Dias contados

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Publicada em 27/09/2018 às 07:29:00

 

Em termos práticos, o governo Te
mer jamais passou de um inter
valo. A reforma trabalhista, o seu único feito, por exemplo, não chegou nem perto de atacar o desemprego. E, no entanto, os indesejados no primeiro escalão da República não abrem mão de fixar metas e realizar projeções tendo em visto o futuro pós-eleitoral do País. A população, contudo, nunca fez cerimônia para expressar a insatisfação com o atual estado de coisas, conta os dias até ver Temer e os seus ministros pelas costas.
Ontem, o ministro Raul Jungmann, da Segurança Pública, vocalizou uma ambiciosa meta, tendo em vista a redução de homicídios no Brasil – O país mais violento do mundo. De fato, a média de 63 mil assassinatos por ano registrada no País reclama providências urgentes. Mas não deixa de ser curioso que, após o fracasso da intervenção federal no Rio de Janeiro, as autoridades ainda não admitam a própria incompetência para lidar com o problema.
A situação não é nova. O Brasil registrou mais mortes violentas de 2011 a 2015 do que a Síria, um país em guerra, no mesmo período. Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública sugerem que, enquanto o sistema carcerário nacional implodia, sem nenhuma providência, como demonstra o déficit de pelo menos 300 mil vagas, o crime organizado prosperou como nunca.
Hoje, as facções criminosas funcionam como uma espécie de estado paralelo, com poder de vida e morte sobre a população e atuação em todo o território nacional. Nesse contexto, as diversas razões por trás da justa comoção que sucedeu o assassinato da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro, não se sobrepõem ao único fato acima de qualquer controvérsia: a violência é hoje uma realidade conhecida de perto por quase todos no Brasil.
A propósito, alguém poderia reclamar ao ministro Jungmann: O assassinato da vereadora carioca permanece impune, seis meses após o atentado.

Em termos práticos, o governo Te mer jamais passou de um inter valo. A reforma trabalhista, o seu único feito, por exemplo, não chegou nem perto de atacar o desemprego. E, no entanto, os indesejados no primeiro escalão da República não abrem mão de fixar metas e realizar projeções tendo em visto o futuro pós-eleitoral do País. A população, contudo, nunca fez cerimônia para expressar a insatisfação com o atual estado de coisas, conta os dias até ver Temer e os seus ministros pelas costas.
Ontem, o ministro Raul Jungmann, da Segurança Pública, vocalizou uma ambiciosa meta, tendo em vista a redução de homicídios no Brasil – O país mais violento do mundo. De fato, a média de 63 mil assassinatos por ano registrada no País reclama providências urgentes. Mas não deixa de ser curioso que, após o fracasso da intervenção federal no Rio de Janeiro, as autoridades ainda não admitam a própria incompetência para lidar com o problema.
A situação não é nova. O Brasil registrou mais mortes violentas de 2011 a 2015 do que a Síria, um país em guerra, no mesmo período. Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública sugerem que, enquanto o sistema carcerário nacional implodia, sem nenhuma providência, como demonstra o déficit de pelo menos 300 mil vagas, o crime organizado prosperou como nunca.
Hoje, as facções criminosas funcionam como uma espécie de estado paralelo, com poder de vida e morte sobre a população e atuação em todo o território nacional. Nesse contexto, as diversas razões por trás da justa comoção que sucedeu o assassinato da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro, não se sobrepõem ao único fato acima de qualquer controvérsia: a violência é hoje uma realidade conhecida de perto por quase todos no Brasil.
A propósito, alguém poderia reclamar ao ministro Jungmann: O assassinato da vereadora carioca permanece impune, seis meses após o atentado.