Em defesa das prerrogativas, OAB/SE realiza desagravo público em frente ao COPE

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Manifestação dos advogados na frente do Cope
Manifestação dos advogados na frente do Cope

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Publicada em 04/10/2018 às 07:02:00

 

Nesta quarta-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil, em Sergipe, interveio novamente na defesa dos direitos da advocacia. Dessa vez, o desagravo público em favor dos advogados Alan Almeida Sales de Campos e Ana Carolina Menezes Moura, que tiveram as prerrogativas infringidas por integrantes do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), foi realizado em frente à sua sede.
O ato de repúdio se deu por conta da inadmissão à busca de conhecimento dos advogados sobre os processos de seus clientes. Ao tentarem galgar informações no COPE, os profissionais foram tratados duramente, sofrendo agressões verbais e ofensas pelo delegado responsável. Além de sua entrada, também foi negado, no momento, o pedido de chamado à OAB, para a garantia de seus direitos de exercício da profissão. Insistindo na entrada ao recinto, Alan ainda recebeu voz de prisão do delegado.
Ao realizar a leitura do desagravo, o presidente da OAB/SE, Inácio Krauss, afirmou que a seccional mantém firme o seu compromisso com a defesa da advocacia. "A OAB atua para assegurar o respeito às prerrogativas dos advogados e advogadas. E tenham certeza que, independente de gestão, uma vez que essas garantias sejam violadas, a OAB estará presente para restabelecer a dignidade da advocacia".
Aprovado com unanimidade na reunião ordinária do Conselho Pleno da OAB/SE, em setembro, o desagravo foi relatado por Robson Santos, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem. Para ele, a OAB não é apenas um órgão de classe, e, ao longo de sua trajetória, a Ordem constituiu em seus pilares a defesa da sociedade. "É importante que esse ato sirva de lição para que a entidade co-autora perceba que a advocacia não merece desrespeito e que não calarão a nossa voz".
O advogado desagravado Alan Sales expressou felicidade por ter a classe presente para prestigiar a ele e à Ana Carolina, também desagravada, além de toda a advocacia, profissão que entende como detentora do papel institucional da defesa do cidadão. "Muitos não entendem o que é prerrogativa, acham que é privilégio. Jamais. A prerrogativa nos dá paridade de armas", atesta, explicando que a palavra é o instrumento do seu ofício.
Já Ana Carolina acredita que a ocasião é momento para a união da advocacia, uma vez que a ação violenta poderia acontecer com qualquer colega. "Esse desagravo não é só meu e de Alan, é de toda classe. Nós não podemos permitir a criminalização da advocacia".

Nesta quarta-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil, em Sergipe, interveio novamente na defesa dos direitos da advocacia. Dessa vez, o desagravo público em favor dos advogados Alan Almeida Sales de Campos e Ana Carolina Menezes Moura, que tiveram as prerrogativas infringidas por integrantes do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), foi realizado em frente à sua sede.
O ato de repúdio se deu por conta da inadmissão à busca de conhecimento dos advogados sobre os processos de seus clientes. Ao tentarem galgar informações no COPE, os profissionais foram tratados duramente, sofrendo agressões verbais e ofensas pelo delegado responsável. Além de sua entrada, também foi negado, no momento, o pedido de chamado à OAB, para a garantia de seus direitos de exercício da profissão. Insistindo na entrada ao recinto, Alan ainda recebeu voz de prisão do delegado.
Ao realizar a leitura do desagravo, o presidente da OAB/SE, Inácio Krauss, afirmou que a seccional mantém firme o seu compromisso com a defesa da advocacia. "A OAB atua para assegurar o respeito às prerrogativas dos advogados e advogadas. E tenham certeza que, independente de gestão, uma vez que essas garantias sejam violadas, a OAB estará presente para restabelecer a dignidade da advocacia".
Aprovado com unanimidade na reunião ordinária do Conselho Pleno da OAB/SE, em setembro, o desagravo foi relatado por Robson Santos, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem. Para ele, a OAB não é apenas um órgão de classe, e, ao longo de sua trajetória, a Ordem constituiu em seus pilares a defesa da sociedade. "É importante que esse ato sirva de lição para que a entidade co-autora perceba que a advocacia não merece desrespeito e que não calarão a nossa voz".
O advogado desagravado Alan Sales expressou felicidade por ter a classe presente para prestigiar a ele e à Ana Carolina, também desagravada, além de toda a advocacia, profissão que entende como detentora do papel institucional da defesa do cidadão. "Muitos não entendem o que é prerrogativa, acham que é privilégio. Jamais. A prerrogativa nos dá paridade de armas", atesta, explicando que a palavra é o instrumento do seu ofício.
Já Ana Carolina acredita que a ocasião é momento para a união da advocacia, uma vez que a ação violenta poderia acontecer com qualquer colega. "Esse desagravo não é só meu e de Alan, é de toda classe. Nós não podemos permitir a criminalização da advocacia".