Economista de Bolsonaro, Guedes nega estudar volta da CPMF

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Publicada em 10/10/2018 às 09:27:00

 

Cristina Indio do Brasil 
Agência Brasil
 
O economista Paulo Guedes, que comanda o núcleo econômico da campanha do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, desmentiu ontem (9) a proposta de retomar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o imposto do cheque. Ele ficou ao lado do candidato na primeira entrevista concedida após o resutlado do dia 7.
Em entrevista ao site UOL, à Rádio Jovem Pan e ao Pânico, transmitida ao vivo, Guedes afirmou que estuda a proposta do seu colega Marcos Cintra de criar um imposto único. Segundo ele, a fórmula é a favor dos mais pobres, pois elimina os impostos indiretos, que são regressivos, e permite simplificar tudo em uma única alíquota.
Guedes disse ter sido mal interpretado durante palestra fechada e organizada por uma empresa de aconselhamento e gestão de fortunas familiares, em setembro, e que estava analisando duas propostas: ir para o imposto único federal, com a base no valor adicionado, ou uma outra, com base nas transações financeiras.
Segundo o economista, o estudo de Cintra prevê imposto único com alíquota de 15%, mas ele decidiu encampar a proposta com 20%. "Isso que o Jair está falando que vai ter isenção para todo mundo e depois é 20%, na proposta dele era 15%, eu é que fui conservador e disse vamos manter em 20%. O que está se falando aí, é um absurdo, é equivocado, é de gente despreparada vazando coisa que não conhece."
Mercado - Ao defender o aumento da competitividade no mercado brasileiro, Guedes criticou a concentração de recursos no governo federal nos últimos 20 anos, que teria favorecido grandes grupos financeiros e empresariais e criado carteis, porém ressaltou que os orçamentos incluíram políticas públicas. "Essas políticas públicas, evidentemente, serão mantidas, o Bolsa Família como disse o Jair vai ser aumentado."
Para o economista, a concentração de recursos no governo federal é característica de sistema social democrata. "O dinheiro está concentrado e aí faz um pouco de assistencialismo com o andar de baixo e faz alguns grandes negócios com o andar de cima, em vez de focar na criação de uma classe média emergente, na competição do mercado, do preço razoável quando tem uma competição. Não é isso que tem acontecido no Brasil. A economia do Brasil é uma das mais fechadas do mundo."
Guedes disse que o caminho da prosperidade é o de grandes nações que foram construídas por meio de mecanismos de inclusão social. Apontou que "a maior ferramenta" para criar dignidade e riqueza é a economia de mercado.
"Chineses, soviéticos, ex-socialistas, vítimas do socialismo que mergulharam nos mercados globais e estão escapando da miséria, enquanto isso estamos fechando e cartelizando a nossa economia", afirmou o economista, informando que a eleição de 2018 é baseada em princípios e valores, por isso não adianta fazer "pegadinhas" sobre economia.
Privatizações - Além da entrevista, Guedes acompanhou Bolsonaro em encontro na casa do empresário Paulo Marinho, na zona sul do Rio de Janeiro, onde o candidato gravou programas eleitorais. Ao falar com jornalistas, o economista voltou a defender a privatização de empresas estatais argumentandi que o país já está atrasado no que classificou de uma reforma do Estado.
"Em vez do Estado-empresário, em vez de recursos centralizados no governo federal, fazendo estádio de futebol, tem que descentralizar esses poderes. Tem que acelerar as privatizações para continuar a reforma do Estado", disse.
Sobre a reforma da Previdência, Paulo Guedes disse que, antes de tudo é uma questão política, mas que, como economista, acredita que quanto mais cedo elas foram feitas melhor para a saúde financeira do país.
"Nós estamos atrasados", concluiu.

O economista Paulo Guedes, que comanda o núcleo econômico da campanha do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, desmentiu ontem (9) a proposta de retomar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o imposto do cheque. Ele ficou ao lado do candidato na primeira entrevista concedida após o resutlado do dia 7.
Em entrevista ao site UOL, à Rádio Jovem Pan e ao Pânico, transmitida ao vivo, Guedes afirmou que estuda a proposta do seu colega Marcos Cintra de criar um imposto único. Segundo ele, a fórmula é a favor dos mais pobres, pois elimina os impostos indiretos, que são regressivos, e permite simplificar tudo em uma única alíquota.
Guedes disse ter sido mal interpretado durante palestra fechada e organizada por uma empresa de aconselhamento e gestão de fortunas familiares, em setembro, e que estava analisando duas propostas: ir para o imposto único federal, com a base no valor adicionado, ou uma outra, com base nas transações financeiras.
Segundo o economista, o estudo de Cintra prevê imposto único com alíquota de 15%, mas ele decidiu encampar a proposta com 20%. "Isso que o Jair está falando que vai ter isenção para todo mundo e depois é 20%, na proposta dele era 15%, eu é que fui conservador e disse vamos manter em 20%. O que está se falando aí, é um absurdo, é equivocado, é de gente despreparada vazando coisa que não conhece."

Mercado - Ao defender o aumento da competitividade no mercado brasileiro, Guedes criticou a concentração de recursos no governo federal nos últimos 20 anos, que teria favorecido grandes grupos financeiros e empresariais e criado carteis, porém ressaltou que os orçamentos incluíram políticas públicas. "Essas políticas públicas, evidentemente, serão mantidas, o Bolsa Família como disse o Jair vai ser aumentado."
Para o economista, a concentração de recursos no governo federal é característica de sistema social democrata. "O dinheiro está concentrado e aí faz um pouco de assistencialismo com o andar de baixo e faz alguns grandes negócios com o andar de cima, em vez de focar na criação de uma classe média emergente, na competição do mercado, do preço razoável quando tem uma competição. Não é isso que tem acontecido no Brasil. A economia do Brasil é uma das mais fechadas do mundo."
Guedes disse que o caminho da prosperidade é o de grandes nações que foram construídas por meio de mecanismos de inclusão social. Apontou que "a maior ferramenta" para criar dignidade e riqueza é a economia de mercado.
"Chineses, soviéticos, ex-socialistas, vítimas do socialismo que mergulharam nos mercados globais e estão escapando da miséria, enquanto isso estamos fechando e cartelizando a nossa economia", afirmou o economista, informando que a eleição de 2018 é baseada em princípios e valores, por isso não adianta fazer "pegadinhas" sobre economia.

Privatizações - Além da entrevista, Guedes acompanhou Bolsonaro em encontro na casa do empresário Paulo Marinho, na zona sul do Rio de Janeiro, onde o candidato gravou programas eleitorais. Ao falar com jornalistas, o economista voltou a defender a privatização de empresas estatais argumentandi que o país já está atrasado no que classificou de uma reforma do Estado.
"Em vez do Estado-empresário, em vez de recursos centralizados no governo federal, fazendo estádio de futebol, tem que descentralizar esses poderes. Tem que acelerar as privatizações para continuar a reforma do Estado", disse.
Sobre a reforma da Previdência, Paulo Guedes disse que, antes de tudo é uma questão política, mas que, como economista, acredita que quanto mais cedo elas foram feitas melhor para a saúde financeira do país.
"Nós estamos atrasados", concluiu.