Violência e droga

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 03/10/2018 às 07:05:00

 

Para reduzir o número alarman
te de homicídios cometidos 
em Sergipe, a Secretaria de Segurança Pública investe contra o tráfico de drogas. Ainda é cedo para dizer se a estratégia vai dar certo. A relação entre o comércio ilegal de entorpecentes, um mercado em franca expansão, e o crescimento da violência, no entanto, está mais do que provada.
É certo que a polícia sergipana age dentro dos limites estritos da própria competência, muita limitada. Uma abordagem mais ambiciosa e ousada do problema seria responsabilidade do Governo Federal. Infelizmente, as propostas dos candidatos à presidência da República pecam por previsíveis, repetem modelos fracassados, chovem no molhado.
Já passou da hora de as autoridades da segurança pública repensarem a política de guerra às drogas. O flagelo das drogas, com todas as consequências derivadas do consumo irresponsável, é uma questão de saúde pública, não vai acabar no calor da bala. E o perfil dos presos brasileiros, sem estudo e as oportunidades necessárias para ingressar no mercado formal de trabalho (apenas 13% dos presos têm alguma formação educacional e somente 20% trabalham), sugere quem paga pela omissão. Sobra sempre para o vapor barato.
O tráfico de drogas é o crime que mais condena brasileiros ao xilindró. Isso, apesar da falência apontada pela Organização das Nações Unidas, que já sugeriu a descriminalização do consumo de entorpecentes em documento público. Os objetivos da guerra às drogas nunca serão cumpridos. E as penas aplicadas, como pode ser constatado em qualquer cadeia tupiniquim, servem apenas para recrutar soldados para as fileiras do crime, vão além de qualquer razoabilidade.

Para reduzir o número alarman te de homicídios cometidos  em Sergipe, a Secretaria de Segurança Pública investe contra o tráfico de drogas. Ainda é cedo para dizer se a estratégia vai dar certo. A relação entre o comércio ilegal de entorpecentes, um mercado em franca expansão, e o crescimento da violência, no entanto, está mais do que provada.
É certo que a polícia sergipana age dentro dos limites estritos da própria competência, muita limitada. Uma abordagem mais ambiciosa e ousada do problema seria responsabilidade do Governo Federal. Infelizmente, as propostas dos candidatos à presidência da República pecam por previsíveis, repetem modelos fracassados, chovem no molhado.
Já passou da hora de as autoridades da segurança pública repensarem a política de guerra às drogas. O flagelo das drogas, com todas as consequências derivadas do consumo irresponsável, é uma questão de saúde pública, não vai acabar no calor da bala. E o perfil dos presos brasileiros, sem estudo e as oportunidades necessárias para ingressar no mercado formal de trabalho (apenas 13% dos presos têm alguma formação educacional e somente 20% trabalham), sugere quem paga pela omissão. Sobra sempre para o vapor barato.
O tráfico de drogas é o crime que mais condena brasileiros ao xilindró. Isso, apesar da falência apontada pela Organização das Nações Unidas, que já sugeriu a descriminalização do consumo de entorpecentes em documento público. Os objetivos da guerra às drogas nunca serão cumpridos. E as penas aplicadas, como pode ser constatado em qualquer cadeia tupiniquim, servem apenas para recrutar soldados para as fileiras do crime, vão além de qualquer razoabilidade.