Matemática básica

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Publicada em 19/09/2018 às 07:15:00

 

Para ganhar caráter de argumen-
to, a convicção tem de andar de 
mãos dadas com os fatos. De outro modo, não passa de lorota, conversa fiada. Embora o deputado Jair Bolsonaro tenha sim o direito de cultivar as suas dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas, espera-se responsabilidade de um candidato à presidência da República. Idiossincrasias à parte, a verdade é uma só: o voto eletrônico já foi devidamente colocado à prova.
Modelo de eficiência e segurança na apuração dos votos, a urna eletrônica é alvo recorrente das bravatas proferidas pelo referido candidato. A última investida do dito cujo contra a inovação tecnológica, invejada mundo afora, foi realizada no leito de um hospital particular, onde Jair Bolsonaro deveria cuidar da própria recuperação. E, no entanto, se há algo a salvo de crítica e suspeição razoável em todo o processo eleitoral brasileiro, é justamente a urna eletrônica.
O comportamento do deputado investe francamente na instabilidade de um processo já conturbado. Não bastasse o atentado sofrido e a impugnação da controversa candidatura petista, substituída aos 45 minutos do segundo tempo, ainda há quem julgue proveitoso questionar o resultado precocemente, à revelia de qualquer evidência, antes mesmo da votação. Agindo assim, Jair Bolsonaro deixa claro que só considera legítimo o pleito no qual acabe consagrado.
No fim das contas, esta é uma questão de matemática básica. A urna eletrônica foi adotada no Brasil há 22 anos. Deputado há 27 anos, Jair Bolsonaro deveria ser o primeiro a defender a legitimidade do processo eleitoral. A menos que tivesse renunciado ao mandato que lhe foi confiado pelo povo carioca, repetidas vezes, apesar do desempenho sob qualquer aspecto questionável.

Para ganhar caráter de argumen- to, a convicção tem de andar de  mãos dadas com os fatos. De outro modo, não passa de lorota, conversa fiada. Embora o deputado Jair Bolsonaro tenha sim o direito de cultivar as suas dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas, espera-se responsabilidade de um candidato à presidência da República. Idiossincrasias à parte, a verdade é uma só: o voto eletrônico já foi devidamente colocado à prova.
Modelo de eficiência e segurança na apuração dos votos, a urna eletrônica é alvo recorrente das bravatas proferidas pelo referido candidato. A última investida do dito cujo contra a inovação tecnológica, invejada mundo afora, foi realizada no leito de um hospital particular, onde Jair Bolsonaro deveria cuidar da própria recuperação. E, no entanto, se há algo a salvo de crítica e suspeição razoável em todo o processo eleitoral brasileiro, é justamente a urna eletrônica.
O comportamento do deputado investe francamente na instabilidade de um processo já conturbado. Não bastasse o atentado sofrido e a impugnação da controversa candidatura petista, substituída aos 45 minutos do segundo tempo, ainda há quem julgue proveitoso questionar o resultado precocemente, à revelia de qualquer evidência, antes mesmo da votação. Agindo assim, Jair Bolsonaro deixa claro que só considera legítimo o pleito no qual acabe consagrado.
No fim das contas, esta é uma questão de matemática básica. A urna eletrônica foi adotada no Brasil há 22 anos. Deputado há 27 anos, Jair Bolsonaro deveria ser o primeiro a defender a legitimidade do processo eleitoral. A menos que tivesse renunciado ao mandato que lhe foi confiado pelo povo carioca, repetidas vezes, apesar do desempenho sob qualquer aspecto questionável.