Direito de ir e vir

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Publicada em 22/09/2018 às 07:53:00

 

Acessibilidade é um dos palavrões 
que os gestores públicos ado
ram colocar na própria boca, antes de mostrar os dentes e alegar as melhores intenções do mundo. O cotidiano das grandes cidades, no entanto, testemunha a ausência de efeito prático do palavrório cuspido aos quatro ventos.
Ontem, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, a acessibilidade foi colocada em pauta mais uma vez, oportunidade lembrar a Lei nº 10.098, de dezembro de 2000, em pleno vigor. Fosse cumprida, de fato, andar pelas ruas do centro de Aracaju, por exemplo, não seria um desafio tão grande para as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
A capital sergipana é uma cidade plana, sem muitas ladeiras e grandes acidentes geográficos, ideal para caminhadas. Mas, longe dos cartões postais, os cadeirantes, por exemplo, enfrentam toda a sorte de obstáculos para exercer o direito sagrado de ir e vir. Não bastassem os buracos, as pedras soltas, tampas de serviço e pavimentos desnivelados, toda sorte mobiliário urbano ultrapassado, há ainda a falta de educação dos motoristas que não se constrangem de estacionar em frente as rampas de acesso e até mesmo atravessando as calçadas.
Ainda há muito o que ser feito para Aracaju ser considerada uma cidade acessível e inteligente. Os semáforos para pedestres, por exemplo, são raros. Mesmo em grandes calçadões, como o da praia 13 de julho, por exemplo, as rampas de acesso são insuficientes. Embora as ciclovias estejam distribuídas por boa parte das ruas e avenidas da cidade, bem pavimentadas e sinalizadas, os terminais de ônibus, bem como os próprios ônibus, estão caindo aos pedaços.
Moral da história: iniciativas como a Semana da Acessibilidade, promovida até ontem pela Secretaria Municipal de Assistência Social, serão sempre oportunas. Melhor ainda quando acompanhadas pela necessária adequação do espaço público urbano, em benefício de todos os cidadãos.

Acessibilidade é um dos palavrões  que os gestores públicos ado ram colocar na própria boca, antes de mostrar os dentes e alegar as melhores intenções do mundo. O cotidiano das grandes cidades, no entanto, testemunha a ausência de efeito prático do palavrório cuspido aos quatro ventos.
Ontem, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, a acessibilidade foi colocada em pauta mais uma vez, oportunidade lembrar a Lei nº 10.098, de dezembro de 2000, em pleno vigor. Fosse cumprida, de fato, andar pelas ruas do centro de Aracaju, por exemplo, não seria um desafio tão grande para as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
A capital sergipana é uma cidade plana, sem muitas ladeiras e grandes acidentes geográficos, ideal para caminhadas. Mas, longe dos cartões postais, os cadeirantes, por exemplo, enfrentam toda a sorte de obstáculos para exercer o direito sagrado de ir e vir. Não bastassem os buracos, as pedras soltas, tampas de serviço e pavimentos desnivelados, toda sorte mobiliário urbano ultrapassado, há ainda a falta de educação dos motoristas que não se constrangem de estacionar em frente as rampas de acesso e até mesmo atravessando as calçadas.
Ainda há muito o que ser feito para Aracaju ser considerada uma cidade acessível e inteligente. Os semáforos para pedestres, por exemplo, são raros. Mesmo em grandes calçadões, como o da praia 13 de julho, por exemplo, as rampas de acesso são insuficientes. Embora as ciclovias estejam distribuídas por boa parte das ruas e avenidas da cidade, bem pavimentadas e sinalizadas, os terminais de ônibus, bem como os próprios ônibus, estão caindo aos pedaços.
Moral da história: iniciativas como a Semana da Acessibilidade, promovida até ontem pela Secretaria Municipal de Assistência Social, serão sempre oportunas. Melhor ainda quando acompanhadas pela necessária adequação do espaço público urbano, em benefício de todos os cidadãos.