Quem mais ganhou e perdeu

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O Cabo Didi (Rede), que assumirá mandato de vereador de Aracaju no próximo ano, é filho do coronel reformado da PM, Santana. Ficou em 2016 na 1ª suplência ao ter conquistado nas urnas 1.943 votos.  Nas eleições deste ano foi candidato a deputado federal p
O Cabo Didi (Rede), que assumirá mandato de vereador de Aracaju no próximo ano, é filho do coronel reformado da PM, Santana. Ficou em 2016 na 1ª suplência ao ter conquistado nas urnas 1.943 votos. Nas eleições deste ano foi candidato a deputado federal p

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Publicada em 10/10/2018 às 10:06:00

 

A cada eleição sempre tem os vitorio
sos e os grandes derrotados. No pleito 
de 7 de outubro pode-se dizer que os grandes vitoriosos foram o governador Belivaldo Chagas (PSD), que passou para o 2º turno com o dobro dos votos do seu adversário Valadares Filho (PSB); os senadores eleitos Alessandro Vieira (Rede) e Rogério Carvalho (PT); e as famílias Reis e Mitidieri.
Belivaldo começou a campanha desacreditado, por ser ainda desconhecido da população, e pelo desgaste do governo, do qual era o vice. Não faltou quem acreditasse que o 2º turno seria com os dois candidatos da oposição Valadares Filho e Eduardo Amorim (PSDB). Já com pouco tempo de campanha ele estava em segundo lugar nas pesquisas e na reta final aparecia empatado tecnicamente com Valadares Filho.
Aberta as urnas, Belivaldo ganhou com o dobro dos votos de Valadares Filho. Sem falar que o governador venceu as eleições em 67 dos 75 municípios de Sergipe, inclusive Aracaju; que a sua coligação elegeu um maior número de deputados estaduais e federais, e fez um senador. BC passou confiança para o eleitorado pelos problemas que já resolveu do Estado em apenas cinco meses de gestão.
Os senadores eleitos, delegado Alessandro Vieira e Rogério Carvalho, foram grandes vitoriosos porque as pesquisas de intenções de voto davam os dois fora do páreo do Senado e abertas as urnas, estavam eleitos. Desbancaram nomes como os do senador Valadares (PSB), do deputado federal André Moura (PSC) e do ex-governador Jackson Barreto (MDB), cujas pesquisas mostravam que desses três nomes sairiam os dois senadores por Sergipe.
Os Mitidieri também foram vitoriosos com a reeleição do deputado federal Fábio Mitidieri (PSD), tendo sido o campeão de votos para a Câmara, com 102.899 (10,30%); e a conquista do mandato de deputada estadual para a irmã Maísa Mitidieri (PSD), que foi a segunda mais votada para a Assembleia Legislativa, ao ter conquistado 35.707 votos (3,29%).
Também vitoriosos os Reis de Lagarto, com a reeleição do deputado federal Fábio Reis (MDB), que foi o terceiro mais votado com 64.879 votos (6,50%); e a reeleição da deputada estadual Goretti Reis (PSD).  O ex-deputado federal Sérgio Reis (MDB), irmão de Fábio, ainda apoiou para a Assembleia Legislativa Diná Almeida (Podemos), que também foi vitoriosa nas urnas.
Os maiores derrotados foram o deputado federal Adelson Barreto (PR) e o PRB de Jony Marcos e Heleno Silva. Adelson, que nas eleições de 2014 foi o campeão de votos (mais de 130 mil), no pleito deste ano conquistou nas urnas apenas 23.369 votos. Além de não ter conseguido a reeleição, o seu filho Adelson Barreto Filho (PR) também não foi reeleito, obtendo uma votação pífia (3.606 votos).
Já Jony Marcos, que é presidente do PRB em Sergipe e levou junto com Heleno Silva o partido para a oposição às vésperas das eleições, acabou ficando sem mandato. Ele obteve nas urnas apenas 39.380 votos, não conseguindo a reeleição. Heleno também não foi vitorioso para o Senado e o deputado estadual do partido, Jairo de Glória, também não foi reeleito com a votação de 14.610 votos.
Também foram derrotados Valadares e Jackson Barreto, que devem pendurar as chuteiras após cerca de 50 anos na vida pública. E André Moura, que tinha uma reeleição garantida, mas resolveu voar mais alto no pleito deste ano e acabou perdendo a eleição na reta final da campanha, ficando sem mandato a partir de 1º de janeiro após sucessivos mandatos como prefeito, deputado estadual e deputado federal.
As eleições de 2018 foram mesmo cheias de surpresas...

A cada eleição sempre tem os vitorio sos e os grandes derrotados. No pleito  de 7 de outubro pode-se dizer que os grandes vitoriosos foram o governador Belivaldo Chagas (PSD), que passou para o 2º turno com o dobro dos votos do seu adversário Valadares Filho (PSB); os senadores eleitos Alessandro Vieira (Rede) e Rogério Carvalho (PT); e as famílias Reis e Mitidieri.
Belivaldo começou a campanha desacreditado, por ser ainda desconhecido da população, e pelo desgaste do governo, do qual era o vice. Não faltou quem acreditasse que o 2º turno seria com os dois candidatos da oposição Valadares Filho e Eduardo Amorim (PSDB). Já com pouco tempo de campanha ele estava em segundo lugar nas pesquisas e na reta final aparecia empatado tecnicamente com Valadares Filho.
Aberta as urnas, Belivaldo ganhou com o dobro dos votos de Valadares Filho. Sem falar que o governador venceu as eleições em 67 dos 75 municípios de Sergipe, inclusive Aracaju; que a sua coligação elegeu um maior número de deputados estaduais e federais, e fez um senador. BC passou confiança para o eleitorado pelos problemas que já resolveu do Estado em apenas cinco meses de gestão.
Os senadores eleitos, delegado Alessandro Vieira e Rogério Carvalho, foram grandes vitoriosos porque as pesquisas de intenções de voto davam os dois fora do páreo do Senado e abertas as urnas, estavam eleitos. Desbancaram nomes como os do senador Valadares (PSB), do deputado federal André Moura (PSC) e do ex-governador Jackson Barreto (MDB), cujas pesquisas mostravam que desses três nomes sairiam os dois senadores por Sergipe.
Os Mitidieri também foram vitoriosos com a reeleição do deputado federal Fábio Mitidieri (PSD), tendo sido o campeão de votos para a Câmara, com 102.899 (10,30%); e a conquista do mandato de deputada estadual para a irmã Maísa Mitidieri (PSD), que foi a segunda mais votada para a Assembleia Legislativa, ao ter conquistado 35.707 votos (3,29%).
Também vitoriosos os Reis de Lagarto, com a reeleição do deputado federal Fábio Reis (MDB), que foi o terceiro mais votado com 64.879 votos (6,50%); e a reeleição da deputada estadual Goretti Reis (PSD).  O ex-deputado federal Sérgio Reis (MDB), irmão de Fábio, ainda apoiou para a Assembleia Legislativa Diná Almeida (Podemos), que também foi vitoriosa nas urnas.
Os maiores derrotados foram o deputado federal Adelson Barreto (PR) e o PRB de Jony Marcos e Heleno Silva. Adelson, que nas eleições de 2014 foi o campeão de votos (mais de 130 mil), no pleito deste ano conquistou nas urnas apenas 23.369 votos. Além de não ter conseguido a reeleição, o seu filho Adelson Barreto Filho (PR) também não foi reeleito, obtendo uma votação pífia (3.606 votos).
Já Jony Marcos, que é presidente do PRB em Sergipe e levou junto com Heleno Silva o partido para a oposição às vésperas das eleições, acabou ficando sem mandato. Ele obteve nas urnas apenas 39.380 votos, não conseguindo a reeleição. Heleno também não foi vitorioso para o Senado e o deputado estadual do partido, Jairo de Glória, também não foi reeleito com a votação de 14.610 votos.
Também foram derrotados Valadares e Jackson Barreto, que devem pendurar as chuteiras após cerca de 50 anos na vida pública. E André Moura, que tinha uma reeleição garantida, mas resolveu voar mais alto no pleito deste ano e acabou perdendo a eleição na reta final da campanha, ficando sem mandato a partir de 1º de janeiro após sucessivos mandatos como prefeito, deputado estadual e deputado federal.
As eleições de 2018 foram mesmo cheias de surpresas...

Prefeitos vitoriosos

Quatro prefeitos foram bem sucedidos nas eleições deste ano ao elegerem familiares. São eles: Valmir de Francisquinho (PR-Itabaiana), que elegeu o filho deputado estadual campeão de votos Talysson/PR (42.046 votos); Valmir Monteiro (PSC-Lagarto), que fez o filho Ibrain/PSC deputado estadual (32.059 votos); Airton Martins (MDB-Barra dos Coqueiros), que elegeu o irmão Adailton (PSD) também deputado estadual (22.819 votos); e Diógenes Almeida (MDB-Tobias Barreto), com a eleição da esposa Diná Almeida (Podemos) para uma cadeira na Assembleia, após conquistar 20.862 votos.

Todos eleitos

Parentes dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) também foram eleitos no último domingo. O filho do presidente do TCE, Ulices Andrade, Jeferson Andrade (PSD), foi reeleito deputado estadual com 34.736 votos; o filho do conselheiro Luiz Augusto Ribeiro, o Gustinho Ribeiro (Solidariedade), foi eleito deputado federal; e a conselheira Angélica Guimarães teve o esposo Dr. Vanderbal (PSC) reeleito deputado estadual.

Mais votados em Aracaju

Para o Planalto os mais votados em 7 de outubro foram Jair Bolsonaro/PSL (119.781) e Fernando Haddad/PT (85.326); para o governo Belivaldo Chagas/PSD (87.039) e Valadares Filho/PSB (59.142); para o Senado Alessandro Vieira/Rede (191.909) e Henri Clay/PPL (52.303); para a Câmara dos Deputados Fábio Mitidieri/PSD (15.712) e Laércio Oliveira (13.980); e para a Assembleia Legislativa Gilmar Carvalho/PSC (14.128) e Iran Barbosa/PT (14.099).

Rejeição de veteranos

Com 31.094 votos, a candidata ao Senado, professora Sônia Meire (PSOL), obteve a quinta colocação em Aracaju, ficando à frente de André Moura (30.204), Jackson Barreto (30.009) e Heleno Silva (22.066), que foram sexto, sétimo e oitavo colocados na capital.   

A maldição Temer 1

Com o governo com uma rejeição de mais de 90% da população, o presidente Michel Temer (MDB) viu aliados próximos serem derrotados nas urnas: Henrique Meirelles (MDB), que chegou na sétima posição na disputa para presidente da República (1.288.948); o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que ficou na terceira posição em seu estado para o Senado; o senador  líder do MDB, Romero Jucá (RR), que também não conseguiu a reeleição; e André Moura, que é seu líder no Congresso Nacional, que não foi eleito senador.

A maldição Temer 2

Nas eleições deste ano André, como líder do governo Temer, foi muito prejudicado em Sergipe pelo desgaste e impopularidade do presidente. Mesmo tendo trazido mais de R$ 1,5 bilhão de recursos do governo federal para Sergipe, distribuídos entre os vários municípios, inclusive, a capital, sofreu rejeição e acabou chegando em terceiro lugar na corrida para o Senado.   

Contra-ataque 1

André Moura, que agradece os mais de 250 mil votos que obteve nas urnas, criticou ontem o seu companheiro de chapa para o Senado, Heleno Silva, por tê-lo responsabilizado pela sua derrota e a de Eduardo Amorim. "Faltou ao Pastor Heleno o espírito do competidor. Quem entra numa disputa eleitoral sabe das suas chances. Pode ganhar ou perder, e isso depende de alguns fatores: condições dos adversários, condições do terreno e capacidade própria. Nada disso ele levou em conta".

Contra-ataque 2

Disse ainda André: "Heleno Silva era aliado do governo e aos 45 minutos do segundo tempo mudou de lado. Ele caiu no nosso grupamento de paraquedas. Se não conseguiu se eleger nem reeleger seu estadual e federal, deve colocar a culpa no fato de ter ficado em cima do muro. Numa eleição você precisa ter lado, do contrário a população não lhe dará crédito. Faltou a Heleno posicionar-se. Preservou os antigos aliados, a ponto de nos últimos dias insinuar a tentativa de voltar à antiga casa já no segundo turno, desacreditando na eleição de Eduardo. Passou a atacar o Governo Federal, achando que isso lhe daria cara de oposição. Só confundiu a cabeça do povo".

2º turno 1

Vários prefeitos, deputados e lideranças políticas do agrupamento político de Eduardo Amorim e André Moura já estão sinalizando intenção de apoio a reeleição de Belivaldo Chagas. Os deputados estaduais Venâncio Fonseca (PSC) e Capitão Samuel (PSC) vão apoiar o governador. A deputada estadual eleita Janier Mota (PR), vice-prefeita de Itabaianinha, caminha para apoiar o Galeguinho.

2º turno 2

Não será nenhuma surpresa se André Moura, familiares e aliados próximos também apoiarem Belivaldo Chagas no 2º turno. Assim como o PRB de Heleno Silva e Jony Marcos, que deixaram o governo e foram para a oposição pela vaga de Senador na coligação de Eduardo Amorim. 

Veja essa ...

Do ex-governador Jackson Barreto, à coluna, sobre o resultado das eleições no 1º turno para o governo: "As ações de Belivaldo no governo criaram credibilidade. As pessoas que acompanham a crise têm consciência que não pode governar amadores. Belivaldo aumentou receita, paga 70% dos servidores dentro do mês, tomou providências na saúde. As pessoas passaram a acreditar nele. Eduardo Amorim não convenceu ninguém, tem o estigma do irmão. Valadares Filho muito falante, não passa verdade. As pessoas não se sentem seguras em votar nele. Acham inexperiente por nunca ter trabalhado nem ter sido gestor. Belivaldo conhece a máquina, é bom gestor".    

Curtas

Com a vitória nas urnas dos vereadores Iran Barbosa (PT) e Kitty Lima (Rede) para a Assembleia Legislativa, assumirão suas cadeiras na Câmara de Vereadores de Aracaju em janeiro de 2019 os suplentes Zé Valter (PSD) e Cabo Didi (Rede).

Lagarto elegeu dois deputados federais (Fábio Reis/MDB e Gustinho Ribeiro/Solidariedade) e dois deputados estaduais (Goretti Reis/PSD e Ibrain Monteiro/PSC).

Já Itabaiana elegeu três deputados estaduais, passando a ter a maior representação na Assembleia Legislativa: Talysson de Valmir (PR), Luciano Bispo (MDB) e Maria Mendonça (PSDB). Por dois votos não elegeu o quarto: o folclórico vereador Vardo da Lotérica (PTB), que perdeu a eleição por dois votos para Rodrigo Valadares (PTB).

O vice-presidente nacional do PT, Marcio Macedo, está em São Paulo desde a segunda-feira participando de reuniões da coordenação da campanha de Haddad para o 2º turno a convite do próprio presidenciável.   "Vamos trabalhar com todo o gás para eleger Haddad e Manu e, assim, combatermos o fascismo e fortalecermos a democracia no Brasil".