Renovação no Senado exigirá mais de novo presidente do país

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Publicada em 09/10/2018 às 06:36:00

 

Karine Mello 
Agência Brasil 
 
Com mais partidos representados e menos parlamentares conhecidos na composição, o Senado passou por uma grande renovação neste pleito 2018. Dos 32 que tentaram renovar os mandatos, somente oito conseguiram. A partir de fevereiro de 2019, a Casa terá senadores distribuídos em 21 legendas. Em 2015, eram 15.
Entre as novidades, Podemos, PSL, PHS, Pros, PRP, PTC e Solidariedade - que não tinham representantes em 2015 - agora têm um cada. A Rede, presentada até então pelo senador Randolfe Rodrigues, reeleito anteontem (7), cresceu e agora terá outros quatro nomes. Já o PCdoB e PSOL ficaram sem representantes.
Segundo o cientista político da Universidade de Brasília Waldir Pucci, o aspecto positivo de tantos outros partidos com representação na Casa é o fato de isso mostrar a diversidade da sociedade no país. "Mas falando em governabilidade, que é o que interessa, o novo presidente [da República] terá uma dificuldade maior de negociação. Quanto maior número de partidos, naturalmente maior o número de conversas e convencimentos ele terá de fazer", explica. Para ele, a grande questão é como esse convencimento será feito. "Se pela política tradicional, pelo toma lá dá cá ou com ideias. A governabilidade é bem mais difícil nesse cenário."

Com mais partidos representados e menos parlamentares conhecidos na composição, o Senado passou por uma grande renovação neste pleito 2018. Dos 32 que tentaram renovar os mandatos, somente oito conseguiram. A partir de fevereiro de 2019, a Casa terá senadores distribuídos em 21 legendas. Em 2015, eram 15.
Entre as novidades, Podemos, PSL, PHS, Pros, PRP, PTC e Solidariedade - que não tinham representantes em 2015 - agora têm um cada. A Rede, presentada até então pelo senador Randolfe Rodrigues, reeleito anteontem (7), cresceu e agora terá outros quatro nomes. Já o PCdoB e PSOL ficaram sem representantes.
Segundo o cientista político da Universidade de Brasília Waldir Pucci, o aspecto positivo de tantos outros partidos com representação na Casa é o fato de isso mostrar a diversidade da sociedade no país. "Mas falando em governabilidade, que é o que interessa, o novo presidente [da República] terá uma dificuldade maior de negociação. Quanto maior número de partidos, naturalmente maior o número de conversas e convencimentos ele terá de fazer", explica. Para ele, a grande questão é como esse convencimento será feito. "Se pela política tradicional, pelo toma lá dá cá ou com ideias. A governabilidade é bem mais difícil nesse cenário."