Ferraro Trio em carne e osso

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A trinca mais classe da música instrumental sergipana
A trinca mais classe da música instrumental sergipana

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Publicada em 20/09/2018 às 06:42:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Há quem julgue o li
vro pela capa. Para 
estes, importa a cor da pele, o sexo no meio das pernas, a classe social e o local de origem de cada um. Pobres coitados, escravos da primeira impressão, não percebem que a Cultura prevalece sobre a natureza, sempre.
O preconceito é amigo das aparências. Pegue-se a música do Ferraro Trio como exemplo. Ali, o único negro da cabeça aos pés é o guitarrista Saulo Ferreira. E, no entanto, Rafael Jr (bateria) e Robson Macaxeira (baixo) jamais negaram fogo, têm suingue pra dar e vender.
Quem duvida precisa conferir a apresentação desta noite, promovida pelo projeto Quinta Instrumental, quando o Ferraro Trio pretende mostrar com quantos paus se faz uma canoa. A promessa é do homem que segura a onda na ponta das baquetas: "Não temos feito muitos shows, então estamos muito entusiasmados. O repertório vai se basear em músicas autorais do primeiro disco oficial da banda, o Urbanóide, que vai ser lançado no primeiro semestre de 2019".
Até lá, sem evidência material da patada, restam as aparições sempre oportunas do trio, um argumentado vivo em favor da música negra, pura e simples. Nada a ver com biologia, DNA, melanina. Ironicamente, o Ferraro em carne e osso é a maior prova: a sensibilidade é um atributo do espírito.
Urbanóide - A reunião de músicos calejados num projeto dedicado à música negra já rendeu apresentações memoráveis nas madrugadas do Capitão Cook. Registro oficial que é bom, no entanto, até agora nada.
A falta que o 'Urbanóide' faz não é tanto a de grooves quentes, como só o Ferraro Trio bancou por essas praias. Já batizado, com um repertório em grande medida conhecido dos interessados, o dito cujo vem suscitando apresentações mais ou menos frequentes, com o fim de levantar os recursos necessários à conclusão do projeto. A responsabilidade sobre os ombros de cada Ferraro, individualmente, é a de deixar devidamente documentado um dos capítulos fundamentais da própria trajetória. E, por extensão, um belo momento música made in Sergipe.
Dedos cruzados, portanto. Uma campanha de financiamento coletivo já foi prometida aqui nesta página. O projeto gráfico, com a assinatura de Ale Alcântara, também já começou a ganhar forma. No que depender da trinca mais classe da música instrumental sergipana, não vai faltar calor na discografia Serigy.

Há quem julgue o li vro pela capa. Para  estes, importa a cor da pele, o sexo no meio das pernas, a classe social e o local de origem de cada um. Pobres coitados, escravos da primeira impressão, não percebem que a Cultura prevalece sobre a natureza, sempre.
O preconceito é amigo das aparências. Pegue-se a música do Ferraro Trio como exemplo. Ali, o único negro da cabeça aos pés é o guitarrista Saulo Ferreira. E, no entanto, Rafael Jr (bateria) e Robson Macaxeira (baixo) jamais negaram fogo, têm suingue pra dar e vender.
Quem duvida precisa conferir a apresentação desta noite, promovida pelo projeto Quinta Instrumental, quando o Ferraro Trio pretende mostrar com quantos paus se faz uma canoa. A promessa é do homem que segura a onda na ponta das baquetas: "Não temos feito muitos shows, então estamos muito entusiasmados. O repertório vai se basear em músicas autorais do primeiro disco oficial da banda, o Urbanóide, que vai ser lançado no primeiro semestre de 2019".
Até lá, sem evidência material da patada, restam as aparições sempre oportunas do trio, um argumentado vivo em favor da música negra, pura e simples. Nada a ver com biologia, DNA, melanina. Ironicamente, o Ferraro em carne e osso é a maior prova: a sensibilidade é um atributo do espírito.

Urbanóide - A reunião de músicos calejados num projeto dedicado à música negra já rendeu apresentações memoráveis nas madrugadas do Capitão Cook. Registro oficial que é bom, no entanto, até agora nada.
A falta que o 'Urbanóide' faz não é tanto a de grooves quentes, como só o Ferraro Trio bancou por essas praias. Já batizado, com um repertório em grande medida conhecido dos interessados, o dito cujo vem suscitando apresentações mais ou menos frequentes, com o fim de levantar os recursos necessários à conclusão do projeto. A responsabilidade sobre os ombros de cada Ferraro, individualmente, é a de deixar devidamente documentado um dos capítulos fundamentais da própria trajetória. E, por extensão, um belo momento música made in Sergipe.
Dedos cruzados, portanto. Uma campanha de financiamento coletivo já foi prometida aqui nesta página. O projeto gráfico, com a assinatura de Ale Alcântara, também já começou a ganhar forma. No que depender da trinca mais classe da música instrumental sergipana, não vai faltar calor na discografia Serigy.