Roubo das urnas: Galindo se entrega com o filho e ex-secretário

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Publicada em 28/09/2018 às 07:16:00

 

Gabriel Damásio
Mais três réus con
denados pelo 
roubo e destruição de urnas eleitorais do Fórum Dom Juvêncio de Brito, em Canindé do São Francisco (Sertão), ocorrido no dia 10 de março de 1997, se entregaram à Polícia Federal e começaram a cumprir suas penas. Por volta das 10h de ontem, o ex-prefeito Genivaldo Galindo da Silva compareceu à Superintendência Estadual do órgão, no Siqueira Campos (zona oeste de Aracaju) e se apresentou para cumprir o mandado de prisão expedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além dos advogados, ele estava acompanhado do filho, Genilson Galindo Chaves, e de seu ex-secretário Carlos Roberto Damasceno, que também se entregaram. 
Os três foram permaneceram na sede da PF por cerca de uma hora, passando por providências burocráticas. Em seguida, eles foram mandados para a sede do Instituto Médico Legal (IML), onde fizeram um exame de corpo delito, e em seguida transferidos para o Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria (zona sul). Nenhum dos réus quis falar com os jornalistas ao longo do trajeto e o ex-prefeito foi quem demonstrou mais incômodo com a abordagem dos repórteres. Em todo o tempo, eles não foram algemados, mas eram levados no banco de trás das viaturas da PF. 
Galindo, Genilson e Damasceno foram condenados a cumprir penas entre seis e oito anos de prisão pelo crime de furto, com base na sentença expedida em 2005 pelo juiz eleitoral Sérgio Menezes Lucas, à época titular da 28ª Zona Eleitoral, em Canindé. Esta sentença foi parcialmente mantida em definitivo pelo pleno do TSE, em julgamento no último dia 13. Na mesma semana, o ministro Luiz Roberto Barroso expediu uma carta de ordem ao juízo da zona, ordenando a prisão dos réus e a execução das penas. 
O quarto condenado do processo, o policial Álvaro Bento dos Santos, que era delegado titular de Canindé na época, se entregou na última segunda-feira à PF e já está detido no Compajaf. Ainda restam se apresentar o sobrinho de Galindo, José Milton Galindo Ramos, e o ex-secretário municipal Marcos Fernandes Nunes, o 'Marcos Munganga'. A previsão é de que se eles apresentem hoje à Polícia Federal. Os advogados de defesa dos réus impetraram novos recursos junto ao TSE para revogar as prisões, alegando que a pena determinada inicialmente era no regime semiaberto, hoje inexistente no sistema prisional sergipano, e não no regime fechado, considerado mais grave.
O início do cumprimento das sentenças de condenação acontece mais de 21 anos depois do crime e de todos os seus desdobramentos jurídicos e policiais. Na sentença original, todos os réus foram condenados a penas entre nove e 16 anos de prisão, pelos crimes de roubo e destruição de urna. No entanto, o crime de destruição de urna foi declarado prescrito em um embargo de declaração acolhido pelo TRE, o que fez as penas serem diminuídas em até três anos. Persistiu, no entanto a condenação pelo crime de roubo. Todos chegaram a ser presos em dezembro de 2010 para cumprimento da sentença, mas foram soltos três dias depois por uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). 
O crime aconteceu quando um grupo de homens armados e vestidos com fardas camufladas invadiu o Fórum Dom Juvêncio de Brito, em Canindé do São Francisco (Sertão), entrou no gabinete do juiz da comarca e levou 58 urnas de lona com todas as cédulas de papel utilizadas e apuradas na eleição municipal de 1996. Segundo os autos do processo, ficou comprovado que a tomada das urnas eleitorais foi planejada e executada pelo grupo de Galindo, que foi eleito prefeito eleito de Canindé em 1996 e pretendia impedir a recontagem dos votos da eleição. O procedimento tinha sido pedido e conseguido judicialmente por seu então adversário, Jorge Carvalho, que suspeitava de fraudes cometidas durante o pleito para garantir a eleição de Galindo. 
Outros três acusados foram arrolados e condenados pelo crime. O funcionário público José Élio Avelino obteve uma pena menor, de quatro anos, cumpriu-a no semiaberto já foi excluído do processo, por ter colaborado com as investigações. Hoje, ele está em liberdade. O ex-vereador Manoel Paciência da Silva, o 'Doutor', morreu em 2017, após sofrer um acidente de carro na Rota do Sertão, em Ribeirópolis. E o empresário Floro Calheiros Barbosa - então secretário de Finanças da gestão Galindo e acusado por outros crimes de corrupção e pistolagem - também morreu, em 2011, durante um confronto armado com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) no interior da Bahia.

Mais três réus con denados pelo  roubo e destruição de urnas eleitorais do Fórum Dom Juvêncio de Brito, em Canindé do São Francisco (Sertão), ocorrido no dia 10 de março de 1997, se entregaram à Polícia Federal e começaram a cumprir suas penas. Por volta das 10h de ontem, o ex-prefeito Genivaldo Galindo da Silva compareceu à Superintendência Estadual do órgão, no Siqueira Campos (zona oeste de Aracaju) e se apresentou para cumprir o mandado de prisão expedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além dos advogados, ele estava acompanhado do filho, Genilson Galindo Chaves, e de seu ex-secretário Carlos Roberto Damasceno, que também se entregaram. 
Os três foram permaneceram na sede da PF por cerca de uma hora, passando por providências burocráticas. Em seguida, eles foram mandados para a sede do Instituto Médico Legal (IML), onde fizeram um exame de corpo delito, e em seguida transferidos para o Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria (zona sul). Nenhum dos réus quis falar com os jornalistas ao longo do trajeto e o ex-prefeito foi quem demonstrou mais incômodo com a abordagem dos repórteres. Em todo o tempo, eles não foram algemados, mas eram levados no banco de trás das viaturas da PF. 
Galindo, Genilson e Damasceno foram condenados a cumprir penas entre seis e oito anos de prisão pelo crime de furto, com base na sentença expedida em 2005 pelo juiz eleitoral Sérgio Menezes Lucas, à época titular da 28ª Zona Eleitoral, em Canindé. Esta sentença foi parcialmente mantida em definitivo pelo pleno do TSE, em julgamento no último dia 13. Na mesma semana, o ministro Luiz Roberto Barroso expediu uma carta de ordem ao juízo da zona, ordenando a prisão dos réus e a execução das penas. 
O quarto condenado do processo, o policial Álvaro Bento dos Santos, que era delegado titular de Canindé na época, se entregou na última segunda-feira à PF e já está detido no Compajaf. Ainda restam se apresentar o sobrinho de Galindo, José Milton Galindo Ramos, e o ex-secretário municipal Marcos Fernandes Nunes, o 'Marcos Munganga'. A previsão é de que se eles apresentem hoje à Polícia Federal. Os advogados de defesa dos réus impetraram novos recursos junto ao TSE para revogar as prisões, alegando que a pena determinada inicialmente era no regime semiaberto, hoje inexistente no sistema prisional sergipano, e não no regime fechado, considerado mais grave.
O início do cumprimento das sentenças de condenação acontece mais de 21 anos depois do crime e de todos os seus desdobramentos jurídicos e policiais. Na sentença original, todos os réus foram condenados a penas entre nove e 16 anos de prisão, pelos crimes de roubo e destruição de urna. No entanto, o crime de destruição de urna foi declarado prescrito em um embargo de declaração acolhido pelo TRE, o que fez as penas serem diminuídas em até três anos. Persistiu, no entanto a condenação pelo crime de roubo. Todos chegaram a ser presos em dezembro de 2010 para cumprimento da sentença, mas foram soltos três dias depois por uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). 
O crime aconteceu quando um grupo de homens armados e vestidos com fardas camufladas invadiu o Fórum Dom Juvêncio de Brito, em Canindé do São Francisco (Sertão), entrou no gabinete do juiz da comarca e levou 58 urnas de lona com todas as cédulas de papel utilizadas e apuradas na eleição municipal de 1996. Segundo os autos do processo, ficou comprovado que a tomada das urnas eleitorais foi planejada e executada pelo grupo de Galindo, que foi eleito prefeito eleito de Canindé em 1996 e pretendia impedir a recontagem dos votos da eleição. O procedimento tinha sido pedido e conseguido judicialmente por seu então adversário, Jorge Carvalho, que suspeitava de fraudes cometidas durante o pleito para garantir a eleição de Galindo. 
Outros três acusados foram arrolados e condenados pelo crime. O funcionário público José Élio Avelino obteve uma pena menor, de quatro anos, cumpriu-a no semiaberto já foi excluído do processo, por ter colaborado com as investigações. Hoje, ele está em liberdade. O ex-vereador Manoel Paciência da Silva, o 'Doutor', morreu em 2017, após sofrer um acidente de carro na Rota do Sertão, em Ribeirópolis. E o empresário Floro Calheiros Barbosa - então secretário de Finanças da gestão Galindo e acusado por outros crimes de corrupção e pistolagem - também morreu, em 2011, durante um confronto armado com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) no interior da Bahia.