O tiro certeiro de Alberto Silveira

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Publicada em 27/09/2018 às 06:40:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Alberto Silveira se 
apresenta hoje na 
Quinta Instrumental do Centro Cultural de Aracaju. Entre todos os motivos recomendando a experiência no coração da cidade, o tiro certeiro do seu único disco lançado até agora – um documento lavrado com os calos nas pontas dos dedos, dando ciência da boa música realizada na aldeia.
‘Baleadeira’ (2015), primeiro registro com a assinatura de Alberto Silveira, transforma em gesto a potência latente nas sempre oportunas aparições do músico – uma promessa pronunciada desde a revelação promovida pelo Festival Aperipê de Música, em 2010. Pedra cheirando a sangue. Desde então, ficou estabelecido em tácito consenso que a música instrumental realizada na aldeia contava com seis cordas de aço e, ainda mais importante, um compositor de primeira grandeza, sem nenhuma pose de erudição.
Do xote agalopado (um híbrido de acento blues) que batiza o EP, ao desfecho fracamente devotado a certo pendor interiorano, os temas aqui relacionados foram todos arranjados para dar relevo ao dedilhado ágil do violão. Ponto para a produção de Thiago Ribeiro, que aposta na simplicidade quase rude do instrumento para ressaltar a levada contagiante das composições.
Folk/pop/regional. Seria temerário eleger um gênero para acomodar todo o esforço criativo de Alberto Silveira. Mais proveitoso é perceber as diversas influências reunidas de modo personalíssimo, obra e graça de um compositor aparentemente cônscio de propósitos e intenções. Há uma pitada de bluegrass em quase todas as faixas, mas é na conciliação de vocabulários distintos e patadas vigorosas que Alberto constrói a própria linguagem, de uma fluência compreensível em qualquer lugar com algum passado nas costas.
Não é todo dia que as metáforas gastas traduzem alguma verdade. No caso em questão, contudo, é desnecessário evitar os adjetivos mais claros. Todo mundo está cansado de saber que o violonista Alberto Silveira é bom de mira. Pois ‘Baleadeira’ acerta bem no alvo.
Quinta Instrumental com Alberto Silveira:
27 de setembro, às 20 horas, no Teatro João Costa (Centro Cultural de Aracaju). 

Alberto Silveira se  apresenta hoje na  Quinta Instrumental do Centro Cultural de Aracaju. Entre todos os motivos recomendando a experiência no coração da cidade, o tiro certeiro do seu único disco lançado até agora – um documento lavrado com os calos nas pontas dos dedos, dando ciência da boa música realizada na aldeia.
‘Baleadeira’ (2015), primeiro registro com a assinatura de Alberto Silveira, transforma em gesto a potência latente nas sempre oportunas aparições do músico – uma promessa pronunciada desde a revelação promovida pelo Festival Aperipê de Música, em 2010. Pedra cheirando a sangue. Desde então, ficou estabelecido em tácito consenso que a música instrumental realizada na aldeia contava com seis cordas de aço e, ainda mais importante, um compositor de primeira grandeza, sem nenhuma pose de erudição.
Do xote agalopado (um híbrido de acento blues) que batiza o EP, ao desfecho fracamente devotado a certo pendor interiorano, os temas aqui relacionados foram todos arranjados para dar relevo ao dedilhado ágil do violão. Ponto para a produção de Thiago Ribeiro, que aposta na simplicidade quase rude do instrumento para ressaltar a levada contagiante das composições.
Folk/pop/regional. Seria temerário eleger um gênero para acomodar todo o esforço criativo de Alberto Silveira. Mais proveitoso é perceber as diversas influências reunidas de modo personalíssimo, obra e graça de um compositor aparentemente cônscio de propósitos e intenções. Há uma pitada de bluegrass em quase todas as faixas, mas é na conciliação de vocabulários distintos e patadas vigorosas que Alberto constrói a própria linguagem, de uma fluência compreensível em qualquer lugar com algum passado nas costas.
Não é todo dia que as metáforas gastas traduzem alguma verdade. No caso em questão, contudo, é desnecessário evitar os adjetivos mais claros. Todo mundo está cansado de saber que o violonista Alberto Silveira é bom de mira. Pois ‘Baleadeira’ acerta bem no alvo.
Quinta Instrumental com Alberto Silveira:
27 de setembro, às 20 horas, no Teatro João Costa (Centro Cultural de Aracaju).