Médicos da PMA decidem pela manutenção da greve

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Publicada em 10/10/2018 às 09:51:00

 

De braços cruzados há exatos 83 dias, médicos da rede municipal seguem pressionando a Prefeitura de Aracaju para que aplique um reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Desde o final do semestre passado, alegando dificuldades financeiras, o prefeito Edvaldo Nogueira informa que este ano o reajuste será 'zero' aos servidores, bem como será mantido sistema de Pejotização (PJ) como forma contratual. Diante da postura irredutível da administração municipal aos interesses da classe trabalhadora, na manhã de ontem os médicos ocuparam a Praça General Valadão, centro da capital sergipana, como forma de dialogar com os aracajuanos e intensificar as críticas ao prefeito.
O o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), aproveitou a oportunidade para orientar e assistir a população sobre o câncer de mama e a realização de exames rápidos. Dentro do calendário de greve social, gratuitamente os sindicalistas realizaram testes para aferir a pressão sanguínea, e realizaram o hemoglicoteste - 'teste de glicemia' para checar como anda a saúde das pessoas que transitava pela praça. Dando seguimento à mobilização hoje os médicos voltam ao Ministério Público Estadual (MPE) para uma reunião de mediação extra judicial, com o objetivo de encerrar a greve. A direção sindical diz esperar que uma contraproposta real seja apresentada.
 "Apesar de estarmos esperançosos para participar dessa reunião, não podemos nos antecipar e garantir que estamos prestes a encerrar a greve que se estende desde o final do mês de julho. Já passamos por situações semelhantes anteriormente e o que recebemos de informação é que nenhum dos nossos pedidos seriam atendidos. Reajuste zero, sem concurso público e os postos de saúde com dificuldades estruturais para atender aos sergipanos. Esperamos que nessa quarta a situação seja outra para o bem da categoria e principalmente dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)", declarou o dirigente sindical João Augusto.
Contraponto - Por meio de nota a Secretaria Municipal de Saúde informou que já dialogou com o Sindimed diversas vezes esse ano. Desde fevereiro, os gestores do município se reuniram com representantes do sindicato em 08 de fevereiro; 01 de março; 23 e 28 de maio, 12 de julho, 30 de agosto e 24 de setembro - em média, uma reunião por mês. Durante os encontros, foi demonstrado que não há condições financeiras para conceder o reajuste pleiteado pela categoria. Os documentos comprobatórios também já foram encaminhados para todos os órgãos de controle, inclusive para o Ministério Público.
No início deste mês, a gestão municipal já recorreu à Justiça para que os atendimentos à população sejam restabelecidos pela classe médica. Neste momento, a SMS aguarda apenas a decisão judicial para que sejam tomadas as providências cabíveis. Até o momento, a adesão dos profissionais que atuam nas redes básica e especializada é de aproximadamente 35%, e não houve adesão na rede de urgência e emergência do município. (Milton Alves Júnior)

De braços cruzados há exatos 83 dias, médicos da rede municipal seguem pressionando a Prefeitura de Aracaju para que aplique um reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Desde o final do semestre passado, alegando dificuldades financeiras, o prefeito Edvaldo Nogueira informa que este ano o reajuste será 'zero' aos servidores, bem como será mantido sistema de Pejotização (PJ) como forma contratual. Diante da postura irredutível da administração municipal aos interesses da classe trabalhadora, na manhã de ontem os médicos ocuparam a Praça General Valadão, centro da capital sergipana, como forma de dialogar com os aracajuanos e intensificar as críticas ao prefeito.
O o Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), aproveitou a oportunidade para orientar e assistir a população sobre o câncer de mama e a realização de exames rápidos. Dentro do calendário de greve social, gratuitamente os sindicalistas realizaram testes para aferir a pressão sanguínea, e realizaram o hemoglicoteste - 'teste de glicemia' para checar como anda a saúde das pessoas que transitava pela praça. Dando seguimento à mobilização hoje os médicos voltam ao Ministério Público Estadual (MPE) para uma reunião de mediação extra judicial, com o objetivo de encerrar a greve. A direção sindical diz esperar que uma contraproposta real seja apresentada.
 "Apesar de estarmos esperançosos para participar dessa reunião, não podemos nos antecipar e garantir que estamos prestes a encerrar a greve que se estende desde o final do mês de julho. Já passamos por situações semelhantes anteriormente e o que recebemos de informação é que nenhum dos nossos pedidos seriam atendidos. Reajuste zero, sem concurso público e os postos de saúde com dificuldades estruturais para atender aos sergipanos. Esperamos que nessa quarta a situação seja outra para o bem da categoria e principalmente dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)", declarou o dirigente sindical João Augusto.

Contraponto - Por meio de nota a Secretaria Municipal de Saúde informou que já dialogou com o Sindimed diversas vezes esse ano. Desde fevereiro, os gestores do município se reuniram com representantes do sindicato em 08 de fevereiro; 01 de março; 23 e 28 de maio, 12 de julho, 30 de agosto e 24 de setembro - em média, uma reunião por mês. Durante os encontros, foi demonstrado que não há condições financeiras para conceder o reajuste pleiteado pela categoria. Os documentos comprobatórios também já foram encaminhados para todos os órgãos de controle, inclusive para o Ministério Público.
No início deste mês, a gestão municipal já recorreu à Justiça para que os atendimentos à população sejam restabelecidos pela classe médica. Neste momento, a SMS aguarda apenas a decisão judicial para que sejam tomadas as providências cabíveis. Até o momento, a adesão dos profissionais que atuam nas redes básica e especializada é de aproximadamente 35%, e não houve adesão na rede de urgência e emergência do município. (Milton Alves Júnior)