro. A intenção é não perder tempo ou se arriscar com um resultado eleitoral que lhes parece incontornável e prejudicial. Afinal, para esse tipo de gente, depois de tantos golpes desferidos contra a maioria da população, não vai ser um mais que poderia comprometer uma imagem já tão arranhada.
No entanto, ao contrário da sugestão de Boulos, talvez fosse mais recomendado ao mercado que passasse a tomar um pouco de maracugina e de camomila. São prescrições indicadas para tratamento da ansiedade leve, estados de irritabilidade, agitação nervosa, tratamento de insônia e estresse. Tudo isso sem provocar efeitos colaterais indesejados.

* Paulo Kliass é doutor em Economia pela Universidade de Paris 10 e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal