Maria Scombona, em pleno vôo

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Publicada em 25/09/2018 às 06:38:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Lá se vão seis anos 
desde quando Hen
rique Teles se apresentou à frente da Maria Scombona. 'Un Nu' (2012), terceiro disco da banda, foi o lançamento Serigy do ano. E, no entanto, jamais ganhou lançamento à altura, em cima do palco, com o volume no talo. As razões para um período sabático tão prolongado nunca foram divulgadas. A aposta mais razoável era a de um fim precoce. 
Mas nada como um dia depois do outro. Esta semana, a Maria finalmente dá o ar da graça, mais uma vez. E alimenta as esperanças de uma reunião definitiva, canções inéditas, novos registros. Procurado pelo Jornal do Dia, Henrique Teles não prometeu nada. Mas ninguém peca por ter os dedos cruzados. 
Melhor assim. A Maria teve as asas cortadas em pleno vôo. 'Un Nu' é o ponto alto na discografia da banda. Embora conserve certa coerência, preservando alguns elementos fundamentais, a discografia aqui em questão registra formações e escolhas diferentes. Com a voz de Henrique desenterrada por obra e graça da correta acentuação das palavras, no entanto, a banda reafirma o apreço pela composição enquanto valor fundamental.
Não nos referimos a qualquer banda. Falamos das linhas de guitarra de Saulo Ferreira, mais o groove de Robson Souza (baixo) e Rafael Jr (bateria). Se a trinca de Ás da nossa música instrumental dobrou os joelhos para reverenciar os sopapos da inspiração, melhor imitar o gesto, calado.
O pior é que o desprendimento deu muito certo. A Maria nunca se apresentou tão confortável e caceteira. Uma banda despida de artifícios, com competência e cara dura para gravar o disco inteiro num tapa, sem os excessos dos overdubs, amparada exclusivamente pelos calos dos músicos e pela naturalidade expressa no sotaque de um compositor à vontade para soltar o verbo como bem entender.
Maria Scombona no Blend's Sessions:
Quinta-feira, 22 horas, no Blend's do Parque dos Cajueiros. 

Lá se vão seis anos  desde quando Hen rique Teles se apresentou à frente da Maria Scombona. 'Un Nu' (2012), terceiro disco da banda, foi o lançamento Serigy do ano. E, no entanto, jamais ganhou lançamento à altura, em cima do palco, com o volume no talo. As razões para um período sabático tão prolongado nunca foram divulgadas. A aposta mais razoável era a de um fim precoce. 
Mas nada como um dia depois do outro. Esta semana, a Maria finalmente dá o ar da graça, mais uma vez. E alimenta as esperanças de uma reunião definitiva, canções inéditas, novos registros. Procurado pelo Jornal do Dia, Henrique Teles não prometeu nada. Mas ninguém peca por ter os dedos cruzados. 
Melhor assim. A Maria teve as asas cortadas em pleno vôo. 'Un Nu' é o ponto alto na discografia da banda. Embora conserve certa coerência, preservando alguns elementos fundamentais, a discografia aqui em questão registra formações e escolhas diferentes. Com a voz de Henrique desenterrada por obra e graça da correta acentuação das palavras, no entanto, a banda reafirma o apreço pela composição enquanto valor fundamental.
Não nos referimos a qualquer banda. Falamos das linhas de guitarra de Saulo Ferreira, mais o groove de Robson Souza (baixo) e Rafael Jr (bateria). Se a trinca de Ás da nossa música instrumental dobrou os joelhos para reverenciar os sopapos da inspiração, melhor imitar o gesto, calado.
O pior é que o desprendimento deu muito certo. A Maria nunca se apresentou tão confortável e caceteira. Uma banda despida de artifícios, com competência e cara dura para gravar o disco inteiro num tapa, sem os excessos dos overdubs, amparada exclusivamente pelos calos dos músicos e pela naturalidade expressa no sotaque de um compositor à vontade para soltar o verbo como bem entender.
Maria Scombona no Blend's Sessions:
Quinta-feira, 22 horas, no Blend's do Parque dos Cajueiros.