Educação democrática

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Publicada em 04/10/2018 às 07:33:00

 

O acirramento dos embates ide
ológicos e eleitorais ameaça o 
espírito cívico que deveria alimentar os debates relacionados à chamada festa da democracia. A situação é mais grave nos municípios interioranos, onde impera um clima de ódio político que obriga a presença ostensiva das forças policiais. Nenhuma cidade brasileira, contudo, está hoje a salvo da intolerância. Mesmo nos grandes centros urbanos, a proximidade do pleito provoca uma animosidade primitiva, muitas vezes estimulada por lideranças partidárias.
Não há outra razão para a operação de guerra montada pelos tribunais regionais eleitorais, tendo em vista a tranquilidade do pleito. Este ano, o TRE de Sergipe abriu mão de solicitar o auxílio das tropas federais. Mesmo assim, cerca de três mil policiais militares, guardas municipais e soldados do Corpo de Bombeiros estarão encarregados da segurança nas ruas e zonas eleitorais; Além disso, 700 homens do 28º Batalhão de Caçadores estarão de prontidão no quartel, prontos para garantir a ordem.
Melhor assim. O princípio democrático pressupõe que a liberdade de um é também a liberdade de todos. Se for vontade da sociedade, é preciso permitir que as minorias de hoje se tornem a maioria de amanhã, e isso não apenas em relação à representação política, mas também quanto ao diálogo em espaço público, aberto à busca do bem comum e a promoção da verdadeira cidadania. Há que se observar, portanto, o respeito ao contraditório.
É certo que os eleitores gozam de certo poder de decisão. Todavia, os embates próprios da democracia não permanecem restritos à disputa partidária e o período eleitoral. De fato, essas a compõem, mas o processo democrático também permeia os debates, ações políticas dos cidadãos com diferentes tendências ideológicas e a atuações dos três Poderes que constituem o Estado Democrático de Direito. Não há elemento dispensável em tal equação. Contra o estampido bruto da violência, a educação será sempre o melhor remédio.

O acirramento dos embates ide ológicos e eleitorais ameaça o  espírito cívico que deveria alimentar os debates relacionados à chamada festa da democracia. A situação é mais grave nos municípios interioranos, onde impera um clima de ódio político que obriga a presença ostensiva das forças policiais. Nenhuma cidade brasileira, contudo, está hoje a salvo da intolerância. Mesmo nos grandes centros urbanos, a proximidade do pleito provoca uma animosidade primitiva, muitas vezes estimulada por lideranças partidárias.
Não há outra razão para a operação de guerra montada pelos tribunais regionais eleitorais, tendo em vista a tranquilidade do pleito. Este ano, o TRE de Sergipe abriu mão de solicitar o auxílio das tropas federais. Mesmo assim, cerca de três mil policiais militares, guardas municipais e soldados do Corpo de Bombeiros estarão encarregados da segurança nas ruas e zonas eleitorais; Além disso, 700 homens do 28º Batalhão de Caçadores estarão de prontidão no quartel, prontos para garantir a ordem.
Melhor assim. O princípio democrático pressupõe que a liberdade de um é também a liberdade de todos. Se for vontade da sociedade, é preciso permitir que as minorias de hoje se tornem a maioria de amanhã, e isso não apenas em relação à representação política, mas também quanto ao diálogo em espaço público, aberto à busca do bem comum e a promoção da verdadeira cidadania. Há que se observar, portanto, o respeito ao contraditório.
É certo que os eleitores gozam de certo poder de decisão. Todavia, os embates próprios da democracia não permanecem restritos à disputa partidária e o período eleitoral. De fato, essas a compõem, mas o processo democrático também permeia os debates, ações políticas dos cidadãos com diferentes tendências ideológicas e a atuações dos três Poderes que constituem o Estado Democrático de Direito. Não há elemento dispensável em tal equação. Contra o estampido bruto da violência, a educação será sempre o melhor remédio.