Na bala

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Publicada em 29/09/2018 às 07:27:00

 

Uma tragédia como o massacre 
de Columbine, em território 
americano, não ocorre sem precedentes. Por trás do gesto alucinado do estudante capaz de abrir fogo contra dezenas de colegas, sem oferecer nenhuma chance de defesa, há uma cultura inteira. Não por acaso, justamente agora, quando a disputa presidencial é pautada pelo discurso beligerante de certo candidato, os brasileiros vivem tragédia em tudo parecida.
Um estudante de 15 anos disparou contra colegas de classe na manhã da última sexta-feira em Medianeira, município localizado no oeste Paraná, próximo a Foz do Iguaçu. Três colegas do atirador foram atingidos, mas passam bem. Embora o número de vítimas dê a impressão de uma ocorrência menor, sem maior significado, convém ficar atento aos sinais.
O Atlas da violência 2018 possui uma série de recortes reveladores. Entre todos os dados relacionados à questão da violência e a criminalidade, no entanto, chama atenção aquele que talvez aponte a principal razão de tanto sangue: há relação direta entre o número de homicídios e a facilidade de acesso a armas de fogo.
Olho por olho, dente por dente. Embora não seja razoável colocar o incidente na conta pessoal do candidato à presidência Jair Bolsonaro, é perfeitamente justo lembrar que a sua campanha tem como pedra do toque a mais franca beligerância. Fala-se aqui do senhor das armas, defensor do "excludente de ilicitude", um eufemismo para o justiçamento, para quem bandido bom é bandido morto e o problema da violência se resolve na bala.

Uma tragédia como o massacre  de Columbine, em território  americano, não ocorre sem precedentes. Por trás do gesto alucinado do estudante capaz de abrir fogo contra dezenas de colegas, sem oferecer nenhuma chance de defesa, há uma cultura inteira. Não por acaso, justamente agora, quando a disputa presidencial é pautada pelo discurso beligerante de certo candidato, os brasileiros vivem tragédia em tudo parecida.
Um estudante de 15 anos disparou contra colegas de classe na manhã da última sexta-feira em Medianeira, município localizado no oeste Paraná, próximo a Foz do Iguaçu. Três colegas do atirador foram atingidos, mas passam bem. Embora o número de vítimas dê a impressão de uma ocorrência menor, sem maior significado, convém ficar atento aos sinais.
O Atlas da violência 2018 possui uma série de recortes reveladores. Entre todos os dados relacionados à questão da violência e a criminalidade, no entanto, chama atenção aquele que talvez aponte a principal razão de tanto sangue: há relação direta entre o número de homicídios e a facilidade de acesso a armas de fogo.
Olho por olho, dente por dente. Embora não seja razoável colocar o incidente na conta pessoal do candidato à presidência Jair Bolsonaro, é perfeitamente justo lembrar que a sua campanha tem como pedra do toque a mais franca beligerância. Fala-se aqui do senhor das armas, defensor do "excludente de ilicitude", um eufemismo para o justiçamento, para quem bandido bom é bandido morto e o problema da violência se resolve na bala.