Expectativa para Assembleia Geral da ONU é de momentos de divergência

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Publicada em 22/09/2018 às 20:17:00

 

Agência Brasil  
 
Às vésperas da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), cuja abertura está prevista para a próxima segunda-feira (24), a expectativa é de que haverá momentos de divergências. Em debate, a crise dos imigrantes, ameaças à democracia, riscos de conflitos bélicos, além de questões relativas à igualdade de gênero e ao assédio sexual.
O encontro deve reunir presidentes e primeiros-ministros de 128 países, incluindo o anfitrião, o presidente norte-americano, Donald Trump, e o brasileiro, Michel Temer. Por tradição desde 1947, o Brasil faz o discurso de abertura da sessão. Temer também vai participar de reuniões paralelas tanto bilaterais como multilaterais.
Entre as lideranças nas Américas, devem predominar as discussões sobre a crise na Nicarágua e o êxodo venezuelano, além das negociações entre Mercosul e União Europeia, assim como a crise econômica que a Argentina atravessa em meio às negociações com o Fundo Monetário Internacional, à elevada taxa de juros, à queda do valor do peso e aos altos níveis de desemprego.
Do lado norte-americano, Trump pretende defender a adoção de sanções ao Irã e à Coreia do Norte em nome da preservação da paz e contra as ameaças de guerras. No ano passado, ao discursar, ele mandou recados aos adversários políticos mundiais, incluindo os líderes iraniano, norte-coreano e venezuelano.
Ameaças - Para o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, a entidade não pode perder o foco de seus objetivos: garantir a paz mundial e assegurar a democracia: "A reunião ocorre em um momento de crescentes ameaças contra as forças de paz".
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, alvo de críticas, indicou que não irá porque teme por sua segurança. Não há confirmação da presença do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, também pivô de uma crise em seu país.
Gênero e assédio - Guterres acrescentou que é necessário discutir as questões relativas à paridade de gênero e assédio sexual. Ele lembrou que uma equipe especializada atuará no Escritório de Serviços de Supervisão Interna, reunindo seis pessoas, das quais cinco são mulheres, que se dedicarão exclusivamente ao tema.
Primeira mulher latino-americana a presidir a Assembleia Geral da ONU, a equatoriana Maria Fernanda Espinoza também elencou a igualdade de gênero como prioridade. Ela defendeu também a importantância de implementar um novo pacto global para migrantes e refugiados, defender o trabalho decente, proteger o meio ambiente, focar nos direitos das pessoas com deficiência, apoiar o processo de reforma da ONU e facilitar o diálogo.

Às vésperas da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), cuja abertura está prevista para a próxima segunda-feira (24), a expectativa é de que haverá momentos de divergências. Em debate, a crise dos imigrantes, ameaças à democracia, riscos de conflitos bélicos, além de questões relativas à igualdade de gênero e ao assédio sexual.
O encontro deve reunir presidentes e primeiros-ministros de 128 países, incluindo o anfitrião, o presidente norte-americano, Donald Trump, e o brasileiro, Michel Temer. Por tradição desde 1947, o Brasil faz o discurso de abertura da sessão. Temer também vai participar de reuniões paralelas tanto bilaterais como multilaterais.
Entre as lideranças nas Américas, devem predominar as discussões sobre a crise na Nicarágua e o êxodo venezuelano, além das negociações entre Mercosul e União Europeia, assim como a crise econômica que a Argentina atravessa em meio às negociações com o Fundo Monetário Internacional, à elevada taxa de juros, à queda do valor do peso e aos altos níveis de desemprego.
Do lado norte-americano, Trump pretende defender a adoção de sanções ao Irã e à Coreia do Norte em nome da preservação da paz e contra as ameaças de guerras. No ano passado, ao discursar, ele mandou recados aos adversários políticos mundiais, incluindo os líderes iraniano, norte-coreano e venezuelano.

Ameaças - Para o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, a entidade não pode perder o foco de seus objetivos: garantir a paz mundial e assegurar a democracia: "A reunião ocorre em um momento de crescentes ameaças contra as forças de paz".
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, alvo de críticas, indicou que não irá porque teme por sua segurança. Não há confirmação da presença do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, também pivô de uma crise em seu país.

Gênero e assédio - Guterres acrescentou que é necessário discutir as questões relativas à paridade de gênero e assédio sexual. Ele lembrou que uma equipe especializada atuará no Escritório de Serviços de Supervisão Interna, reunindo seis pessoas, das quais cinco são mulheres, que se dedicarão exclusivamente ao tema.
Primeira mulher latino-americana a presidir a Assembleia Geral da ONU, a equatoriana Maria Fernanda Espinoza também elencou a igualdade de gênero como prioridade. Ela defendeu também a importantância de implementar um novo pacto global para migrantes e refugiados, defender o trabalho decente, proteger o meio ambiente, focar nos direitos das pessoas com deficiência, apoiar o processo de reforma da ONU e facilitar o diálogo.