Temer vai procurar sucessor para fazer reforma da Previdência este ano

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 25/09/2018 às 06:45:00

 

Carolina Gonçalves 
Agência Brasil
O presidente Michel 
Temer disse ontem 
(24), durante reunião-almoço com empresários em Nova York, promovida pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos (US Chamber of Commerce), que vai procurar o presidente eleito para propor a retomada da reforma da Previdência tão logo as eleições de outubro sejam concluídas. Temer fica no comando do Executivo até 1º de janeiro, quando o eleito assume o Planalto. Até lá, ele pretende convencer seu sucessor da necessidade de revisão imediata do sistema.
"Tenho a certeza de que, ao procurá-lo, ele atentará para o fato de que a medida é indispensável. Isso não é essencial para um governo: é essencial para o Brasil", disse, ao alertar sobre o déficit previdenciário brasileiro. Em um discurso pautado na exaltação da credibilidade do país diante dos empresários americanos, Temer disse acreditar na continuidade da agenda de reformas coordenada por seu governo. "[Tenho] confiança na nossa democracia, na solidez de nossa economia, na nossa capacidade de crescer com justiça social", completou.
Segundo ele, é natural que às vésperas do pleito eleitoral "no calor do embate, no afã de buscar votos, candidatos se permitam jogar com diferentes posições, em discursos vagos e até contraditórios", mas Temer disse acreditar que, mesmo com divergências, todos os presidenciáveis coincidem na defesa da responsabilidade fiscal, manutenção da rede de proteção social e na garantia da democracia.
"Isso só faz fortalecer essa agenda [de reformas]. Afinal, a nossa é agenda que reflete, justamente, esses consensos. Assim, abstraída a retórica eleitoral, podemos afirmar que não haverá volta atrás nas reformas que temos empreendido", disse.
O presidente apresentou um balanço das ações de seu governo. "Desde a primeira hora, nosso compromisso com a responsabilidade tem sido total", destacou. Segundo ele, os resultados desse esforço aparecem com a inflação novamente sob controle, com o recuo da taxa básica de juros e a retomada do crescimento da economia brasileira. "Os empregos estão voltando - só em agosto, foram criados 110 mil empregos formais", completou.
Questionado por jornalistas após o discurso se há tempo hábil para votar a reforma da Previdência este ano, o presidente respondeu que acha possível. "Vou tentar naturalmente. Acho que pode ser que seja possível, porque os deputados e senadores não terão aquela preocupação legítima de natureza eleitoral. Todos sabemos que se não fizer a reforma da Previdência, daqui a dois ou três anos vamos legar um Estado em condições terríveis", disse.
Temer também abordou o assunto no Twitter. "Quero anunciar que, passadas as eleições, buscarei fazer a reforma da Previdência. O déficit previdenciário é elevado demais. Não podemos legar, a nossos filhos e netos, um sistema de Previdência sob ameaça, nem um orçamento que seja quase todo tomado por gastos previdenciários", disse ele na rede social.
Hoje (25), Michel Temer faz o discurso de abertura da 73ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que deve ser permeada por discursos em defesa do multilateralismo, críticas ao protecionismo, a preocupação com a imigração e questões de segurança internacional. Antes de voltar para o Brasil, Temer também se encontrará com o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, e o novo presidente da Colômbia, Iván Duque, e terá uma reunião com os líderes do Mercosul (bloco que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, pois a Venezuela está suspensa).

O presidente Michel  Temer disse ontem  (24), durante reunião-almoço com empresários em Nova York, promovida pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos (US Chamber of Commerce), que vai procurar o presidente eleito para propor a retomada da reforma da Previdência tão logo as eleições de outubro sejam concluídas. Temer fica no comando do Executivo até 1º de janeiro, quando o eleito assume o Planalto. Até lá, ele pretende convencer seu sucessor da necessidade de revisão imediata do sistema.
"Tenho a certeza de que, ao procurá-lo, ele atentará para o fato de que a medida é indispensável. Isso não é essencial para um governo: é essencial para o Brasil", disse, ao alertar sobre o déficit previdenciário brasileiro. Em um discurso pautado na exaltação da credibilidade do país diante dos empresários americanos, Temer disse acreditar na continuidade da agenda de reformas coordenada por seu governo. "[Tenho] confiança na nossa democracia, na solidez de nossa economia, na nossa capacidade de crescer com justiça social", completou.
Segundo ele, é natural que às vésperas do pleito eleitoral "no calor do embate, no afã de buscar votos, candidatos se permitam jogar com diferentes posições, em discursos vagos e até contraditórios", mas Temer disse acreditar que, mesmo com divergências, todos os presidenciáveis coincidem na defesa da responsabilidade fiscal, manutenção da rede de proteção social e na garantia da democracia.
"Isso só faz fortalecer essa agenda [de reformas]. Afinal, a nossa é agenda que reflete, justamente, esses consensos. Assim, abstraída a retórica eleitoral, podemos afirmar que não haverá volta atrás nas reformas que temos empreendido", disse.
O presidente apresentou um balanço das ações de seu governo. "Desde a primeira hora, nosso compromisso com a responsabilidade tem sido total", destacou. Segundo ele, os resultados desse esforço aparecem com a inflação novamente sob controle, com o recuo da taxa básica de juros e a retomada do crescimento da economia brasileira. "Os empregos estão voltando - só em agosto, foram criados 110 mil empregos formais", completou.
Questionado por jornalistas após o discurso se há tempo hábil para votar a reforma da Previdência este ano, o presidente respondeu que acha possível. "Vou tentar naturalmente. Acho que pode ser que seja possível, porque os deputados e senadores não terão aquela preocupação legítima de natureza eleitoral. Todos sabemos que se não fizer a reforma da Previdência, daqui a dois ou três anos vamos legar um Estado em condições terríveis", disse.
Temer também abordou o assunto no Twitter. "Quero anunciar que, passadas as eleições, buscarei fazer a reforma da Previdência. O déficit previdenciário é elevado demais. Não podemos legar, a nossos filhos e netos, um sistema de Previdência sob ameaça, nem um orçamento que seja quase todo tomado por gastos previdenciários", disse ele na rede social.
Hoje (25), Michel Temer faz o discurso de abertura da 73ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que deve ser permeada por discursos em defesa do multilateralismo, críticas ao protecionismo, a preocupação com a imigração e questões de segurança internacional. Antes de voltar para o Brasil, Temer também se encontrará com o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, e o novo presidente da Colômbia, Iván Duque, e terá uma reunião com os líderes do Mercosul (bloco que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, pois a Venezuela está suspensa).