SALVE O ENGENHEIRO AGRÔNOMO

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Publicada em 15/10/2018 às 10:26:00

 

* Manoel Moacir Costa Macêdo
Louvores a performance da agricultura brasileira tem sido recorrentes, em face dos visíveis e repetidos recordes da safra de grãos a cada ano, da redução dos custos da cesta básica, dos milhões de empregos gerados, da oferta de alimentos baratos, da segurança alimentar, da exportação de commodities agrícolas, do equilíbrio na balança de pagamentos, da redução dos déficits públicos, da captação de recursos para a manutenção de programas sociais relevantes aos socialmente vulneráveis, e da importação de bens de consumo sofisticados aos abastados, entre outras conquistas.
Similares louvores, às organizações de ciência, tecnologia, inovação, assistência técnica, e fomento, no apoio, orientação, e subsídios aos sistemas produtivos manejados pelos atores do agronegócio, da agricultura familiar e do meio ambiente. Acrescentamos ainda, glórias à sustentabilidade, em seus múltiplos espectros, a exemplo da proteção a vegetação nativa e a biodiversidade, realidade demonstrada por organizações acreditadas, que classificam a nação brasileira, como destaque mundial.
No entanto, pouco ou quase nada, se louva o Engenheiro Agrônomo nessa aventura vitoriosa, nem mesmo no seu festivo dia: 12 de outubro, o mesmo da "Criança e da Padroeira do Brasil". Mister referir, ser esse o profissional que lastreia os labores do modo de produzir nas suas múltiplas dimensões, e na diversidade das agriculturas familiar e comercial. Contribuições valiosas e substantivas,advém do silêncio das suas tarefas, no ambiente da pesquisa, da assistência técnica, da extensão rural, do crédito orientado, das políticas públicas, do trato humano com os produtores rurais e os seus familiares, e do "sabor das massas e das maçãs", enfim, dos caminhos complexos, competitivos, e qualificados da "produção, distribuição, comercialização e consumo" no modo de produção da agropecuária nacional. 
Profissional com competências únicas, formado em condições conceituais da cientificidade universitária, à sociabilidade rural e urbana. Preparado para as lides nas interfaces da agricultura com a indústria, da produção comercial e familiar, e do local ao global, entre outros desafios. As suas habilidades ultrapassam o conforto dos ambientes luxuosos do mundo oficial, para se alojar na operabilidade cáustica e dolorosa do mundo real. Isso o torna, um profissional da mudança social, diferenciado e até único na compreensão das relações de produção, e do sentimento espiritual do bem-viver, no campo e na cidade. Em determinadas contingências, o Engenheiro Agrônomo, mesmo na grandeza financeira da agricultura brasileira, assume papéis sacerdotais, desprovido de compensações pecuniárias justas, condições dignas de trabalho, e reconhecimento laboral merecido, pelejando num falso dilema entre o rural e o urbano, o atrasado e o moderno, e o reconhecido e o desprezado. 
Na "modernidade líquida" do consumo artificial desvairado, e desprezo às relações humanas afetivas, agrava esse consentido dilema no imaginário social, como se somente existisse o paraíso artificial, plástico e urbano dos shopping centers. O Engenheiro Agrônomo, nessa atual contingência, merece o reconhecimento e a meritocracia do "oficial e do real", tal qual outros profissionais acreditados pelas elites urbanas. Produzir comida, é produzir riqueza e felicidade. 
O labor do Engenheiro Agrônomo, visível ou oculto, reconhecido ou esquecido, de maneira ímpar, está na essência sublime do reino da vida humana, animal, mineral e vegetal. Ser Engenheiro Agrônomo, é compreender as relações sociais e os seus meios de produção, politizar a consciência cidadã, cuidar do meio ambiente, valorar a riqueza mineral, e promover o pão-de-cada-dia dos humanos e animais. Um profissional da paz, ímpar como poucos, nas lides com as ações da integralidade do bem viver.  
* Manoel Moacir Costa Macêdo, Engenheiro Agrônomo, PhD pela University of Sussex, Brighton, Inglaterra

* Manoel Moacir Costa Macêdo

Louvores a performance da agricultura brasileira tem sido recorrentes, em face dos visíveis e repetidos recordes da safra de grãos a cada ano, da redução dos custos da cesta básica, dos milhões de empregos gerados, da oferta de alimentos baratos, da segurança alimentar, da exportação de commodities agrícolas, do equilíbrio na balança de pagamentos, da redução dos déficits públicos, da captação de recursos para a manutenção de programas sociais relevantes aos socialmente vulneráveis, e da importação de bens de consumo sofisticados aos abastados, entre outras conquistas.
Similares louvores, às organizações de ciência, tecnologia, inovação, assistência técnica, e fomento, no apoio, orientação, e subsídios aos sistemas produtivos manejados pelos atores do agronegócio, da agricultura familiar e do meio ambiente. Acrescentamos ainda, glórias à sustentabilidade, em seus múltiplos espectros, a exemplo da proteção a vegetação nativa e a biodiversidade, realidade demonstrada por organizações acreditadas, que classificam a nação brasileira, como destaque mundial.
No entanto, pouco ou quase nada, se louva o Engenheiro Agrônomo nessa aventura vitoriosa, nem mesmo no seu festivo dia: 12 de outubro, o mesmo da "Criança e da Padroeira do Brasil". Mister referir, ser esse o profissional que lastreia os labores do modo de produzir nas suas múltiplas dimensões, e na diversidade das agriculturas familiar e comercial. Contribuições valiosas e substantivas,advém do silêncio das suas tarefas, no ambiente da pesquisa, da assistência técnica, da extensão rural, do crédito orientado, das políticas públicas, do trato humano com os produtores rurais e os seus familiares, e do "sabor das massas e das maçãs", enfim, dos caminhos complexos, competitivos, e qualificados da "produção, distribuição, comercialização e consumo" no modo de produção da agropecuária nacional. 
Profissional com competências únicas, formado em condições conceituais da cientificidade universitária, à sociabilidade rural e urbana. Preparado para as lides nas interfaces da agricultura com a indústria, da produção comercial e familiar, e do local ao global, entre outros desafios. As suas habilidades ultrapassam o conforto dos ambientes luxuosos do mundo oficial, para se alojar na operabilidade cáustica e dolorosa do mundo real. Isso o torna, um profissional da mudança social, diferenciado e até único na compreensão das relações de produção, e do sentimento espiritual do bem-viver, no campo e na cidade. Em determinadas contingências, o Engenheiro Agrônomo, mesmo na grandeza financeira da agricultura brasileira, assume papéis sacerdotais, desprovido de compensações pecuniárias justas, condições dignas de trabalho, e reconhecimento laboral merecido, pelejando num falso dilema entre o rural e o urbano, o atrasado e o moderno, e o reconhecido e o desprezado. 
Na "modernidade líquida" do consumo artificial desvairado, e desprezo às relações humanas afetivas, agrava esse consentido dilema no imaginário social, como se somente existisse o paraíso artificial, plástico e urbano dos shopping centers. O Engenheiro Agrônomo, nessa atual contingência, merece o reconhecimento e a meritocracia do "oficial e do real", tal qual outros profissionais acreditados pelas elites urbanas. Produzir comida, é produzir riqueza e felicidade. 
O labor do Engenheiro Agrônomo, visível ou oculto, reconhecido ou esquecido, de maneira ímpar, está na essência sublime do reino da vida humana, animal, mineral e vegetal. Ser Engenheiro Agrônomo, é compreender as relações sociais e os seus meios de produção, politizar a consciência cidadã, cuidar do meio ambiente, valorar a riqueza mineral, e promover o pão-de-cada-dia dos humanos e animais. Um profissional da paz, ímpar como poucos, nas lides com as ações da integralidade do bem viver.  

* Manoel Moacir Costa Macêdo, Engenheiro Agrônomo, PhD pela University of Sussex, Brighton, Inglaterra