Sempre é tempo de ouvir Tom Jobim

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Rebeca e Ricardo Vieira dedicam um disco inteiro à obra do maestro Tom Jobim
Rebeca e Ricardo Vieira dedicam um disco inteiro à obra do maestro Tom Jobim

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Publicada em 02/10/2018 às 06:23:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Um amigo questio
na, afetando preo
cupação com o curso dos acontecimentos: Tom Jobim, a essa altura do campeonato? Eu respondo, com a expressão sorridente de um Buda Deitado: Mais do que nunca, Tom Jobim.
O Brasil é desde sempre uma Terra em Transe. Desde a chegada das caravelas, um milagre lavrado a sangue gentio. Nem por isso a sensibilidade nativa tem de se ater exclusivamente às cores da violência. Tom Jobim, por exemplo, teve a coragem de inventar uma paisagem sonora repleta de tons amenos. Com o maestro, a Música Popular Brasileira descobriu como o Rio de Janeiro (e, por extensão, o País inteiro) pode ser bonito - Sem um pingo de ufanismo.
Agora, Rebeca e Ricardo Vieira dedicam um disco inteiro à obra de Tom, um ponto fora da reta. As palavras de ordem ecoando a torto e direito exigem posturas, cobram filiação. O Duo Vieira responde a seu modo, com protestos de beleza. Aparentemente, a música é o seu único partido.
O disco- 'Pérolas para Jobim' é desde já um sucesso. A campanha de financiamento coletivo do disco, encerrada há poucos dias, ultrapassou a meta de arrecadação. A expectativa mais razoável é de um registro impecável, pontuado por rompantes de grande erudição.
Segundo o sete cordas Ricardo Vieira, tudo se resume a uma investigação de natureza lírica. "Nesse projeto, temos o objetivo de expressar, através da nossa fusão, as intenções do compositor, as suas inspirações, desejos e características típicas da música daquele período, bem como o seu apreço pelas belezas naturais da cidade maravilhosa".
Ninguém perde por esperar. Quem duvida, tem de conferir o canal do Duo Vieira, ancorado no Youtube, onde os músicos divulgaram os primeiros resultados do trabalho em progresso. A paisagem carioca ganha, assim, os contornos de uma cidade de sentidos puros, misturando memória afetiva com a potência de uma música de altura impossível, um depoimento de fé absoluta na beleza, no amor e na vida, como a dizer: "Minha alma canta!", repetindo os versos imortais do maestro Tom Jobim.

Um amigo questio na, afetando preo cupação com o curso dos acontecimentos: Tom Jobim, a essa altura do campeonato? Eu respondo, com a expressão sorridente de um Buda Deitado: Mais do que nunca, Tom Jobim.
O Brasil é desde sempre uma Terra em Transe. Desde a chegada das caravelas, um milagre lavrado a sangue gentio. Nem por isso a sensibilidade nativa tem de se ater exclusivamente às cores da violência. Tom Jobim, por exemplo, teve a coragem de inventar uma paisagem sonora repleta de tons amenos. Com o maestro, a Música Popular Brasileira descobriu como o Rio de Janeiro (e, por extensão, o País inteiro) pode ser bonito - Sem um pingo de ufanismo.
Agora, Rebeca e Ricardo Vieira dedicam um disco inteiro à obra de Tom, um ponto fora da reta. As palavras de ordem ecoando a torto e direito exigem posturas, cobram filiação. O Duo Vieira responde a seu modo, com protestos de beleza. Aparentemente, a música é o seu único partido.

O disco- 'Pérolas para Jobim' é desde já um sucesso. A campanha de financiamento coletivo do disco, encerrada há poucos dias, ultrapassou a meta de arrecadação. A expectativa mais razoável é de um registro impecável, pontuado por rompantes de grande erudição.
Segundo o sete cordas Ricardo Vieira, tudo se resume a uma investigação de natureza lírica. "Nesse projeto, temos o objetivo de expressar, através da nossa fusão, as intenções do compositor, as suas inspirações, desejos e características típicas da música daquele período, bem como o seu apreço pelas belezas naturais da cidade maravilhosa".
Ninguém perde por esperar. Quem duvida, tem de conferir o canal do Duo Vieira, ancorado no Youtube, onde os músicos divulgaram os primeiros resultados do trabalho em progresso. A paisagem carioca ganha, assim, os contornos de uma cidade de sentidos puros, misturando memória afetiva com a potência de uma música de altura impossível, um depoimento de fé absoluta na beleza, no amor e na vida, como a dizer: "Minha alma canta!", repetindo os versos imortais do maestro Tom Jobim.