A causa da infância

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Publicada em 15/10/2018 às 10:31:00

 

Os crimes sem motivação aparen
te têm sempre o potencial de 
deixar as pessoas perplexas. Quando cometidos contra uma criança, desafiam qualquer entendimento. E, no entanto, o absurdo ocorre em todas as partes. O desaparecimento de um menino contando apenas oito anos de idade, no bairro Soledade, periferia de Aracaju, teve desfecho trágico. Encontrado sem vida, após 14 horas de buscas, Ruan Henrique não ganhou presente neste Dia das Crianças. Agora, a família espera o consolo da Justiça para o menino descansar em paz.
Segundo a Polícia Civil, o corpo da vítima não apresenta indício de abuso sexual. A comunidade acredita na hipótese de o menino ter sido atraído para um ritual de magia negra. Independente das circunstâncias relacionados a este caso específico, entretanto, é fato que as autoridades competentes falham na defesa e proteção da infância brasileira. Grande parte das crianças brasileiras são cidadãos de papel, para usar a expressão do escritor e jornalista Gilberto Dimenstein. Embora a legislação em vigor lhes garanta todos os direitos indispensáveis ao exercício pleno da cidadania, meninos e meninas sucumbem à pobreza, à margem das políticas públicas e das garantias constitucionais.
Seis em cada dez crianças no Brasil vivem na pobreza, de acordo com estudo inédito divulgado ontem pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Não bastassem as dificuldades econômicas, entretanto, boa parte dos brasileiros contando até 17 anos ainda são privados de direitos fundamentais, como educação, moradia e saneamento básico. São quase 18 milhões de crianças e adolescentes sobrevivendo como podem, abandonados à própria sorte, sem nenhum amparo.
Neste Dia das Crianças, Ruan Henrique não pode ser considerado mero dado estatístico, apenas mais uma vítima. A família do menino, ferida de morte, o conjunto da sociedade sergipana, estupefata, exigem Justiça.

Os crimes sem motivação aparen te têm sempre o potencial de  deixar as pessoas perplexas. Quando cometidos contra uma criança, desafiam qualquer entendimento. E, no entanto, o absurdo ocorre em todas as partes. O desaparecimento de um menino contando apenas oito anos de idade, no bairro Soledade, periferia de Aracaju, teve desfecho trágico. Encontrado sem vida, após 14 horas de buscas, Ruan Henrique não ganhou presente neste Dia das Crianças. Agora, a família espera o consolo da Justiça para o menino descansar em paz.
Segundo a Polícia Civil, o corpo da vítima não apresenta indício de abuso sexual. A comunidade acredita na hipótese de o menino ter sido atraído para um ritual de magia negra. Independente das circunstâncias relacionados a este caso específico, entretanto, é fato que as autoridades competentes falham na defesa e proteção da infância brasileira. Grande parte das crianças brasileiras são cidadãos de papel, para usar a expressão do escritor e jornalista Gilberto Dimenstein. Embora a legislação em vigor lhes garanta todos os direitos indispensáveis ao exercício pleno da cidadania, meninos e meninas sucumbem à pobreza, à margem das políticas públicas e das garantias constitucionais.
Seis em cada dez crianças no Brasil vivem na pobreza, de acordo com estudo inédito divulgado ontem pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Não bastassem as dificuldades econômicas, entretanto, boa parte dos brasileiros contando até 17 anos ainda são privados de direitos fundamentais, como educação, moradia e saneamento básico. São quase 18 milhões de crianças e adolescentes sobrevivendo como podem, abandonados à própria sorte, sem nenhum amparo.
Neste Dia das Crianças, Ruan Henrique não pode ser considerado mero dado estatístico, apenas mais uma vítima. A família do menino, ferida de morte, o conjunto da sociedade sergipana, estupefata, exigem Justiça.