Sem fé

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Publicada em 21/09/2018 às 07:27:00

 

Água mole em pedra dura. Para 
conquistar uma colocação no 
mercado formal de trabalho, os 13 milhões de desempregados brasileiros precisam ter mais do que a qualificação exigida para ocupar o cargo eventualmente disponível. Sem fé, intimidados pelas circunstâncias, milhões de candidatos em potencial entregam os pontos e desistem de tentar a sorte.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, quase cinco milhões de brasileiros em idade economicamente ativa desistiram de procurar trabalho. Com as oportunidades muito reduzidas, mulheres, nordestinos, pessoas com baixa escolaridade e jovens adultos, com idade até 24 anos, sucumbem ao desalento.
O recorte anterior, concentrado no perfil predominante entre os trabalhadores na rua da amargura, no entanto, esconde sutilezas ainda mais preocupantes. Mesmo entre os trabalhadores qualificados com nível superior, por exemplo, há quem simplesmente não cultive nenhuma esperança encontrar emprego. Os profissionais com diploma de terceiro grau correspondem a 5,3% dos desalentados.
O brasileiro está longe de ser um povo alheio ao poder da fé. O contexto, no entanto, faz desacreditar até o mais otimista dos homens. A reforma trabalhista, principal feito do governo Temer, não deu nem dará conta de aumentar o número de vagas no mercado formal de trabalho. Mesmo considerando o saldo ligeiramente positivo, em comparação com o período mais dramático da crise, é preciso admitir que o emprego com carteira assinada é hoje um privilégio.

Água mole em pedra dura. Para  conquistar uma colocação no  mercado formal de trabalho, os 13 milhões de desempregados brasileiros precisam ter mais do que a qualificação exigida para ocupar o cargo eventualmente disponível. Sem fé, intimidados pelas circunstâncias, milhões de candidatos em potencial entregam os pontos e desistem de tentar a sorte.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, quase cinco milhões de brasileiros em idade economicamente ativa desistiram de procurar trabalho. Com as oportunidades muito reduzidas, mulheres, nordestinos, pessoas com baixa escolaridade e jovens adultos, com idade até 24 anos, sucumbem ao desalento.
O recorte anterior, concentrado no perfil predominante entre os trabalhadores na rua da amargura, no entanto, esconde sutilezas ainda mais preocupantes. Mesmo entre os trabalhadores qualificados com nível superior, por exemplo, há quem simplesmente não cultive nenhuma esperança encontrar emprego. Os profissionais com diploma de terceiro grau correspondem a 5,3% dos desalentados.
O brasileiro está longe de ser um povo alheio ao poder da fé. O contexto, no entanto, faz desacreditar até o mais otimista dos homens. A reforma trabalhista, principal feito do governo Temer, não deu nem dará conta de aumentar o número de vagas no mercado formal de trabalho. Mesmo considerando o saldo ligeiramente positivo, em comparação com o período mais dramático da crise, é preciso admitir que o emprego com carteira assinada é hoje um privilégio.