Greve dos médicos continua em Aracaju

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Publicada em 20/09/2018 às 07:09:00

 

Milton Alves Júnior
Mais de 200 mil usu-
ários do Sistema 
Único de Saúde (SUS) na capital sergipana deixaram de ser atendidos ao longo dos últimos 62 dias em virtude da extensa greve protagonizada pela classe médica. O início da suspensão em até 70% dos serviços básicos em todas as 43 unidades de saúde administradas pela Prefeitura de Aracaju começou no dia 20 de julho quando os profissionais da medicina alegaram não haver mais condições de manter os atendimentos enquanto o prefeito Edvaldo Nogueira seguia irredutível a receber membros do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed/SE), em audiência. O conflito foi intensificado após anúncio de 'reajuste zero' para os servidores.
Em assembleia extraordinária realizada essa semana, a categoria decidiu por unanimidade manter a mobilização grevista ao menos até a próxima terça-feira, 25, quando a classe trabalhadora volta a se reunir para analisar os possíveis futuros encaminhamentos jurídicos e atos públicos democráticos. Conforme destacado ao longo dos últimos meses junto ao Jornal do Dia, a direção do Sindimed destacou que o prefeito Edvaldo Nogueira possui postura: 'anti-sindicais', 'anti-democráticas' e 'anti-trabalhadores'. Em virtude das dificuldades financeiras, a permanência do sistema de Pejotização (PJ) como forma contratual, descartando, assim, a criação de novo concurso público, também contribuiu para reforça o desejo da classe trabalhadora pela deflagração da greve.
Na tarde de ontem, em novo esclarecimento apresentado pela Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a administração da capital sergipana informou que o respectivo setor jurídico encaminhou ao Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe um conjunto de relatórios enaltecendo a administrativa falta de condições financeiras para atender aos pleitos dos trabalhadores. Apesar de reconhecer a legalidade das reivindicações, a SMS garantiu que esses pleitos possivelmente somente serão debatidos no ano que vem. A gestão informou ainda que o 'reajuste zero' ocorre devido a PMA ter se comprometido a quitar dívidas orçadas em mais de 500 milhões de reais referentes a atrasos de direitos trabalhistas.
Para João Augusto, membro da diretoria sindical, desde o início deste ano os servidores estão buscando participar de reuniões com o chefe do poder executivo municipal, mas em nenhuma das tentativas conquistaram êxito. Ele ressalta ainda que o próprio poder judiciário sergipano recebeu os trabalhadores, analisou as reivindicações, e optaram por ajuizar a greve como 'legal'. Paralelo ao parecer favorável, João garante que a categoria segue unida em prol do reajuste salarial, realização de concurso público e melhoria emergencial nas condições de trabalho. Os serviços de urgência - assim como ocorre desde o mês de julho, continuam sem alterações.
"Mais uma vez os colegas de profissão entenderam que é inadmissível acabar com a greve sendo que os direitos trabalhistas que a prefeitura tanto diz respeitar, na realidade não respeitam. Tivemos reajuste inflacionário esse ano e Edvaldo chega publicamente e diz que esse ano nenhum servidor terá aumento salarial. Enquanto isso segue contratando profissionais sem concurso e as unidades seguem acumulando problemas. Os usuários da saúde pública bem sabem disso", declarou. Questionado quanto às denúncias de falta de reuniões com Edvaldo Nogueira o sindicalista pontuou esclarecendo que:
 "Ele age totalmente diferente do que foi prometido em campanha. Aquela história de que teria uma gestão participativa onde o servidor seria recebido para dialogar sobre as formas de gerar progresso para a cidade não existe. Na realidade o cenário é diferente. Os secretários já nos atenderam, mas o prefeito, que é justamente a pessoa que comanda a administração, sequer nos recebeu ao longo dessa luta. A greve segue também por isso; não tem como normalizar o sistema com uma gestão que não respeita o cidadão paciente do serviço de saúde e não respeita os servidores".

Mais de 200 mil usuários do Sistema  Único de Saúde (SUS) na capital sergipana deixaram de ser atendidos ao longo dos últimos 62 dias em virtude da extensa greve protagonizada pela classe médica. O início da suspensão em até 70% dos serviços básicos em todas as 43 unidades de saúde administradas pela Prefeitura de Aracaju começou no dia 20 de julho quando os profissionais da medicina alegaram não haver mais condições de manter os atendimentos enquanto o prefeito Edvaldo Nogueira seguia irredutível a receber membros do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed/SE), em audiência. O conflito foi intensificado após anúncio de 'reajuste zero' para os servidores.
Em assembleia extraordinária realizada essa semana, a categoria decidiu por unanimidade manter a mobilização grevista ao menos até a próxima terça-feira, 25, quando a classe trabalhadora volta a se reunir para analisar os possíveis futuros encaminhamentos jurídicos e atos públicos democráticos. Conforme destacado ao longo dos últimos meses junto ao Jornal do Dia, a direção do Sindimed destacou que o prefeito Edvaldo Nogueira possui postura: 'anti-sindicais', 'anti-democráticas' e 'anti-trabalhadores'. Em virtude das dificuldades financeiras, a permanência do sistema de Pejotização (PJ) como forma contratual, descartando, assim, a criação de novo concurso público, também contribuiu para reforça o desejo da classe trabalhadora pela deflagração da greve.
Na tarde de ontem, em novo esclarecimento apresentado pela Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a administração da capital sergipana informou que o respectivo setor jurídico encaminhou ao Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe um conjunto de relatórios enaltecendo a administrativa falta de condições financeiras para atender aos pleitos dos trabalhadores. Apesar de reconhecer a legalidade das reivindicações, a SMS garantiu que esses pleitos possivelmente somente serão debatidos no ano que vem. A gestão informou ainda que o 'reajuste zero' ocorre devido a PMA ter se comprometido a quitar dívidas orçadas em mais de 500 milhões de reais referentes a atrasos de direitos trabalhistas.
Para João Augusto, membro da diretoria sindical, desde o início deste ano os servidores estão buscando participar de reuniões com o chefe do poder executivo municipal, mas em nenhuma das tentativas conquistaram êxito. Ele ressalta ainda que o próprio poder judiciário sergipano recebeu os trabalhadores, analisou as reivindicações, e optaram por ajuizar a greve como 'legal'. Paralelo ao parecer favorável, João garante que a categoria segue unida em prol do reajuste salarial, realização de concurso público e melhoria emergencial nas condições de trabalho. Os serviços de urgência - assim como ocorre desde o mês de julho, continuam sem alterações.
"Mais uma vez os colegas de profissão entenderam que é inadmissível acabar com a greve sendo que os direitos trabalhistas que a prefeitura tanto diz respeitar, na realidade não respeitam. Tivemos reajuste inflacionário esse ano e Edvaldo chega publicamente e diz que esse ano nenhum servidor terá aumento salarial. Enquanto isso segue contratando profissionais sem concurso e as unidades seguem acumulando problemas. Os usuários da saúde pública bem sabem disso", declarou. Questionado quanto às denúncias de falta de reuniões com Edvaldo Nogueira o sindicalista pontuou esclarecendo que:
 "Ele age totalmente diferente do que foi prometido em campanha. Aquela história de que teria uma gestão participativa onde o servidor seria recebido para dialogar sobre as formas de gerar progresso para a cidade não existe. Na realidade o cenário é diferente. Os secretários já nos atenderam, mas o prefeito, que é justamente a pessoa que comanda a administração, sequer nos recebeu ao longo dessa luta. A greve segue também por isso; não tem como normalizar o sistema com uma gestão que não respeita o cidadão paciente do serviço de saúde e não respeita os servidores".