Do abate à mesa

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 26/09/2018 às 07:15:00

 

No que diz respeito às questões 
de saúde pública, poucos assun
tos são tão sérios quanto a qualidade do alimento que o consumidor coloca na mesa de casa. A feira livre, a mercearia, açougues e até supermercados, no entanto, tendem a tratar comida como simples produto. Parece irresponsável, mas é mais comum do que se imagina. Sem fiscalização continuada, matadouros clandestinos abastecem o comércio de carne nos quatro cantos de Sergipe.
Esta semana, uma ação conjunta dos Ministérios Públicos, com a colaboração de diversas autoridades sanitárias e ambientais, foi responsável pela interdição de três matadouros municipais no Centro Sul do estado. Sem licença ambiental, operando de maneira irregular e inadequada, os matadouros de Pedrinhas, Arauá e Boquim foram interditados.
Melhor assim. Além de oferecer risco à saúde dos consumidores, matadouros clandestinos, responsáveis pelo abastecimento do comércio ilegal de carne, também causam danos ao meio ambiente. Para fazer a limpeza do boi abatido, por exemplo, é necessário usar água limpa, hiper clorada. Nos matadouros regularizados, o volume é tratado antes de ser devolvido ao meio-ambiente. Nos clandestinos, a água para tratar o animal é captada em qualquer riacho, e, claro, não existe a menor preocupação com a sua limpeza antes da devolução à fonte.
A legislação que estabelece parâmetros razoáveis para o abate, o transporte e o comércio de carne, é dais mais rigorosas. A estrutura indispensável ao funcionamento dessa cadeia produtiva, por outro lado, é muito dispendiosa. No meio do caminho entre a conveniência e a norma, o consumidor transformou a negligência em um dado cultural. Enquanto a produção e o comércio de carne em condições inadequadas for considerado aceitável, no entanto, vai ser muito difícil para o poder público exercer o papel regulador que cabe ao Estado.

No que diz respeito às questões  de saúde pública, poucos assun tos são tão sérios quanto a qualidade do alimento que o consumidor coloca na mesa de casa. A feira livre, a mercearia, açougues e até supermercados, no entanto, tendem a tratar comida como simples produto. Parece irresponsável, mas é mais comum do que se imagina. Sem fiscalização continuada, matadouros clandestinos abastecem o comércio de carne nos quatro cantos de Sergipe.
Esta semana, uma ação conjunta dos Ministérios Públicos, com a colaboração de diversas autoridades sanitárias e ambientais, foi responsável pela interdição de três matadouros municipais no Centro Sul do estado. Sem licença ambiental, operando de maneira irregular e inadequada, os matadouros de Pedrinhas, Arauá e Boquim foram interditados.
Melhor assim. Além de oferecer risco à saúde dos consumidores, matadouros clandestinos, responsáveis pelo abastecimento do comércio ilegal de carne, também causam danos ao meio ambiente. Para fazer a limpeza do boi abatido, por exemplo, é necessário usar água limpa, hiper clorada. Nos matadouros regularizados, o volume é tratado antes de ser devolvido ao meio-ambiente. Nos clandestinos, a água para tratar o animal é captada em qualquer riacho, e, claro, não existe a menor preocupação com a sua limpeza antes da devolução à fonte.
A legislação que estabelece parâmetros razoáveis para o abate, o transporte e o comércio de carne, é dais mais rigorosas. A estrutura indispensável ao funcionamento dessa cadeia produtiva, por outro lado, é muito dispendiosa. No meio do caminho entre a conveniência e a norma, o consumidor transformou a negligência em um dado cultural. Enquanto a produção e o comércio de carne em condições inadequadas for considerado aceitável, no entanto, vai ser muito difícil para o poder público exercer o papel regulador que cabe ao Estado.