Ameaçado, ex-candidato do PSL deixa Sergipe

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Publicada em 16/10/2018 às 08:12:00

 

Milton Alves Júnior
Vítima de ataques nas 
redes sociais e amea-
ças de morte, o ex-candidato ao Governo de Sergipe pelo Partido Social Liberal (PSL), Eduardo Cassini, permanece juntamente com a respectiva família fora de território sergipano em virtude do receio de represálias. As ameaças contra a sua integridade física tiveram início na semana passada após o líder majoritário ter anunciado oficialmente o apoio ao presidenciável Fernando Haddad (PT), e não a Jair Bolsonaro, seu então correligionário. Devido ao apoio ao candidato petista, a direção estadual acionou a executiva partidária nacional que decidiu homologar a desfiliação de Cassini do PSL.
Apesar do pouco tempo de campanha, Eduardo Cassini conseguiu conquistar 32.326 votos no primeiro turno das eleições, sendo o sexto colocado entre os nove candidatos que disputaram o Governo do Estado. Vale ressaltar que o candidato oficial até o final da primeira quinzena de setembro era o empresário João Tarantela. Em virtude de desrespeito às normas eleitorais, o Ministério Público Federal, juntamente com o Tribunal Regional Eleitoral, caçaram a chapa majoritária. Com a exclusão de Tarantela, Cassini assumiu o comando da chapa. Segundo avaliação do PSL Sergipe, esse apoio é considerado 'estranho' e 'decepcionante'.
Na última quinta-feira, na sede regional do Partido dos Trabalhadores, em Aracaju, Eduardo Cassini declarou - ao lado de Eliane Aquino, Rogério Carvalho, Silvio Santos, Márcio Macêdo e demais líderes e militantes da legenda, que repensou e reavaliou os projetos de governo propostos para os próximos quatro anos no Brasil, e, por este motivo, sem interferências externa, decidiu oficializar o apoio a Haddad. Ele disse compreender que a cultura do ódio e dos desgastes à democracia soberana nacional está em pleno risco diante da real condição de vitória do ex-colega de Partido, Jair Bolsonaro. Ele não se municiou de críticas ao líder das pesquisas de intenção de voto, mas deixou claro que Haddad é, diante do cenário atual, a melhor opção.
Sobre a decisão, Cassini informou por meio de nota: "sou fiel aos meus valores e a tudo que expus durante a minha campanha, aos meus projetos e à minha história. Se decidi apoiar os candidatos apoiados pelo PT é em razão da compreensão de que o projeto atual deles não conflitava com o meu projeto de Brasil, mesmo havendo discordância em alguns pontos. Entretanto, vi que numa democracia essas discordâncias são debatidas, compreendidas e resolvidas de forma política, não em forma de violência". Paralelo ao apoio à Fernando Haddad, em Sergipe ele declarou apoiar o candidato à reeleição Belivaldo Chagas (PSD).
De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), as denúncias foram protocoladas por meio de Boletim de Ocorrência (BO), e seguem investigadas pelo setor de inteligência da Polícia Civil. Após conclusão do inquérito os detalhes serão oficialmente apresentados às partes envolvidas, bem como à população.

Vítima de ataques nas  redes sociais e amea- ças de morte, o ex-candidato ao Governo de Sergipe pelo Partido Social Liberal (PSL), Eduardo Cassini, permanece juntamente com a respectiva família fora de território sergipano em virtude do receio de represálias. As ameaças contra a sua integridade física tiveram início na semana passada após o líder majoritário ter anunciado oficialmente o apoio ao presidenciável Fernando Haddad (PT), e não a Jair Bolsonaro, seu então correligionário. Devido ao apoio ao candidato petista, a direção estadual acionou a executiva partidária nacional que decidiu homologar a desfiliação de Cassini do PSL.
Apesar do pouco tempo de campanha, Eduardo Cassini conseguiu conquistar 32.326 votos no primeiro turno das eleições, sendo o sexto colocado entre os nove candidatos que disputaram o Governo do Estado. Vale ressaltar que o candidato oficial até o final da primeira quinzena de setembro era o empresário João Tarantela. Em virtude de desrespeito às normas eleitorais, o Ministério Público Federal, juntamente com o Tribunal Regional Eleitoral, caçaram a chapa majoritária. Com a exclusão de Tarantela, Cassini assumiu o comando da chapa. Segundo avaliação do PSL Sergipe, esse apoio é considerado 'estranho' e 'decepcionante'.
Na última quinta-feira, na sede regional do Partido dos Trabalhadores, em Aracaju, Eduardo Cassini declarou - ao lado de Eliane Aquino, Rogério Carvalho, Silvio Santos, Márcio Macêdo e demais líderes e militantes da legenda, que repensou e reavaliou os projetos de governo propostos para os próximos quatro anos no Brasil, e, por este motivo, sem interferências externa, decidiu oficializar o apoio a Haddad. Ele disse compreender que a cultura do ódio e dos desgastes à democracia soberana nacional está em pleno risco diante da real condição de vitória do ex-colega de Partido, Jair Bolsonaro. Ele não se municiou de críticas ao líder das pesquisas de intenção de voto, mas deixou claro que Haddad é, diante do cenário atual, a melhor opção.
Sobre a decisão, Cassini informou por meio de nota: "sou fiel aos meus valores e a tudo que expus durante a minha campanha, aos meus projetos e à minha história. Se decidi apoiar os candidatos apoiados pelo PT é em razão da compreensão de que o projeto atual deles não conflitava com o meu projeto de Brasil, mesmo havendo discordância em alguns pontos. Entretanto, vi que numa democracia essas discordâncias são debatidas, compreendidas e resolvidas de forma política, não em forma de violência". Paralelo ao apoio à Fernando Haddad, em Sergipe ele declarou apoiar o candidato à reeleição Belivaldo Chagas (PSD).
De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), as denúncias foram protocoladas por meio de Boletim de Ocorrência (BO), e seguem investigadas pelo setor de inteligência da Polícia Civil. Após conclusão do inquérito os detalhes serão oficialmente apresentados às partes envolvidas, bem como à população.