Policial é indiciado por morte de jovem em cavalgada

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Publicada em 22/09/2018 às 07:25:00

 

Gabriel Damásio
Um policial militar foi indiciado pela morte de José Willian de Oliveira Pereira, 23 anos, que foi baleado em 12 de agosto deste ano durante uma cavalgada realizada no povoado Brejão, em Brejo Grande (Baixo São Francisco). O inquérito policial que apura o caso foi concluído nesta quinta-feira pelo delegado José Luiz Accioly, da Delegacia de Brejo Grande, e já foi entregue ao juízo da comarca local. A apuração concluiu que houve homicídio doloso, ou seja, com intenção de matar, e que o cabo Wesdgley de Oliveira Rodrigues, lotado no destacamento local da PM, foi o autor do disparo que matou o rapaz.
De acordo com o comando da PM, o tumulto em Brejão foi causado por uma série de brigas ocorridas no decorrer da cavalgada, que teria sido promovida sem o aval das autoridades policiais locais. Algumas pessoas foram detidas pelos tumultos e durante as abordagens, Willian teria discutido com o policial para tentar soltar um amigo que tinha sido preso, mas, em meio a uma discussão, acabou sendo baleado e morreu a caminho do hospital. Em depoimento no inquérito, Wesdgley disse que o jovem teria entrado em luta corporal com ele e tentado tirar a arma do coldre, fazendo com que ela disparasse por acidente e atingisse a parte frontal da cabeça do rapaz. 
No entanto, em coletiva de imprensa dada ontem, a delegada geral da Polícia Civil, Katarina Feitoza, informou que o laudo cadavérico encaminhado realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou que o cabo, na verdade, teria atirado em Willian pelas costas. "O laudo concluiu que o tiro efetuado teve o seu orifício de entrada [no corpo da vítima] pela parte posterior da cabeça. Junto ao laudo, houve também outros indícios que levaram o delegado a esta conclusão. Um deles foi a incongruência da declaração do policial no dia do fato, na delegacia. Com o laudo, essa versão apresentada por ele caiu por terra", informou a delegada. 
Katarina confirmou ainda que o delegado optou por não pedir a prisão preventiva do militar, por entender que ele se apresentou espontaneamente e colaborou com o andamento das investigações. Wesdgley foi colocado à disposição do Comando da PM, que o afastou de suas funções e o colocou em serviços administrativos. Já na esfera criminal, o inquérito já foi entregue ao Ministério Público, que apresentou denúncia contra o acusado ontem à tarde. O juízo da Comarca de Brejo Grande ainda decidirá se aceita ou não a acusação. 

Um policial militar foi indiciado pela morte de José Willian de Oliveira Pereira, 23 anos, que foi baleado em 12 de agosto deste ano durante uma cavalgada realizada no povoado Brejão, em Brejo Grande (Baixo São Francisco). O inquérito policial que apura o caso foi concluído nesta quinta-feira pelo delegado José Luiz Accioly, da Delegacia de Brejo Grande, e já foi entregue ao juízo da comarca local. A apuração concluiu que houve homicídio doloso, ou seja, com intenção de matar, e que o cabo Wesdgley de Oliveira Rodrigues, lotado no destacamento local da PM, foi o autor do disparo que matou o rapaz.
De acordo com o comando da PM, o tumulto em Brejão foi causado por uma série de brigas ocorridas no decorrer da cavalgada, que teria sido promovida sem o aval das autoridades policiais locais. Algumas pessoas foram detidas pelos tumultos e durante as abordagens, Willian teria discutido com o policial para tentar soltar um amigo que tinha sido preso, mas, em meio a uma discussão, acabou sendo baleado e morreu a caminho do hospital. Em depoimento no inquérito, Wesdgley disse que o jovem teria entrado em luta corporal com ele e tentado tirar a arma do coldre, fazendo com que ela disparasse por acidente e atingisse a parte frontal da cabeça do rapaz. 
No entanto, em coletiva de imprensa dada ontem, a delegada geral da Polícia Civil, Katarina Feitoza, informou que o laudo cadavérico encaminhado realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou que o cabo, na verdade, teria atirado em Willian pelas costas. "O laudo concluiu que o tiro efetuado teve o seu orifício de entrada [no corpo da vítima] pela parte posterior da cabeça. Junto ao laudo, houve também outros indícios que levaram o delegado a esta conclusão. Um deles foi a incongruência da declaração do policial no dia do fato, na delegacia. Com o laudo, essa versão apresentada por ele caiu por terra", informou a delegada. 
Katarina confirmou ainda que o delegado optou por não pedir a prisão preventiva do militar, por entender que ele se apresentou espontaneamente e colaborou com o andamento das investigações. Wesdgley foi colocado à disposição do Comando da PM, que o afastou de suas funções e o colocou em serviços administrativos. Já na esfera criminal, o inquérito já foi entregue ao Ministério Público, que apresentou denúncia contra o acusado ontem à tarde. O juízo da Comarca de Brejo Grande ainda decidirá se aceita ou não a acusação.