Moradores do sertão voltam a ficar sem água

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No final da tarde, técnicos da Deso conseguiram recuperar a adutora
No final da tarde, técnicos da Deso conseguiram recuperar a adutora

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Publicada em 04/10/2018 às 07:15:00

 

No início da noite de ontem moradores das cidades de Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora Aparecida, São Miguel do Aleixo, Frei Paulo, Pedra Mole, Carira, Pinhão e Feira Nova, além do conjunto Cohab, Alto de Glória, hospitais e presídios da região, começaram gradativamente a identificar o reestabelecimento de água potável. De acordo com a direção da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), o sistema ficou suspenso por mais de vinte horas em virtude de um rompimento registrado nas adutoras do semiárido e sertaneja. Diante da representatividade do problema, a falta de água nas torneiras atingiu diretamente mais de 150 mil sergipanos.
Na perspectiva de minimizar os riscos de novo rompimento, peritos do Governo do Estado, através da própria Deso, estão intensificando as análises do problema e devem apresentar um laudo detalhado em até 15 dias. O que tira o sossego dos moradores, em especial os de Nossa Senhora da Glória, é que a interrupção do sistema costuma ser rotineiro. Em menos de um ano o sistema foi interrompido ao menos em quatro ocasiões, sendo elas em: 18 de novembro de 2017, 16 de julho e 11 de agosto deste ano. Por telefone, a comerciante Laura Leite lamenta a sequência de interrupções e pede qualificação integral do sistema.
 "A impressão que nos passa é que a cada dois meses a adutora ou qualquer outro problema desse fornecimento é detectado e toda a população fica sem água. Muitas vezes essa demora ocorre mais de um dia e para quem depende do comércio como minha família, a situação fica difícil. Não basta fazer serviço de remendo no sistema, é preciso melhorar ele por inteiro ou senão ficaremos vivenciando essa situação por muitos outros anos", lamentou a comerciante que já havia buscado o Jornal do Dia em ocasiões anteriores para denunciar a vulnerabilidade do serviço.
Ainda de acordo com Laura Leite, a população pede ainda que o poder executivo municipal e todos os vereadores busquem intensificar os diálogos com a direção da Deso a fim de promover a melhoria do serviço. "Não adianta apenas nós moradores cobrar esse desejo que é coletivo; precisamos ainda do apoio dos nossos vereadores, prefeito e deputados estaduais que foram eleitos para trabalhar de acordo com as nossas necessidades. Esperamos que esse tipo de problema não volte a ocorre este ou nos próximos meses", disse. (Milton Alves Júnior)

No início da noite de ontem moradores das cidades de Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora Aparecida, São Miguel do Aleixo, Frei Paulo, Pedra Mole, Carira, Pinhão e Feira Nova, além do conjunto Cohab, Alto de Glória, hospitais e presídios da região, começaram gradativamente a identificar o reestabelecimento de água potável. De acordo com a direção da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), o sistema ficou suspenso por mais de vinte horas em virtude de um rompimento registrado nas adutoras do semiárido e sertaneja. Diante da representatividade do problema, a falta de água nas torneiras atingiu diretamente mais de 150 mil sergipanos.
Na perspectiva de minimizar os riscos de novo rompimento, peritos do Governo do Estado, através da própria Deso, estão intensificando as análises do problema e devem apresentar um laudo detalhado em até 15 dias. O que tira o sossego dos moradores, em especial os de Nossa Senhora da Glória, é que a interrupção do sistema costuma ser rotineiro. Em menos de um ano o sistema foi interrompido ao menos em quatro ocasiões, sendo elas em: 18 de novembro de 2017, 16 de julho e 11 de agosto deste ano. Por telefone, a comerciante Laura Leite lamenta a sequência de interrupções e pede qualificação integral do sistema.
 "A impressão que nos passa é que a cada dois meses a adutora ou qualquer outro problema desse fornecimento é detectado e toda a população fica sem água. Muitas vezes essa demora ocorre mais de um dia e para quem depende do comércio como minha família, a situação fica difícil. Não basta fazer serviço de remendo no sistema, é preciso melhorar ele por inteiro ou senão ficaremos vivenciando essa situação por muitos outros anos", lamentou a comerciante que já havia buscado o Jornal do Dia em ocasiões anteriores para denunciar a vulnerabilidade do serviço.
Ainda de acordo com Laura Leite, a população pede ainda que o poder executivo municipal e todos os vereadores busquem intensificar os diálogos com a direção da Deso a fim de promover a melhoria do serviço. "Não adianta apenas nós moradores cobrar esse desejo que é coletivo; precisamos ainda do apoio dos nossos vereadores, prefeito e deputados estaduais que foram eleitos para trabalhar de acordo com as nossas necessidades. Esperamos que esse tipo de problema não volte a ocorre este ou nos próximos meses", disse. (Milton Alves Júnior)