O exemplo do SUS

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Publicada em 06/10/2018 às 07:14:00

 

Que a assistência médica pres-
tada aos sergipanos por meio 
do Sistema Único de Saúde deixa muito a desejar, não é novidade pra ninguém. Quanto mais complexo o tratamento, maior a dificuldade. Pacientes oncológicos, por exemplo, comem o pão que o diabo amassou. Muitas vezes, os profissionais médicos e os gestores do segmento têm participação direta no óbice de atendimento. Mas a falta de investimento em tecnologia, em âmbito nacional, também tem culpa no cartório.
Ontem, por exemplo, a Secretaria de Estado da Saúde voltou a realizar o exame de ressonância magnética. É certo que o serviço foi interrompido por um período muito além do razoável, em prejuízo de centenas de assistidos. Mas, a bem da verdade, o contratempo se deu por motivo de força maior. O equipamento indispensável ao exame não funcionaria sem a reposição de uma peça danificada por desgaste, que só é fabricada no exterior.
Neste particular, não é justo culpar o SUS, ou mesmo a SES, pela indesejável suspensão do exame. A questão é muito mais abrangente. Embora os gestores locais talvez devessem ser mais céleres na solução do problema, a falta de tecnologia é um dado negligenciado pelo Governo Federal, desde sempre. Nesse contexto, de um país exportador de bananas, nada mais natural do que oferecer à população um tratamento médico precário.
Com a efetivação do SUS, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo com mais de 150 milhões de habitantes comprometido com a oferta de saúde universal. Não é pouco. Trata-se de garantir desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral e gratuito para toda a população do país. Quem aguarda atendimento nas unidades sobrecarregadas país afora certamente se surpreenderia com a informação, mas isso bastou para transformar o SUS em referência mundial em saúde pública.
Faltam recursos e tecnologia, como é observado mais uma vez em Sergipe, mas a política do SUS é um exemplo para o resto do mundo.

Que a assistência médica pres- tada aos sergipanos por meio  do Sistema Único de Saúde deixa muito a desejar, não é novidade pra ninguém. Quanto mais complexo o tratamento, maior a dificuldade. Pacientes oncológicos, por exemplo, comem o pão que o diabo amassou. Muitas vezes, os profissionais médicos e os gestores do segmento têm participação direta no óbice de atendimento. Mas a falta de investimento em tecnologia, em âmbito nacional, também tem culpa no cartório.
Ontem, por exemplo, a Secretaria de Estado da Saúde voltou a realizar o exame de ressonância magnética. É certo que o serviço foi interrompido por um período muito além do razoável, em prejuízo de centenas de assistidos. Mas, a bem da verdade, o contratempo se deu por motivo de força maior. O equipamento indispensável ao exame não funcionaria sem a reposição de uma peça danificada por desgaste, que só é fabricada no exterior.
Neste particular, não é justo culpar o SUS, ou mesmo a SES, pela indesejável suspensão do exame. A questão é muito mais abrangente. Embora os gestores locais talvez devessem ser mais céleres na solução do problema, a falta de tecnologia é um dado negligenciado pelo Governo Federal, desde sempre. Nesse contexto, de um país exportador de bananas, nada mais natural do que oferecer à população um tratamento médico precário.
Com a efetivação do SUS, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo com mais de 150 milhões de habitantes comprometido com a oferta de saúde universal. Não é pouco. Trata-se de garantir desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral e gratuito para toda a população do país. Quem aguarda atendimento nas unidades sobrecarregadas país afora certamente se surpreenderia com a informação, mas isso bastou para transformar o SUS em referência mundial em saúde pública.
Faltam recursos e tecnologia, como é observado mais uma vez em Sergipe, mas a política do SUS é um exemplo para o resto do mundo.