Pablo Vittar em carne e osso

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Sem blá, blá, blá
Sem blá, blá, blá

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Publicada em 10/10/2018 às 09:25:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Pablo Vittar não é me
lhor nem pior, em 
comparação com a média do pop globalizado made in Brasil. Pretende uma carreira de sucessos descartáveis, ancorados na produção de clipes bombados no Youtube, destinados ao consumo ligeiro e a satisfação imediata. Lógica fast food. Nenhuma novidade. E, no entanto, é forçoso admitir, a face da cantora vem sobressaindo, cada vez mais distinta, no mar de feições em tudo parecidas que povoam a sub cultura da celebridade.
A atitude lacradora de Vittar não difere em nada da persona ostentada por tantas cantoras do gênero. Figurino, maquiagem, coreografias, gestos e declarações públicas seguem à risca o manual das poderosas. Se a música e a trajetória da artista é a mais conformada, e não justifica o volume do "oba, oba" celebrando a aparição, a explicação para o assombro computado em shares e views nas plaformas de streaming deve ser procurada na própria - Pablo Vittar em carne e osso.
Vittar é talvez a encarnação mais pronta e acabada dos valores emergentes aqui e agora. Tentativas anteriores, mais ou menos frustradas, falharam onde a drag acerta em cheio, sem fazer esforço: Ao invés de formulações elaboradas e, muitas vezes, francamente desastradas (vide o lamentável episódio Hooker X Matogrosso), no lugar de discursos em favor da diversidade e muito blá, blá, blá, Pablo Vittar diz tudo com o próprio corpo, empenhada em rebolar.
Goste-se ou não da música de Vittar, refrões pegajosos, dos quais ninguém lembrará em poucos meses, o seu rebolado é mais que um poema. E é sambando na cara da sociedade que ela se afirma artisticamente, e assim causa.
Isso tudo eu já disse e repeti, em mais de uma oportunidade. Mas a moça acaba de lançar disco novo, em momento sensível para as liberdades individuais, as mais caras à militância LGBTQ+. O registro, certamente não se atém aos embates em curso na flor dos dias, um trabalho artístico de gosto duvidoso. Mas se servir para aborrecer os simpatizantes de certa candidatura à presidência, de inspiração fascista, pra mim está muito bem.

Pablo Vittar não é me lhor nem pior, em  comparação com a média do pop globalizado made in Brasil. Pretende uma carreira de sucessos descartáveis, ancorados na produção de clipes bombados no Youtube, destinados ao consumo ligeiro e a satisfação imediata. Lógica fast food. Nenhuma novidade. E, no entanto, é forçoso admitir, a face da cantora vem sobressaindo, cada vez mais distinta, no mar de feições em tudo parecidas que povoam a sub cultura da celebridade.
A atitude lacradora de Vittar não difere em nada da persona ostentada por tantas cantoras do gênero. Figurino, maquiagem, coreografias, gestos e declarações públicas seguem à risca o manual das poderosas. Se a música e a trajetória da artista é a mais conformada, e não justifica o volume do "oba, oba" celebrando a aparição, a explicação para o assombro computado em shares e views nas plaformas de streaming deve ser procurada na própria - Pablo Vittar em carne e osso.
Vittar é talvez a encarnação mais pronta e acabada dos valores emergentes aqui e agora. Tentativas anteriores, mais ou menos frustradas, falharam onde a drag acerta em cheio, sem fazer esforço: Ao invés de formulações elaboradas e, muitas vezes, francamente desastradas (vide o lamentável episódio Hooker X Matogrosso), no lugar de discursos em favor da diversidade e muito blá, blá, blá, Pablo Vittar diz tudo com o próprio corpo, empenhada em rebolar.
Goste-se ou não da música de Vittar, refrões pegajosos, dos quais ninguém lembrará em poucos meses, o seu rebolado é mais que um poema. E é sambando na cara da sociedade que ela se afirma artisticamente, e assim causa.
Isso tudo eu já disse e repeti, em mais de uma oportunidade. Mas a moça acaba de lançar disco novo, em momento sensível para as liberdades individuais, as mais caras à militância LGBTQ+. O registro, certamente não se atém aos embates em curso na flor dos dias, um trabalho artístico de gosto duvidoso. Mas se servir para aborrecer os simpatizantes de certa candidatura à presidência, de inspiração fascista, pra mim está muito bem.