A todo vapor

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Publicada em 22/09/2018 às 20:51:00

 

Em período eleitoral, todos os pro-
blemas do País encontram solu-
ção na boca dos candidatos e asseclas dos partidos políticos. Calejado, o eleitor acolhe todas as promessas com um pé atrás e uma pulga atrás da orelha. A esperança de dias melhores, no entanto, prescinde de tudo, até da razão. Assim, o desafio pode ser imenso, como de fato são os desafios nacionais, mas a fé do povo é maior. Amanhã há de ser outro dia.
Vejam o caso da Fafen, nos limites de Sergipe. A presidência da Petrobras já tinha dado o assunto por encerrado. A fábrica de fertilizantes acumulava prejuízo em cima de prejuízo, com saldo negativo de R$ 600 milhões. O custo social da hibernação jamais entrou na conta. Justo agora, em plena campanha eleitoral, entretanto, a estatal se dispôs à investigação de alguma alternativa. A coincidência é capaz de deixar qualquer um desconfiado.
Uma reviravolta como essa não é coisa simples como parece. Em que pese o esforço e a influência do ex-governador Albano Franco, que comprou a briga da Fafen e empenhou todo o seu prestígio político no pleno funcionamento da fábrica, além da recente troca de comando na presidência da estatal, não é usual que uma empresa com o porte da Petrobras tome decisões de gestão, com consequências previsíveis na economia de um estado inteiro, antes de pesar prós e contras, aos sopapos. Se há alternativa, ela já deveria ter sido considerada.
De todo modo, resta uma esperança. O presidente da Petrobras prometeu visitar Sergipe para tomar pé da situação, in loco. Razões para preservar a Fafen funcionando, a todo vapor, não faltam. Todas relacionadas à economia local e as oportunidades de trabalho para o povo sergipano.

Em período eleitoral, todos os pro- blemas do País encontram solu- ção na boca dos candidatos e asseclas dos partidos políticos. Calejado, o eleitor acolhe todas as promessas com um pé atrás e uma pulga atrás da orelha. A esperança de dias melhores, no entanto, prescinde de tudo, até da razão. Assim, o desafio pode ser imenso, como de fato são os desafios nacionais, mas a fé do povo é maior. Amanhã há de ser outro dia.
Vejam o caso da Fafen, nos limites de Sergipe. A presidência da Petrobras já tinha dado o assunto por encerrado. A fábrica de fertilizantes acumulava prejuízo em cima de prejuízo, com saldo negativo de R$ 600 milhões. O custo social da hibernação jamais entrou na conta. Justo agora, em plena campanha eleitoral, entretanto, a estatal se dispôs à investigação de alguma alternativa. A coincidência é capaz de deixar qualquer um desconfiado.
Uma reviravolta como essa não é coisa simples como parece. Em que pese o esforço e a influência do ex-governador Albano Franco, que comprou a briga da Fafen e empenhou todo o seu prestígio político no pleno funcionamento da fábrica, além da recente troca de comando na presidência da estatal, não é usual que uma empresa com o porte da Petrobras tome decisões de gestão, com consequências previsíveis na economia de um estado inteiro, antes de pesar prós e contras, aos sopapos. Se há alternativa, ela já deveria ter sido considerada.
De todo modo, resta uma esperança. O presidente da Petrobras prometeu visitar Sergipe para tomar pé da situação, in loco. Razões para preservar a Fafen funcionando, a todo vapor, não faltam. Todas relacionadas à economia local e as oportunidades de trabalho para o povo sergipano.