MPF quer garantir acessibilidade em igrejas tombadas como patrimônio

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Publicada em 22/09/2018 às 07:29:00

 

Construções centenárias que deveriam funcionar como espaços acolhedores a todos que desejam exercer sua fé e contemplar o patrimônio cultural, as igrejas tombadas como patrimônio histórico nem sempre conseguem garantir esse acesso universal. Por serem estruturas antigas, muitas têm barreiras arquitetônicas que dificultam a entrada e o deslocamento de pessoas com deficiência. Com o objetivo de mudar esse quadro, o Ministério Público Federal (MPF) deu início a um projeto, em parceria com a Arquidiocese de Sergipe, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e representantes dos conselhos de engenharia e arquitetura, para garantir acessibilidade a 19 igrejas do estado. A ideia é que a ação sirva de exemplo para adequar o patrimônio histórico de todo o país.
O pontapé inicial foi dado este ano, quando os procuradores da República em Sergipe Lívia Nascimento Tinôco e Ramiro Rockembach relataram o problema à embaixada do Brasil junto à Santa Sé, que viabilizou uma audiência do MPF com o Papa Francisco. No documento, entregue em junho ao pontífice, eles solicitam o apoio da Igreja Católica para que pessoas com deficiência possam ter acessibilidade garantida nas igrejas tombadas como patrimônio histórico. O Brasil tem, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45 milhões de pessoas com deficiência. Só em Sergipe, são cerca de 500 mil.
Após o encontro, o MPF se reuniu com as entidades parceiras em Sergipe no último mês, para definir o cronograma de trabalho e viabilizar as intervenções nas igrejas do estado. Até o fim deste ano, pelo menos seis igrejas serão vistoriadas por técnicos do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Sergipe (CAU) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea). Eles vão identificar os obstáculos para o acesso de pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção e elaborar um projeto de adaptação que será submetido à análise do Iphan. Feito isso, as instituições vão lançar uma campanha para arrecadar os recursos necessários para viabilizar as obras.

Construções centenárias que deveriam funcionar como espaços acolhedores a todos que desejam exercer sua fé e contemplar o patrimônio cultural, as igrejas tombadas como patrimônio histórico nem sempre conseguem garantir esse acesso universal. Por serem estruturas antigas, muitas têm barreiras arquitetônicas que dificultam a entrada e o deslocamento de pessoas com deficiência. Com o objetivo de mudar esse quadro, o Ministério Público Federal (MPF) deu início a um projeto, em parceria com a Arquidiocese de Sergipe, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e representantes dos conselhos de engenharia e arquitetura, para garantir acessibilidade a 19 igrejas do estado. A ideia é que a ação sirva de exemplo para adequar o patrimônio histórico de todo o país.
O pontapé inicial foi dado este ano, quando os procuradores da República em Sergipe Lívia Nascimento Tinôco e Ramiro Rockembach relataram o problema à embaixada do Brasil junto à Santa Sé, que viabilizou uma audiência do MPF com o Papa Francisco. No documento, entregue em junho ao pontífice, eles solicitam o apoio da Igreja Católica para que pessoas com deficiência possam ter acessibilidade garantida nas igrejas tombadas como patrimônio histórico. O Brasil tem, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45 milhões de pessoas com deficiência. Só em Sergipe, são cerca de 500 mil.
Após o encontro, o MPF se reuniu com as entidades parceiras em Sergipe no último mês, para definir o cronograma de trabalho e viabilizar as intervenções nas igrejas do estado. Até o fim deste ano, pelo menos seis igrejas serão vistoriadas por técnicos do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Sergipe (CAU) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea). Eles vão identificar os obstáculos para o acesso de pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção e elaborar um projeto de adaptação que será submetido à análise do Iphan. Feito isso, as instituições vão lançar uma campanha para arrecadar os recursos necessários para viabilizar as obras.