Página virada

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 25/09/2018 às 07:21:00

 

No que depender do ainda 
presidente Michel Temer, a 
troca de guarda no primeiro escalão da República não servirá de obstáculo à reforma da previdência. À frente dos destinos do País até o próximo dia 01 de janeiro, o indesejado não desiste de impor a pauta do retrocesso, até o último instante.
Não se trata aqui de especulação. Segundo o próprio Temer, a reforma da previdência é uma iniciativa da qual o futuro presidente não poderá se esquivar. Se não foi considerado sem nenhuma reserva pelos candidatos ao cargo, foi somente por conveniência eleitoral.
Nisso, o presidente não mente. De fato, o calendário nunca esteve a favor das pretensões reformistas de Temer. Um tema tão controverso dificilmente seria bem acolhido no Congresso em momento tão delicado, quando a fidelidade de deputados e senadores ao Palácio do Planalto estava prestes a ser colocada à prova pelo eleitorado.
O rombo na previdência social é um fato público e notório, fonte de preocupação para os gestores públicos, contribuintes e segurados do Brasil inteiro. Para tapar o rombo criado por uma conta que não fecha, fruto de um modelo falido, que não considerou o envelhecimento da força de trabalho nacional, é preciso mais do que sensibilidade política e as melhores intenções do mundo. Sem o lastro da legitimidade, condição indispensável para lançar um pacto de abrangência nacional, Temer faria bem em reconhecer que já é página virada e aceitar o papel secundário que ocupará sempre na História.

No que depender do ainda  presidente Michel Temer, a  troca de guarda no primeiro escalão da República não servirá de obstáculo à reforma da previdência. À frente dos destinos do País até o próximo dia 01 de janeiro, o indesejado não desiste de impor a pauta do retrocesso, até o último instante.
Não se trata aqui de especulação. Segundo o próprio Temer, a reforma da previdência é uma iniciativa da qual o futuro presidente não poderá se esquivar. Se não foi considerado sem nenhuma reserva pelos candidatos ao cargo, foi somente por conveniência eleitoral.
Nisso, o presidente não mente. De fato, o calendário nunca esteve a favor das pretensões reformistas de Temer. Um tema tão controverso dificilmente seria bem acolhido no Congresso em momento tão delicado, quando a fidelidade de deputados e senadores ao Palácio do Planalto estava prestes a ser colocada à prova pelo eleitorado.
O rombo na previdência social é um fato público e notório, fonte de preocupação para os gestores públicos, contribuintes e segurados do Brasil inteiro. Para tapar o rombo criado por uma conta que não fecha, fruto de um modelo falido, que não considerou o envelhecimento da força de trabalho nacional, é preciso mais do que sensibilidade política e as melhores intenções do mundo. Sem o lastro da legitimidade, condição indispensável para lançar um pacto de abrangência nacional, Temer faria bem em reconhecer que já é página virada e aceitar o papel secundário que ocupará sempre na História.