Candidatos prometem empregos para combater pobreza

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O candidato Valadares Filho durante a campanha eleitoral em Aracaju
O candidato Valadares Filho durante a campanha eleitoral em Aracaju

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Publicada em 01/10/2018 às 14:11:00

 

Gabriel Damásio
Uma pesquisa divul
gada em maio des
te ano pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que 240.668 sergipanos vivem hoje em situação de extrema pobreza. Segundo os critérios adotados pelo Banco Mundial, são as pessoas que vivem e sustentam suas famílias recebendo menos de R$ 136 por mês. O total cresceu cerca de 22% entre 2016 e 2017, devido a fatores como desaquecimento da economia, fechamento de empresas e atrasos nos pagamentos de salários e direitos. 
O problema é considerado preocupante pelos três principais candidatos ao governo do estado, eles não citam muitas medidas diretas para enfrentá-lo. Em seus programas oficiais de governo, apresentados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), as propostas de combate à pobreza aparecem mais associadas a medidas de assistência social, habitação, infraestrutura e geração de emprego e renda. O JORNAL DO DIA fez um levantamento dos planos de governo dos concorrentes que aparecem praticamente empatados nas pesquisas de intenção de voto. 
Valadares - Líder das pesquisas, o candidato Valadares Filho (PSB) fala em "consolidar a Política de Assistência Social, de forma integrada com outras políticas como saúde, educação, cultura e habitação, fortalecendo a transversalidade, na busca pela inclusão social e melhoria da qualidade de vida da população". Uma das propostas está em aumentar os recursos do orçamento para o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), além de integrar as ações do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e ampliar a atuação dos programas oficiais de inclusão social, como o Bolsa Família, o Mão Amiga e o Programa de Aquisição de Alimentos (PPA). 
O candidato socialista afirma ainda em seu plano que irá ampliar a oferta de cursos profissionalizantes e preparatórios para mulheres presas, adolescentes em conflito com a lei e pessoas de baixa renda ou em situação de carência. Outra proposta é firmar parcerias com as prefeituras dos municípios para desenvolver as chamadas 'Frentes de Trabalho', "ofertando ocupação temporária, exclusivamente a cidadãos em vulnerabilidade social, para realização de tarefas emergenciais em equipamentos e serviços públicos, com transparência e controle social". 
Belivaldo - O governador Belivaldo Chagas (PSD), que concorre à reeleição, é o que mais dedica espaço à área de inclusão social em seu plano de governo. Ele afirma que pretende consolidar a atual política de assistência social o governo e aprovar, na Assembleia Legislativa, uma Lei Estadual da Assistência Social, "que dará ênfase à questão do Co-financiamento estadual da Proteção Social Especial de Média e da alta complexidade". Será criado ainda um indicador estadual de vulnerabilidade social e de condição de pobreza multidimensional, que servirá de base para o mapeamento geográfico dos serviços socioassistenciais a serem prestados.
A política de combate à pobreza de Belivaldo dará ênfase à geração de empregos, com a ampliação e a modernização das unidades do Sistema Nacional de Emprego (SINE), que além de manter um banco de vagas, prioriza a educação profissional como instrumento de emancipação humana e de valorização do fator trabalho no processo produtivo. Serão criados ainda os "Grupos de Trabalhos Solidários", compostos por trabalhadores contratados de forma temporária, com vistas à realização de mutirões e ações nas áreas de infraestrutura habitação, cuidados sociais, etc.
Belivaldo propõe ainda uma melhor estruturação do Sistema Único de Assistência Social e a criação de serviços regionalizados de atendimento às crianças, adolescentes, idosos, mulheres e outros segmentos vítimas de violência, maus tratos, abuso e negligência; além de garantir o atendimento a pessoas e famílias em situação de rua na unidade estadual de Acolhimento. Políticas especiais de Direitos Humanos também serão implementadas, como a criação da Casa da Mulher Sergipana e de um Fundo Estadual da Política das Mulheres, ações voltadas à comunidade LGBT, inclusão de pessoas com deficiência e a expansão da rede de Centros de convivência e Qualidade de Vida do Idoso numa perspectiva regional, mediante a construção de equipamentos sociais, visando atender a demanda crescente de idosos através de serviços especializados. O Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional e o Programa Estadual de Aquisição de Alimentos, baseado na compra direta, serão igualmente fortalecidos. 
Amorim - O candidato Eduardo Amorim (PSDB) pretende, em sua área de inclusão social, "estimular e fortalecer políticas públicas voltadas à inclusão social, igualdade de gêneros e à diversidade assegurando a promoção da cidadania e da dignidade humana", bem como minimizar a fome e a exploração do trabalho infantil" e "assegurar o acesso dos sergipanos mais pobres a serviços públicos de boa qualidade". Entre as medidas propostas em seu plano de governo, está a melhoria da gestão dos programas sociais do governo, além do aumento do investimento em ações governamentais de combate à fome e à pobreza, e a criação de uma política estadual de transferência de rendas, em parceria com o Governo Federal.
Amorim propõe ainda a criação de "oportunidades de trabalho e de obtenção de renda da população, mediante ações de desenvolvimento integrado e sustentado", com base nas potencialidades econômicas de cada região do estado. Também será criado o programa "Jovens Alfabetizadores" - "Alfabetização Solidária", voltado para a alfabetização de adultos e desenvolvido em parceria com a iniciativa privada, universidades e organizações não-governamentais. 
Serão criados ainda um programa de primeiro emprego para jovens e uma linha de crédito para associações comunitárias ou organizações não governamentais, visando financiar a melhoria de habitações e áreas para pequenos negócios nos bairros ou aglomerações urbanas, com prioridade na contratação de jovens desempregados dos municípios onde serão realizadas as obras. O empreendedorismo e a atuação das mulheres no mercado de trabalho também estarão estimulados no programa tucano, que promete "políticas públicas de igualdade para as mulheres reconhecendo as desigualdades econômicas e políticas entre homens e mulheres".

Uma pesquisa divul gada em maio des te ano pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que 240.668 sergipanos vivem hoje em situação de extrema pobreza. Segundo os critérios adotados pelo Banco Mundial, são as pessoas que vivem e sustentam suas famílias recebendo menos de R$ 136 por mês. O total cresceu cerca de 22% entre 2016 e 2017, devido a fatores como desaquecimento da economia, fechamento de empresas e atrasos nos pagamentos de salários e direitos. 
O problema é considerado preocupante pelos três principais candidatos ao governo do estado, eles não citam muitas medidas diretas para enfrentá-lo. Em seus programas oficiais de governo, apresentados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), as propostas de combate à pobreza aparecem mais associadas a medidas de assistência social, habitação, infraestrutura e geração de emprego e renda. O JORNAL DO DIA fez um levantamento dos planos de governo dos concorrentes que aparecem praticamente empatados nas pesquisas de intenção de voto. 

Valadares - Líder das pesquisas, o candidato Valadares Filho (PSB) fala em "consolidar a Política de Assistência Social, de forma integrada com outras políticas como saúde, educação, cultura e habitação, fortalecendo a transversalidade, na busca pela inclusão social e melhoria da qualidade de vida da população". Uma das propostas está em aumentar os recursos do orçamento para o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), além de integrar as ações do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e ampliar a atuação dos programas oficiais de inclusão social, como o Bolsa Família, o Mão Amiga e o Programa de Aquisição de Alimentos (PPA). 
O candidato socialista afirma ainda em seu plano que irá ampliar a oferta de cursos profissionalizantes e preparatórios para mulheres presas, adolescentes em conflito com a lei e pessoas de baixa renda ou em situação de carência. Outra proposta é firmar parcerias com as prefeituras dos municípios para desenvolver as chamadas 'Frentes de Trabalho', "ofertando ocupação temporária, exclusivamente a cidadãos em vulnerabilidade social, para realização de tarefas emergenciais em equipamentos e serviços públicos, com transparência e controle social". 

Belivaldo - O governador Belivaldo Chagas (PSD), que concorre à reeleição, é o que mais dedica espaço à área de inclusão social em seu plano de governo. Ele afirma que pretende consolidar a atual política de assistência social o governo e aprovar, na Assembleia Legislativa, uma Lei Estadual da Assistência Social, "que dará ênfase à questão do Co-financiamento estadual da Proteção Social Especial de Média e da alta complexidade". Será criado ainda um indicador estadual de vulnerabilidade social e de condição de pobreza multidimensional, que servirá de base para o mapeamento geográfico dos serviços socioassistenciais a serem prestados.
A política de combate à pobreza de Belivaldo dará ênfase à geração de empregos, com a ampliação e a modernização das unidades do Sistema Nacional de Emprego (SINE), que além de manter um banco de vagas, prioriza a educação profissional como instrumento de emancipação humana e de valorização do fator trabalho no processo produtivo. Serão criados ainda os "Grupos de Trabalhos Solidários", compostos por trabalhadores contratados de forma temporária, com vistas à realização de mutirões e ações nas áreas de infraestrutura habitação, cuidados sociais, etc.
Belivaldo propõe ainda uma melhor estruturação do Sistema Único de Assistência Social e a criação de serviços regionalizados de atendimento às crianças, adolescentes, idosos, mulheres e outros segmentos vítimas de violência, maus tratos, abuso e negligência; além de garantir o atendimento a pessoas e famílias em situação de rua na unidade estadual de Acolhimento. Políticas especiais de Direitos Humanos também serão implementadas, como a criação da Casa da Mulher Sergipana e de um Fundo Estadual da Política das Mulheres, ações voltadas à comunidade LGBT, inclusão de pessoas com deficiência e a expansão da rede de Centros de convivência e Qualidade de Vida do Idoso numa perspectiva regional, mediante a construção de equipamentos sociais, visando atender a demanda crescente de idosos através de serviços especializados. O Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional e o Programa Estadual de Aquisição de Alimentos, baseado na compra direta, serão igualmente fortalecidos. 

Amorim - O candidato Eduardo Amorim (PSDB) pretende, em sua área de inclusão social, "estimular e fortalecer políticas públicas voltadas à inclusão social, igualdade de gêneros e à diversidade assegurando a promoção da cidadania e da dignidade humana", bem como minimizar a fome e a exploração do trabalho infantil" e "assegurar o acesso dos sergipanos mais pobres a serviços públicos de boa qualidade". Entre as medidas propostas em seu plano de governo, está a melhoria da gestão dos programas sociais do governo, além do aumento do investimento em ações governamentais de combate à fome e à pobreza, e a criação de uma política estadual de transferência de rendas, em parceria com o Governo Federal.
Amorim propõe ainda a criação de "oportunidades de trabalho e de obtenção de renda da população, mediante ações de desenvolvimento integrado e sustentado", com base nas potencialidades econômicas de cada região do estado. Também será criado o programa "Jovens Alfabetizadores" - "Alfabetização Solidária", voltado para a alfabetização de adultos e desenvolvido em parceria com a iniciativa privada, universidades e organizações não-governamentais. 
Serão criados ainda um programa de primeiro emprego para jovens e uma linha de crédito para associações comunitárias ou organizações não governamentais, visando financiar a melhoria de habitações e áreas para pequenos negócios nos bairros ou aglomerações urbanas, com prioridade na contratação de jovens desempregados dos municípios onde serão realizadas as obras. O empreendedorismo e a atuação das mulheres no mercado de trabalho também estarão estimulados no programa tucano, que promete "políticas públicas de igualdade para as mulheres reconhecendo as desigualdades econômicas e políticas entre homens e mulheres".